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Pesquisadores descobriram alternativas para reciclar embalagens de alimentos e criar novos materiais de alto valor agregado - e podem ajudar a reduzir a quantidade de resíduos no futuro. A solução é conhecida como reciclagem química, que utiliza os elementos constituintes do plástico para fazer novos materiais.

Todos os plásticos são feitos de carbono, hidrogênio e, às vezes, oxigênio. Mas as proporções e os arranjos moleculares desses três elementos fazem com que cada produção seja única. Como os plásticos são químicos muito puros e altamente refinados, eles podem ser decompostos nesses elementos, que são a seguir religados em diferentes arranjos para produzir materiais de alto valor.

 “Os nanotubos de carbono são moléculas minúsculas com incríveis propriedades físicas. A estrutura de um nanotubo de carbono se assemelha a um pedaço de tela de galinheiro enrolado em um cilindro. Quando o carbono é organizado dessa forma, ele pode conduzir calor e eletricidade. Essas duas formas diferentes de energia são muito importantes para controlar e usar nas quantidades certas, dependendo das necessidades”, explica o professor Alvin White, coordenador da pesquisa.

O pesquisador Ali Hedayati, da Universidade de Swansea, no Reino Unido, centrou seus esforços na produção de nanotubos de carbono. Ele descobriu que é melhor iniciar a produção com os plásticos pretos, que são comumente usados como embalagens para refeições prontas e frutas e vegetais em supermercados – e não podem ser facilmente reciclados.

Para remover o carbono do plástico, o material foi dissolvido em tolueno e ferroceno e injetado em um reator de injeção líquida desenvolvida pela equipe. Em seguida o material foi usado para construir moléculas de nanotubos “de baixo para cima”, ou seja, montando o nanotubo molécula por molécula por deposição de vapor químico.

Para testar a qualidade do produto resultante, os nanotubos foram usados para construir fios e transmitir eletricidade a uma lâmpada. “Os nanotubos podem ser usados para fabricar uma enorme variedade de coisas, como filmes condutivos para telas sensíveis ao toque, tecidos eletrônicos flexíveis que criam energia, antenas para redes 5G, enquanto a NASA os usa para evitar choques elétricos na espaçonave Juno," exemplificou o professor White.

 

Agora a equipe planeja fabricar cabos elétricos de carbono de alta pureza usando resíduos de materiais plásticos e melhorar o desempenho elétrico do material de nanotubos. O projeto é, dentro de três anos, conseguir aumentar a produção para lançar o reator de injeção química para uso em larga escala.

Com informações do site Inovação Tecnológica.

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