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CBIC: queda do INCC mostra que construção não é a vilã da inflação

Enquanto as expectativas são de aumento do IPCA (índice oficial de inflação) em junho, o IBGE divulgou hoje (8/7) o recuo de 0,63 ponto percentual no crescimento do Índice Nacional da Construção Civil (INCC). Para o presidente da CBIC, Paulo Simão, este é um dos maiores sinais de descolamento das duas variações e mais uma prova de que a construção civ il não é o motor das recentes perspectivas negativas de inflação. "A participação dos itens da construção civil na composição do IPCA é de 1,14 ponto percentual de 100. Ou seja, o impacto de um crescimento no INCC é quase nulo na composição total dos índices inflacionários do País", destacou Simão. "Além disso, o INCC está relacionado ao custo da construção, o preço da obra para os empresários; enquanto o IPCA está relacionado aos gastos do consumidor comum, como comida e gasolina", completou. Dados divulgados pelo IBGE mostram que, em junho, o INCC subiu 1,24%, contra os 1,87% registrado em maio. Em junho de 2007 a variação foi de 0,53%.  Com o novo percentual de junho, o resultado acumulado nos últimos 12 mes es para 8,26%, contra os 5,18% dos 12 meses imediatamente anteriores.  No ano, o INCC situou-se em 5,28%, também acima da variação observada no mesmo período do ano passado, que foi 3,16%

3,16%. O IBGE destaca ainda uma tendência de maior peso do item 'materiais', em contraposição com o item 'salários'. A parcela do índice relativa aos materiais apresentou forte aceleração, passando, em junho, para 1,44%, alta bem superior àque las registradas nos cinco primeiros meses do ano (0,67% em janeiro e fevereiro e 0,60% em março, abril e maio). No ano, os materiais subiram 4,66% acima da taxa de 2007 (2,12%). "Isso é resultado do aumento do preço das commodities no mercado internacional. Não há como controlar", explicou Simão.  Por outro lado, a mão-de-obra, que representa 40% do custo de uma obra, apresentou crescimento de 0,96%, ainda pressionado, em menor escala, pelos reajustes salariais. No ano, a mão-de-obra registrou alta de 6,11% contra 4,58% no ano passado. "Está faltando mão-de-obra. Por isso fechamos a parceria com o governo federal para capacitar os beneficiados do Bolsa Família. Nossa expectativa é de ver publicado pelo governo, ainda este mês, o edital de contratação das empresas que darão os cursos. A meta é capacitar o pessoal para trabalhar nas obras do PAC até o final do ano", destacou o presidente da CBIC, Paulo Simão.




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