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Segundo a Revista Portuária de setembro de 2014 e uma pesquisa realizada pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), em 2012, os portos brasileiros enfrentam problemas relacionados à burocracia, saturação, infraestrutura de acesso (rodovias), deficiência na armazenagem, demora na liberação dos produtos, custo com demurrage (multa paga a proprietários de navios por atrasos na atracação), morosidade das autoridades públicas, janela de atracação de navios e acesso ferroviário.
Em novembro de 2015, o Jornal Gazeta do Povo, publicou que os arrendamentos do Porto de Paranaguá foram questionados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Após, os estudos de viabilidade concluídos a próxima etapa são licitações previstas para o segundo semestre de 2016. Paranaguá receberá ainda R$394 milhões para dragagem de aprofundamento do Canal da Galheta, através de contrato assinado pela SEP Secretaria Especial de Portos em dez/2015, informou a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).
Em outubro de 2015, a administração dos portos do Paraná anunciou a construção de cinco viadutos em Paranaguá, por meio de recursos da própria Appa. E em setembro, os projetos de responsabilidade da Appa constantes no Programa de desenvolvimento e zoneamento (PDZ) incluindo a dragagem de manutenção foram atendidos em 94,6%, com investimentos de cerca de R$ 600 milhões, dados publicados na Revista da Indústria. Além disso, em julho, o Governo do Estado do Paraná publicou que uma nova poligonal dos portos seria definida até o fim daquele ano; e, em fevereiro de 2016, foi publicado o decreto que altera a área da poligonal de Paranaguá considerado um avanço para ações transformadoras propostas pelo fator-chave Infraestrutura, dentro da prioridade porto.
De acordo com o Plano Estadual de Logística e Transportes do Paraná (PELT 2035) as principais reinvindicações para o setor portuário paranaense são:
- o lançamento do edital de arrendamentos e licitações em Paranaguá composto por seis terminais para: papel e celulose, fertilizantes, veículos e três terminais de granéis sólidos;
- armazéns do Corredor de Exportação e construção do píer em “T”;
- armazenagem de grãos e açúcar e construção do píer em F;
- área para ampliação de terminais de líquidos e construção do píer em L;
- ampliação do Terminal de Contêineres de Paranaguá TCP (CONTRATO ASSINADO EM ABRIL/2016);
- sequência da modernização dos atuais shiploaders (CONCLUÍDO);
- implantação do complexo do terminal de passageiros, novo berço para navios pure car carrier (PCC), nova sede da Appa e implantação de marina e complexo comercial;
- alteração da poligonal para viabilizar instalação de novos portos em Pontal do Paraná e no Embocui-Emboguaçu (CONCLUÍDO);
- obras de dragagens de manutenção e aprofundamento e obras de derrocagem;
- teste para operação com chuva leve;
- acesso rodoferroviário ao porto (Av. Airton Senna);
- ampliação do pátio de triagem para estacionamento de caminhões;
- simplificar processos burocráticos e reduzindo tempo de liberações, buscando redução de custos (gestão portuária);
- adequação dos custos de movimentação de contêineres aos padrões mundiais;
- fomentar e implementar a navegação de cabotagem;
- Conclusão das obras de reforço nos berços de atracação, prevendo o aprofundamento do calado;
- reforma e repotenciamento do berço número 201.
No que se refere ao Fator-chave Infraestrutura, a Prioridade Porto, a Diretriz Expansão e melhoria de infraestrutura da Proposta para Competividade da Indústria Paranaense percebe-se um cenário com evolução.