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presidente Dilma Rousseff avisou que se esforçará neste ano para aprovar o projeto que estabelece um novo regime
previdenciário para os servidores públicos. O projeto cria o fundo de pensão dos funcionários
públicos (Funpresp), igualando as condições de aposentadoria dos servidores com as do setor privado.
Embora a proposta sofra resistência de alas do próprio PT, a presidente
já decidiu inclusive frear a realização de concursos públicos e a nomeação de novos
servidores até que as novas regras sejam instituídas. As outras prioridades do Executivo no Congresso neste
ano são a aprovação do projeto que reduz o ICMS interestadual a fim de combater a guerra fiscal, as propostas
que criam a Lei Geral da Copa, a Política Nacional de Irrigação, o Plano Nacional de Educação,
regras para o fracionamento de medicamentos, o marco regulatório para o uso da internet e dos projetos que alteram
o marco das agências reguladoras e as regras contra lavagem de dinheiro e de responsabilização de pessoas
físicas e jurídicas por atos de corrupção. O governo sinalizou ainda que enviará ainda
neste ano ao Parlamento um projeto de novo marco regulatório para o setor de mineração.
"Frente à instabilidade do cenário internacional em 2012, a gestão
econômica de nosso país nos exigirá disciplina e ousadia", alertou a mensagem presidencial remetida ao
Parlamento. "Disciplina para assegurar a solidez de nossos fundamentos macroeconômicos, o que passa pelo alcance do
superávit fiscal proposto para o corrente ano, pela atenção constante sobre a evolução
dos preços e pela continuidade da redução da dívida pública brasileira como proporção
do PIB e melhoria de seu perfil. Ousadia para adotar todas as medidas necessárias à continuidade do crescimento
da produção e do emprego e para proteger nossa estrutura produtiva."
Dilma foi representada na cerimônia pela ministra da Casa Civil, Gleisi
Hoffmann, que estava acompanhada da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). Segundo Dilma, o motor
da economia brasileira continuará sendo o fortalecimento do mercado doméstico e o combate à pobreza.
Por outro lado, acrescentou a presidente em sua mensagem enviada ao Congresso, o governo manterá os esforços
para incentivar as exportações e impedir que a indústria nacional seja prejudicada por produtos importados
que cheguem ao Brasil a preços desleais.
Se o governo indicou suas prioridades, as representantes da presidente Dilma
na solenidade tiveram de ouvir cobranças dos parlamentares. Em seu discurso, o presidente do Congresso, senador José
Sarney (PMDB-AP), classificou as medidas provisórias como "o problema mais grave" do processo legislativo. "Com elas,
nossa iniciativa legislativa e nosso próprio tempo de trabalho ficam comprometidos. Elas continuam a ser uma armadilha
no andamento da democracia pela sua amplitude, pelo tempo exíguo para serem analisadas", disparou.
Já integrantes da oposição criticaram a falta de contundência
da mensagem em relação ao combate à corrupção. "O governo, ao meu ver, patina. O governo,
até por ter uma base extremamente heterogênea, que não se une em torno de um projeto, tem tido dificuldades
de tratar grandes temas", comentou o senador Aécio Neves (PSDB-MG). (Colaborou Bruno Peres)
Fonte: Valor Econômico
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