Encontro reuniu poder público, indústria e organizações sociais para apresentar ações
emergenciais, projetos socioambientais e estratégias futuras
A primeira reunião do ano do Conselho Temático de Responsabilidade Social da Fiep, realizada
no Campus da Federação sob a coordenação de Fernando Mizote, teve como destaque a atuação
da Defesa Civil do Paraná e a apresentação da Rede Estadual de Ajuda Humanitária. A exposição
aproximou o setor industrial de uma discussão que, cada vez mais, deixa de ser exclusivamente estatal — a gestão
organizada das crises sociais provocadas por desastres.
Durante o encontro, o coordenador estadual da Defesa Civil do Paraná, coronel Fernando Raimundo Schunig,
apresentou o funcionamento da Rede de Ajuda Humanitária, detalhando sua estrutura de governança e os resultados
já alcançados em ações emergenciais no Paraná e em outros estados.
Coordenada pela Defesa Civil Estadual, a Rede é uma política pública legalmente instituída
que permite resposta imediata a crises humanitárias, inclusive antes da formalização de decretos de emergência
ou calamidade. O modelo assegura transparência na aplicação de recursos e integra setor público,
iniciativa privada e terceiro setor em ações articuladas de prevenção, atendimento e reconstrução.
A diretora jurídica da Fundação de Apoio à Segurança Pública, Dra.
Fernanda Adams, reiterou que a dificuldade não está na falta de solidariedade, mas no desafio de articulação.
A Rede Estadual de Ajuda Humanitária organiza a ajuda, direciona recursos e estabelece estratégia comum entre
governo e sociedade civil, permitindo que a colaboração ocorra onde realmente há necessidade.
Também foram apresentados os Projetos de Responsabilidade Socioambiental da Indústria Belterra
Agroflorestas S/A, conduzidos por Daniela Canisso, diretora administrativa da empresa, reforçando o papel
estratégico da iniciativa privada na promoção do desenvolvimento sustentável e na geração
de impacto positivo nas comunidades.
Na sequência, Maria Inês Monteiro de Freitas, coordenadora nacional da Pastoral da Criança,
compartilhou experiências dos projetos sociais “Vida em Abundância” e “Museu da Vida”,
evidenciando a relevância do terceiro setor na proteção social e no fortalecimento comunitário.
Coordenador do Conselho Temático de Responsabilidade Social e diretor da Fiep, Fernando Yukio Mizote
destacou a importância da articulação multissetorial para ampliar a capacidade de resposta diante de situações
críticas. “Quando unimos poder público, setor produtivo e organizações sociais em torno
de um propósito comum, ampliamos nossa capacidade de proteger pessoas, reconstruir comunidades e gerar impacto positivo
de longo prazo. A responsabilidade social precisa estar integrada à estratégia de desenvolvimento”,
afirmou.
Para 2026, o Conselho Temático de Responsabilidade Social definiu uma agenda estratégica que inclui a
realização de quatro visitas técnicas em indústrias participantes, a produção de
cartilhas digitais com vídeos sobre cuidados paliativos e sobre inclusão da pessoa com deficiência, além
da promoção de cinco oficinas voltadas ao investimento social privado. Também está previsto o
lançamento do Programa de Mentoria para Mulheres na Indústria, a ampliação do número de
reuniões em formato híbrido para fortalecer a interação entre os representantes das indústrias
e a manutenção do edital destinado às Organizações da Sociedade Civil.
Ao promover o diálogo entre diferentes setores e apresentar soluções estruturadas para situações
emergenciais e de reconstrução social, o Conselho reforçou que a cooperação institucional
é um dos principais pilares para a construção de uma sociedade mais resiliente, preparada para crises
e comprometida com o desenvolvimento sustentável do Paraná.