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Moveleiros são-betenses não prestigiam lançamento do salão ABIMÓVEL
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Com uma fraquíssima participação do empresariado moveleiro - tanto que rendeu um desabafo do vice-presidente da Abimóvel, Álvaro Weiss - aconteceu, na sala de reuniões do Sindusmobil - Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário, a apresentação do Salão Internacional de Vendas e Exportação de Móveis - Salão Abimóvel, que acontecerá em agosto do próximo ano, no Anhembi, em São Paulo/SP. Evento contou com a participação, também, do diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário, João Araújo.

Com apresentação nos principais pólos moveleiros do País, o Salão Abimóvel é o "sucessor" da Fenavem - Feira Internacional de Venda e Exportação de Móveis e deve acontecer em um espaço de 60 mil m² do referido pavilhão de eventos da capital latino-americana dos negócios, reunindo, entre outros, centenas dos maiores compradores nacionais e internacionais de móveis. "Não queria criar nenhuma polêmica, mas não se está dando a devida importância a este evento (apresentação), com um número pequeno de empresários", lamentou Álvaro Weiss.

A entrevista que segue é com Augusto Balieiro, diretor comercial da Multiplus Eventos, promotora do Salão Abimóvel.


EVOLUÇÃO - O setor moveleiro regional daqui sempre esteve muito voltado à exportação. Agora, com a questão do dólar, foi um baque na economia. A pergunta é: como aproveitar o aquecimento do mercado brasileiro, como voltar-se ao mercado caseiro?

AUGUSTO BALIEIRO - Hoje (terça-feira) já tivemos uma boa notícia, aqui, com o vice-presidente da Abimóvel, Álvaro Weiss, falando que o dólar foi para R$ 1,77. Já deu um alento aos empresários, mas o mercado mobiliário nacional vem crescendo. O que tem que acontecer por parte do cluster regional é ter um produto certo, com preço adequado, para ter competitividade nesse mercado. Existem inúmeros pólos moveleiros e inúmeros produtos no mercado. O consumidor vai optar por aquilo que satisfaça a sua necessidade de consumo, em que entra a qualidade do produto, o preço e as condições de pagamento. O Salão Abimóvel vai ser uma vitrine para todos os segmentos de móveis do Brasil, que não têm uma feira dentro desse aspecto - sempre têm suas feiras mais focadas. Lá poderemos encontrar móveis de todos os Estados brasileiros, de todos os pólos, com todas as tendências. Acho que é uma grande oportunidade para os empresários da região de Santa Catarina exporem seus produtos e participarem do mercado interno.

EVOLUÇÃO - Você disse que "a união faz a feira". Sabemos que uma feira pode fazer muitos negócios. Mas tem que ter participação, certo?

AUGUSTO BALIEIRO - A proposta do nosso trabalho é justamente o comprometimento da Abimóvel e dos pólos moveleiros. Sem isso, não conseguimos desenvolver uma feira nas condições que pretendemos - que é ser a grande vitrine do móvel brasileiro. Quando falamos nisso, em uma feira que vai acontecer em São Paulo, estaremos expondo isso não só para o mercado interno, mas com visibilidade para todo o mundo! A intenção da Abimóvel é fazer essa divulgação para que todos possam conhecer a evolução tecnológica do nosso móvel, do nosso design, que é criativo. Participamos, até internacionalmente, de eventos do design do mobiliário.

EVOLUÇÃO - Falamos na participação de 150 potenciais e grandes compradores nacionais e de 70 a 100 compradores internacionais. É uma oportunidade que tem que ser aproveitada.

AUGUSTO BALIEIRO - No caso desses cento e cinqüenta, estamos elencando os grandes compradores nacionais, que também podem fazer parte de uma Rodada. Sempre trazemos, na Rodada Internacional, compradores estrangeiros. Por que não trazermos os cento e cinqüenta maiores daqui, que são grandes compradores? É lógico que não é só isso que vai dar sustentabilidade de negócios na feira. Pretendemos atrair cada loja de móveis deste País em nosso evento. Para que isso aconteça, tem que ser na cidade de São Paulo, porque temos condições de hospedar esse grande público, temos condições de aeroportos que convergem de todo o território nacional para lá. É uma tarefa difícil, mas se tivermos todos os pólos praticando e falando a mesma linguagem, nós vamos conseguir.

EVOLUÇÃO - Esses pólos também precisam trabalhar unidos, ou seja, é preciso que o setor se desenvolva como um todo? Você, que trabalha há vários anos com diferentes segmentos da economia, acredita que o setor moveleiro tem condições de se unir mais?

AUGUSTO BALIEIRO - Quem está sendo o grande conciliador disso tudo é a Abimóvel. Os pólos, lógico, têm seus interesses regionais. Ninguém vai dizer que não, mas existe uma entidade-mãe, que é a Abimóvel, que tem interesse no móvel brasileiro. A Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário é a entidade que tem conseguido unir os pólos, que não estão perdendo suas características. Queremos ter um móvel padrão de cada região - e, com todos esses padrões regionais formar um móvel brasileiro. Porque nós temos culturas diferentes. O móvel do nordeste não deve ser igual, talvez, ao móvel do sul, mas queremos mostrar que por termos um País com dimensões continentais, podemos ter toda essa diversidade em um só local, mantendo suas características.

EVOLUÇÃO - Caso queira fazer mais algum comentário aos nossos leitores, por favor, fique à vontade.

AUGUSTO BALIEIRO - Acrescentaria que essa feira vai ser um sucesso. Vai ser imperdível para quem trabalha dentro desse segmento, tanto como fabricante, como lojista e fornecedor também. O fornecedor também tem uma grande audiências nas feiras de móveis: ele quer ver a evolução, o que os fabricantes estão utilizando, etc. Então, toda a cadeia produtiva do móvel vai estar presente. É uma oportunidade para que todos possam reciclar os seus conhecimentos, as suas tecnologias, e assim desenvolver todo o segmento.

EVOLUÇÃO - E aproveitar o mercado, que está aí, né?

AUGUSTO BALIEIRO - O mercado é o principal. Não existe feira sem negócios. Se isso acontecer, vai ficar órfã, vai ser a primeira. Como disse aqui desde o princípio, para que haja sustentabilidade, é preciso que haja negócios. É o que vamos focar.



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