clique para ampliarclique para ampliar (Foto: Divulgação)

A pesquisa Pulse of the Fahion Industry, realizada neste ano no Copenhagen Fashion Summit, principal evento sobre sustentabilidade na indústria da moda, mediu as diferentes pontuações ao longo da cadeia de valor do setor no mundo. O levantamento, realizado com 100 executivos de diferentes empresas, mostrou que a moda não vai muito bem na questão ambiental, principalmente.

Segundo levantamento, 80% de todas as empresas de moda pesquisadas têm metas de sustentabilidade. Mas somente 30% já estão incluindo esses pontos nas decisões estratégicas. Para Sebastian Boger, diretor do The Boston Consulting Group, consultoria que realizou o estudo, entre as medidas, é necessário que os designers das empresas levem em conta o material escolhido para não impactar no final da cadeia.

De um índice que varia de 1 (menos sustentável) a 100 (mais sustentável), a pontuação média da indústria da moda foi 32. Em todo o mundo, as empresas que têm baixa pontuação representam a metade. O segmento de sports wear é a de maior média de pontuação: 70. Entre as tecelagens e as fiações, a nota ficou acima da média (38), e algumas empresas desses setores alcançaram 80.

O estudo aponta que sustentabilidade é oportunidade e não ameaça, “o que já foi comprovado na prática por quem fez e continua fazendo”, diz Boger. O volume de vestuário no mundo deve continuar crescendo.  Em 2020, a demanda passará de 62 milhões de toneladas para 102 milhões de toneladas, e o faturamento vai alcançar aproximadamente 160 bilhões de euros a mais anualmente se as questões ambientais e sociais forem melhoradas. “Há uma oportunidade lá fora e a hora de começar é agora. Se empresas não fizerem nada nessa área perderão valor, anualmente” conclui Boger.

Com informações da Tex Brasil.

Leia mais notícias sobre o setor em http://www.fiepr.org.br/boletins-setoriais/5/.