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Buscando dar mais visibilidade ao potencial energético de resíduos florestais, seus benefícios e as principais barreiras que restringem seu desenvolvimento no Brasil, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) lançou o estudo "Potencial Energético de Resíduos Florestais do Manejo Sustentável e de Resíduos da Industrialização da Madeira". Encomendada pela Casa Civil da Presidência da República e elaborada em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), a pesquisa traduz mais um passo relevante para compreensão do aproveitamento do recurso no país.

As estimativas tiveram como base duas situações, indicando como resultado a existência de significativo potencial de aproveitamento energético. Na primeira delas, a partir do manejo sustentável de florestas nativas, indica-se um potencial de 6,5 GW de capacidade instalada para geração elétrica, dos quais 2,1 GW estão em sistemas isolados. A substituição da geração a diesel, no atendimento da base da carga dos sistemas isolados, permitiria evitar importações de cerca de R$ 1 bilhão ao ano em óleo diesel, além da potencial criação de 6.800 postos de trabalho diretos, considerando operação e manutenção das usinas.

Na segunda situação avaliada, considerou-se apenas a biomassa residual gerada no processamento de madeira em toras, procedente de florestas plantadas. O aproveitamento energético dessa fonte apresenta um potencial de 633 MW de potência, concentrada nas regiões Sul e Sudeste, nas quais as tarifas elétricas são inferiores às decorrentes da geração a diesel. Dessa forma, esse aproveitamento de resíduos madeireiros se apresenta como interessante alternativa nos mercados de geração distribuída e compartilhadas. Estima-se que aproximadamente 10.700 postos de trabalho diretos poderiam ser criados.

Na prática

Ver essas aplicações na prática é fundamental para o desenvolvimento do mercado. Pensando nisso, durante um evento paralelo ao Congresso Internacional de Biomassa & 3ª EXPOBIOMASSA (CIBIO 2018), cerca de 50 pessoas realizaram uma visita na fazenda Santa Clara, em Campo Largo (PR). "Pudemos ver na prática toda a teoria ensinada sobre florestas energéticas e a alta performance de biomassa florestal. Para melhorar o processo de florestas energéticas para biomassa e aumentar a visibilidade, pretendemos criar o primeiro evento do Brasil, o 'BIOMASS FOREST DAY', que buscará capacitar e incentivar essa prática, que pode gerar ainda mais empregos", afirmou Tiago Fraga, CEO do Grupo FRG Mídias & Eventos, instituição que coordenou e organizou o congresso.

 O CIBIO, que aconteceu entre os dias 04 e 06 de setembro, contou com a presença de mais de 750 congressistas e tem hoje um papel fundamental nesta nova fase da Matriz Energética Brasileira, na qual a busca por tecnologias limpas para geração de energia se faz urgente para garantir o futuro e o crescimento do país.

Com informações do Canal Energia e CIBIO.

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