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A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep)
realizou, nesta quarta-feira (17), no Campus da Indústria, a 12ª e última reunião do Colégio
de Coordenadores de 2025, reunindo executivos, conselheiros e lideranças setoriais para uma análise aprofundada
dos principais desafios e oportunidades da indústria paranaense. Conduzido pelo presidente Edson Vasconcelos, o encontro
consolidou temas estratégicos que devem orientar a atuação institucional da entidade ao longo de 2026,
com foco na competitividade, segurança jurídica e desenvolvimento sustentável.
A pauta teve início com o debate sobre questões trabalhistas, a partir da apresentação de Alexandre Furlan, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que compartilhou os desdobramentos da Conferência Estadual do Trabalho. Entre os pontos discutidos, ganhou destaque a proposta de jornada 6x1 e seus impactos sobre a produtividade e os custos das empresas. Os coordenadores alertaram para o risco de aumento de despesas sem ganhos efetivos para a economia e reforçaram a necessidade de ampliar o diálogo com a sociedade sobre os efeitos das decisões trabalhistas no ambiente produtivo.
A infraestrutura logística ocupou espaço central na reunião. O superintendente da Fiep, João Arthur Mohr, apresentou um comparativo entre grandes portos internacionais — como Londres Gateway, Rotterdam e Antuérpia-Bruges — e o Porto de Paranaguá. Enquanto hubs globais operam com elevada eficiência e baixo tempo de permanência de caminhões, o porto paranaense ainda enfrenta gargalos operacionais. A Fiep integra o Plano Master Portuário com horizonte até 2050, defendendo a ampliação de retroáreas, a implantação de novos Terminais de Uso Privativo (TUPs) e soluções de logística inteligente. Os leilões portuários realizados em 2025 foram apontados como avanços importantes para ampliar a previsibilidade e atrair investimentos.
No modal ferroviário, foram destacados três corredores estratégicos — Paraná–Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mercosul —, com expectativa de novas licitações até 2026 e possíveis extensões contratuais até a realização de novos leilões, previstos para 2027. Já nas concessões rodoviárias, a atuação institucional da Fiep foi ressaltada pelo impacto econômico gerado, com uma economia estimada de R$ 9,53 bilhões aos usuários, decorrente da derrubada da outorga. O acompanhamento permanente é realizado pelo Observatório dos Pedágios, enquanto o Observatório dos Portos tem lançamento previsto para 2026, ampliando a transparência do setor.
A sustentabilidade também esteve em evidência. O coordenador do Conselho, Nilo Cini Jr, apresentou um balanço do evento EPMais, que marcou o lançamento do Plano de Descarbonização do Sesi e a entrega do Selo Clima, em parceria com a Sedest. O evento reuniu 636 participantes e registrou índice de satisfação de 98%.
No cenário internacional, Paulo Pupo, coordenador do Conselho Temático de Negócios Internacionais, atualizou o status do regulamento europeu EUDR, destacando a prorrogação de um ano para adequação, o que traz maior previsibilidade às cadeias produtivas brasileiras.
Na área de responsabilidade social e gestão pública, foi apresentado o IGEM-PR, ferramenta desenvolvida pelo Observatório da Fiep para avaliar o desempenho dos municípios paranaenses com base em dados oficiais, permitindo maior transparência sobre o uso dos recursos públicos. A plataforma terá atualização anual, com nova edição prevista para 2026.
Outro tema debatido foi o dos custos cartoriais, a partir da análise do Projeto de Lei nº 736/2025, do Tribunal de Justiça do Paraná. Apesar de retirado de pauta, o projeto chamou atenção pelos aumentos expressivos propostos, com impactos diretos sobre empresas e cidadãos, reforçando a necessidade de acompanhamento institucional permanente.
Encerrando a pauta, o Conselho Temático de Tecnologia e Inovação apresentou os preparativos para a Expo+Indústria, feira multissetorial que será realizada de 25 a 27 de agosto de 2026, em Pinhais. Com expectativa de receber cerca de 5 mil visitantes por dia, o evento será estruturado nos eixos de produtividade, competitividade, inovação e sustentabilidade, com foco em soluções práticas para pequenas, médias e grandes indústrias.
Na palavra aberta, os coordenadores reforçaram a importância da articulação institucional, de estratégias de comunicação robustas e da atuação nacional da Fiep diante dos desafios políticos e econômicos. A reunião foi encerrada com a avaliação das ações realizadas ao longo de 2025, reafirmando o compromisso da entidade em tornar o Paraná o melhor estado do Brasil para a indústria.
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