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O comércio exterior brasileiro de Papel e Celulose, a exemplo do que ocorreu no País devido à crise econômica mundial, sofreu expressiva queda entre 2008 e 2009, passando de US$ 5,75 bilhões para US$ 4,93 bilhões exportados. Embora os valores tenham declinado, a pesagem dos produtos se manteve ascendente, o que revela que o preço foi diminuído. A recuperação veio em 2010, quando o Brasil vendeu US$ 6,69 bilhões para mercados externos.
No Paraná, a oscilação no comércio exterior também foi sentida, sem, no entanto, sofrer com queda acentuada no preço de venda. Enquanto o Estado exportou US$ 425,62 milhões em 2008, no ano seguinte caiu para US$ 328,89 milhões. No ano passado, o valor fechou em US$ 409,1 milhões.
A Argentina foi o principal parceiro comercial do Paraná tanto nas exportações como nas importações. Vinte e oito por cento dos produtos da pauta paranaense foram vendidos para o país vizinho, seguido pela China (16% das exportações). Liderou a pauta de exportação o item "outros papéis e cartões para escrita, impressão ou outras finalidades gráficas, com mais de 10% do seu peso em fibra mecânica, em rolos".
Cerca de 16% dos US$ 35,6 milhões de produtos importados pelo Estado em 2010 vieram da Argentina. Depois do Chile (14%), da Alemanha (13%) e dos Estados Unidos (11%). O principal produto importado foi "pasta química de madeira, de conífera, à soda ou ao sulfato, semi branqueada", que representou 32% das importações.
No segmento de Embalagens de Papel, o Paraná exportou US$ 18,9 milhões em 2010, sendo que o principal receptor
destas exportações foram o Paraguai (27%) e o Uruguai (20%). O principal produto exportado foi "sacos de papel
ou cartão, cuja largura da base seja igual ou superior a 40 cm." que representaram 59% das exportações
do setor.
As importações de Embalagens de Papel somaram, em 2010, US$ 39,8 milhões, sendo que
96% dos produtos importados foram "caixas e cartonagens, dobráveis, de papel ou cartão, não ondulados".
O principal país de origem das importações do setor foi a Alemanha, que deteve 73% dos produtos importados.
MDIC/SECEX (2010) para importações e exportações