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A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) recebeu das mãos da família Stockler de França, nesta segunda-feira (8), as chaves da residência onde viveu Heitor Stockler de França, comerciante e industrial que foi um dos fundadores da entidade. O casarão, que fica na Avenida Marechal Floriano Peixoto, na região central de Curitiba, será transformado no Centro Cultural Sesi Heitor Stockler de França e oferecerá para o público uma programação cultural diversa e completa durante todo o ano.
Considerada um marco arquitetônico, a casa, que tem 120 anos de construção, sempre esteve ligada à cultura, com a presença de artistas da família e a realização de saraus e reuniões artísticas. Além de um dos fundadores da Fiep, Heitor Stockler de França foi também o primeiro presidente da entidade, entre os anos de 1944 e 1958. Em função disso, a casa dispõe de um acervo composto por diversas publicações que remetem à história da Federação e outras instituições que compõem o Sistema Fiep, especialmente Sesi e Senai.
“Vemos aqui um resgate dos quase 69 anos de história da Fiep e reconhecemos que, muitas vezes, nós e toda a sociedade não fazemos a justa homenagem àqueles que plantaram a semente da Federação”, destacou o atual presidente da Fiep, Edson Campagnolo. “A entidade fica eternamente grata à família, que dispôs deste acervo tão bem conservado para a administração da Fiep, que terá muitos projetos para que a casa seja altamente visitada”, acrescentou.
Heitor França Borges, neto de Heitor Stockler de França, comentou sobre a importância da ação. “Agradecemos a sensibilidade da Fiep nesse sonho do Centro Cultural que se torna o cartão postal da entidade, preservando a história. Projeto esse que certamente será desenvolvido com destinação para a cidade de Curitiba”, disse.
Em breve, a programação do Centro Cultural Heitor Stockler de França será divulgada no site: www.sesipr.org.br/cultura.
Confira a matéria em vídeo:
Permitam um desabafo:
Passei minha infância nas imediações da casa (morava na Rua Dr. Murici): entre outras atividades,
frequentava a praça e um circo localizado na sua esquina.
Já adulto, ficava apreensivo com o destino que seria dado ao
imóvel. Acostumado a ver a progressiva deterioração da memória da cidade, com a contínua derrubada dos ícones da paisagem
que marcaram minha vida, admirava a permanência da casa, sobrevivendo bravamente à radical mudança de cenário que se processava
no seu entorno.
Hoje, lendo a reportagem, constato feliz a garantia de sua preservação, porque já verifiquei que a melhor
forma de manter a integridade de um imóvel é dar-lhe destinação que assegure permanentemente a sua manutenção. Imóveis vazios
tendem a sofrer passivamente a ação do tempo, e sua decadência é fatal.
Em resumo, posso ter, agora, a certeza de poder
contemplar, e evocar, uma paisagem da minha infância, uma parcela de minha vida, mantida incólume graças às providências do
Sistema Fiep.
Portanto, ao Sistema Fiep em geral e, em particular, às pessoas que participaram e contribuíram para o
sucesso dessa iniciativa, meus agradecimentos!