Programa Habitacional já tem 7,9 mil inscritos
Cohab vai definir até o final do mês os 32 primeiros beneficiados
do projeto, cuja finalidade é reduzir déficit habitacional.
Desde 1º de abril,
quando a Companhia de Habitação (Cohab) iniciou o cadastramento dos interessados em financiarem um imóvel
pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, 7,9 mil pessoas já foram inscritas e até o final deste mês, serão
10 mil ao todo. Os nomes dos 32 primeiros beneficiados deverão ser definidos até o final deste mês, quando
será assinado o contrato para construção dos primeiros imóveis do programa.
Apesar de a estimativa inicial ser de construção de 6 mil imóveis pelo programa federal
na cidade, a Cohab não estabeleceu um prazo para finalizar o cadastramento, que deve prosseguir pelos próximos
meses. O objetivo de estender o cadastramento é levantar o déficit habitacional no município. “Esse
cadastramento não vai parar porque precisamos ter a demanda real de moradias na cidade”, disse o presidente da
Cohab, João Verçosa.
Além daqueles que estão fazendo agora o cadastro, a Cohab tem uma lista com cerca de 19
mil nomes que integram uma fila iniciada em 1986. Com o lançamento do programa do governo federal, a companhia solicitou
que esses 19 mil refizessem o cadastramento. Até agora, 1,5 mil compareceram e estão incluídos entre
os 7,9 mil inscritos. “Desses 19 mil, uma parte já foi atendida, outra mudou, outros morreram. O número
real deve ficar entre 15 mil e 16 mil pessoas”, calculou Verçosa.
Do total de cadastrados até o momento, 85% têm renda de zero a três salários
mínimos. Para estes, há dois tipos de imóveis disponíveis: casas de 35 metros quadrados no valor
de R$ 41 mil e apartamentos de 42 metros quadrados no valor de R$ 70 mil. Os outros 15% enquadram-se na modalidade de três
a dez salários mínimos.
O presidente da Cohab ressaltou, no entanto, que a ordem dos beneficiados não será a mesma
do cadastramento. Para definir quem terá direito a uma casa, será observada uma série de critérios,
como nunca ter tido um imóvel financiado em seu nome no município, por exemplo. Famílias serão
priorizadas e 3% dos imóveis serão destinados a idosos, em respeito ao Estatuto do Idoso. Se mesmo após
serem considerados todos os critérios houver empate, a definição acontecerá por sorteio. Verçosa
não descarta também a possibilidade de priorizar pessoas que estejam vivendo em situação de risco.
Atualmente, Londrina tem 37 áreas de invasão, onde vivem 2 mil famílias.
“Nós não sabemos se iremos construir 6 mil moradias. O número não está
fechado. Pode ser que sejam mais ou menos. Precisamos correr e apresentar os projetos na Caixa para garantir o recurso para
a cidade”, explicou o presidente da Cohab. “Para o Paraná, foram garantidas 44 mil unidades e todos os
municípios terão direito a participar, então temos de correr para garantir o maior número de casas.
Temos dois anos para investir os recursos no programa.”
Atendimento na Caixa cresceu 45%
Na Caixa Econômica, o número de atendimentos referentes a pedidos de financiamento aumentou
45% entre janeiro e maio deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Nos primeiros cinco
meses de 2008 foram cerca de 5,5 mil atendimentos contra cerca de 8 mil neste ano. “Esses números não
são todos do Programa Minha Casa, Minha Vida, mas em função do programa houve uma elevação”,
afirmou o superintendente regional da Caixa, Roberto Bachmann. Os números referem-se aos 92 municípios abrangidos
pela regional de Londrina.
Para
atender ao aumento da demanda, segundo Bachmann, foram criados espaços de habitação nas agências
e houve ainda a ampliação dos correspondentes bancários. “Mas nem todos os cadastros são
aprovados”, destacou ele.
Prefeitura propõe isenção de ITBI
Para aumentar a capacidade de atendimento do Programa Minha Casa, Minha Vida, o Executivo encaminhou à
Câmara Municipal um projeto de lei que propõe alterações em algumas características dos
imóveis e a isenção de tributos das unidades construídas dentro do programa.
Entre as propostas estão à isenção do Imposto de Transmissão de Bens
Imóveis (ITBI) incidente na aquisição do imóvel pelo Fundo de Arrendamento Residencial, isenção
do mesmo imposto para transmissão de propriedade definitiva do imóvel ao mutuário e isenção
do Imposto Sobre Serviços (ISS) sobre serviços necessários à construção dos empreendimentos
vinculados ao programa.
Para ter direito às isenções tributárias, a Cohab deverá emitir atestado
de que o imóvel integra o Programa Minha Casa, Minha Vida.
O Executivo também prevê a redução de metragens dos imóveis construídos
no programa com a finalidade de acelerar as obras, corrigir distorções e aumentar a quantidade de unidades entregues
e mudanças na lei de zoneamento.
Jornal de Londrina
Simoni Saris
18/06/2009