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Projetos de biogás são oportunidade para redução de custos de produtores de suínos

Publicado em 16/06/2015

O aumento no preço da energia elétrica no país, bem como o incentivo à geração própria de eletricidade e a regulamentação do uso do biometano, favorecem a produção de biogás de dejetos de suínos e aves como alternativa para reduzir custos nas propriedades, segundo especialistas do setor.

O preço da energia elétrica no país subiu cerca de 60% nos últimos 12 meses, segundo dados da inflação medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), diante do cenário de escassez de chuva que prejudicou o nível dos reservatórios das hidrelétricas do país e acionou energia térmica mais cara.

Geradores de energia em propriedades produtoras de suínos têm a vantagem de abater na conta de energia final a eletricidade gerada nas granjas, reduzindo custos de produção. 

“Cada quilowatt de energia gerado está sendo abatido do custo real da energia”, disse o superintendente de Energias Renováveis de Itaipu Binacional, Cícero Bley. “As cooperativas têm nos procurado, e muito, e temos feito vários projetos para que eles implantem (a geração própria de biogás).” 

Itaipu desenvolve, em parcerias com outras empresas e entidades, projetos de geração de biogás por meio de dejetos de produção agropecuária em propriedades. Segundo Bley, que também é presidente da Associação Brasileira de Biogás e Biometano (Abiogás), o potencial para geração de biogás no setor de alimentos do Brasil – incluindo aves e suínos – ainda é grande: cerca de 8 bilhões de metros cúbicos por ano.

Bley disse que o desenvolvimento de projetos de aproveitamento de biogás para geração de energia elétrica em propriedades de suínos costuma se pagar em cerca de oito anos.

Um dos próximos passos para desenvolver ainda mais o segmento, segundo Bley, é a criação do Programa Nacional para o Biogás e o Biometano, defendido pelo setor junto ao governo federal.

Ao incluir o biometano nas políticas públicas, o governo daria maior previsibilidade e segurança aos investidores sobre o desenvolvimento da fonte no país, o que poderia também incentivar a abertura de linhas de crédito pelos bancos para viabilizar novas implantações, como nas propriedades de criação de suínos, por exemplo.

A possibilidade de que projetos de geração de energia elétrica a biogás participem em leilões públicos de eletricidade promovidos pelo governo também favorece novos investimentos, segundo Bley.

Em outubro do ano passado, o governo promoveu o primeiro leilão de energia de reserva em que permitiu que projetosde biogás de aterro sanitário e de resíduos vegetais e animaisvendessem energia. O preço-teto da energia permitido foi de R$ 169 por megawatt-hora (MWh), que não foi atrativo para viabilizar a venda no leilão. Bley defende uma equiparação com os preços praticados para a energia elétrica do gás natural, próximos dos R$ 300 por MWh.

Avanços

Em fevereiro deste ano, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) regulamentou o uso do biometano no país. Com a resolução, a ANP reconhece que o combustível produzido a partir de produtos e resíduos pecuários, agrícolas e agroindustriais pode ser usado em aplicações onde se utiliza gás natural – como em veículos, comércio e residências –, desde que atenda às exigências de qualidade estabelecidas. 

“Essa resolução, sob o ponto de vista do marco legal, é algo bem interessante, deu parâmetros de qualidade para o biometano”, disse o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Suínos e Aves, Airton Kunz. “O que isso traz de interessante? Você começa de fato a normatizar os processos e a ter possibilidades de atrair investidores.”

Kunz também integra a Rede BiogásFert, uma parceria entre a Embrapa Suínos e Aves, Itaipu Binacional e uma rede de universidades e empresas que visa a desenvolver soluções tecnológicas para produção e uso de biogás e biofertilizantes a partir de dejetos animais em sistemas de produção agropecuários.

O pesquisador explica que os estudos desenvolvidos na Rede BiogásFert são testados em granjas, algumas no Paraná e em Santa Catarina, com o objetivo de melhorar os processos de biodigestão e obter um biogás de melhor qualidade.

Informação de: CarneTec

O pesquisador  Airton Kunz, assim como outros pesquisadores, empresas e terceiro setor, participam  do Grupo de Trabalho em Biotecnologia Animal do projeto Rotas Estratégicas para o Futuro da Indústria Paranaense e colaboram para o desenvolvimento desse setor no estado do Paraná.

 

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