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16/05/2012

TECNOLOGIA

Betoneira acústica é desenvolvida por pesquisadores
Ruído produzido por equipamento revestido com borracha chega a ser dez vezes menor em comparação ao convencional

Os ruídos altos são um dos maiores problemas que afetam os trabalhadores no canteiro de obras. Uma pesquisa conduzida por professores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) atesta que o uso de revestimento de borracha nas betoneiras pode se tornar uma solução viável e eficaz. O estudo, ainda em fase experimental, mostrou nos testes realizados viabilidade técnica para ser aproveitado pela indústria.

A betoneira com revestimento acústico gerou de 8 a 12 decibéis enquanto misturava brita, areia, cimento e água. Já o equipamento sem alterações ultrapassou em 23,5% os 85 decibéis, limite máximo estipulado pela NR-15 (Norma Regulamentadora de atividades e operações insalubres).

O professor Rodrigo Catai, que conduziu as pesquisas ao lado do colega Cezar Romano e das alunas Nathalie Cavalcanti e Dalila Harmuch, afirma que, para ser usado comercialmente, o sistema deve passar ainda por testes com outros materiais. "Este ano, estamos desenvolvendo uma pesquisa de mestrado sobre este sistema, mais especificamente a respeito da tampa acústica", afirma o professor. A pesquisa deve ser finalizada em 2014 e é conduzida pelo mestrando Silvio César Ribeiro.

Análise - O principal objetivo do estudo foi analisar os níveis de ruído gerados por uma betoneira padrão, buscando reduzir o barulho. O equipamento utilizado pelos pesquisadores foi revestido internamente por uma lâmina flexível, composta por borracha sintética à base de polímeros e cargas minerais com alta densidade (1,666 kg/m³). A borracha foi acoplada a uma manta de polietileno reticulado (33 kg/m³) de 3 mm de espessura e a tampa era composta de poliestireno expandido (EPS), revestido com o mesmo material usado na lateral da betoneira.

O nível de barulho foi analisado em quatro condições: betoneira vazia; somente com brita; com brita, areia e cimento; e adição de água aos outros materiais. Os resultados mais expressivos ocorreram durante a última condição, que é justamente como o aparelho é mais utilizado nos canteiros de obras.

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por Modelos e petições trabalhistas - Quinta-feira, 14 de Agosto de 2014 - 11:24:35 - Comentar

Recentemente o TST decidiu que não há insalubridade no contato com cimento: http://consultortrabalhista.com/noticias/nao-e-devido-adicional-de-insalubridade-por-contato-com-cimento/


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