Estações de Trabalho
Dinamismo Modular
Cada vez mais modulares e adaptáveis ao ambiente, as estações de trabalho deixaram de ser um problema
nas mudanças de layouts. Com dinamismo é possível mudar um departamento de local sem causar transtorno.
Ouvimos especialistas, arquitetos e designers para falar dessa evolução
Uma mudança
repentina de layout, a criação de um novo departamento no escritório, a acomodação de um
grupo maior de funcionários. Tudo isso deixou de ser visto como um problema dentro das corporações. Com
as estações de trabalho cada dia mais modulares e adaptáveis a qualquer ambiente, as alterações
tornaram-se menos traumáticas e muito mais dinâmicas do que antigamente.
“A principal evolução das estações de trabalho foram os módulos, porque permitem
flexibilidade e dinamismo.
Todo layout acompanha
a estrutura da empresa, então as áreas crescem, mudam, diminuem. Se toda vez tiver que alterar as estações,
o gasto é enorme. Com as mesas modulares se ganha tempo e economiza mão de obra”, opinou Mônica
Del Carlo, facilitie de uma grande instituição financeira.
A evolução das estações de trabalho, segundo alguns especialistas, está ligada direta ou
indiretamente ao avanço tecnológico. Com “hardwares” mais compactos e de fácil adaptação
estética, os problemas de um ambiente profissional poluído, pesado e de difícil locomoção
findaram, principalmente em virtude de práticas soluções de design.
“O conceito de trabalho, face à simplificação dos equipamentos eletrônicos, trouxe novas
soluções para o design do mobiliário e para sua ocupação nos ambientes. Hoje, por exemplo,
não existe mais a necessidade de estações de trabalho que tragam componibilidade, como a mesa em L, e
sim flexibilidade, mobilidade, recomposição e reorganização dos espaços”, disse o
arquiteto Marcel Monacelli.
Essa simplificação do ambiente profissional ao longo dos últimos anos trouxe uma nova tendência
dentro das empresas. Em muitas ocasiões, dá-se muito mais valor às cadeiras e poltronas do que às
estações, embora ambas as ferramentas tenham papel fundamental, mesmo que subjetivo, na produção
do funcionário.
“Anos atrás a combinação era de um posto de trabalho sofisticado e uma cadeira simples. Atualmente,
a fórmula é uma estação simples com uma cadeira com alto valor de conforto. Acredito que essa
é, e ainda será por muitos anos, a nova realidade”, declarou o designer Tomás Berlanga.
Reflexo dessa tendência citada por Berlanga é a constante preocupação dos facilities em equipar
os escritórios com estações de trabalho que tenham uma manutenção simples, rápida
e de baixo custo. Até mesmo por isso é que a sofisticação de antigamente perdeu espaço
para a simplicidade, que não significa má qualidade.
“Ao projetar um layout, é necessário tomar cuidado no que escolher e pensar na manutenção
dos mobiliários. Materiais revestidos de tecido, por exemplo, trazem mais conforto acústico, mas são
difíceis de manter bem cuidados. Então, fazer um material que tenha esse conforto acústico e seja de
fácil e econômico reparo é o grande desafio dos fabricantes”, acrescentou a facilitie Mônica
Del Carlo.
Paralelamente a essa opinião, o designer Tomás Berlanga nutre uma preocupação com as reais necessidades
que um usuário, no caso o profissional de determinada empresa, tem numa estação de trabalho. Não
basta simplesmente ser dinâmica e barata, é necessário interagir com a pessoa que estiver usufruindo do
mobiliário.
“Gostaria de ver mais diversidade, criatividade, soluções que de fato estejam relacionadas com as necessidades
do usuário, nas proporções certas”, emendou Tomás Berlanga, que vê como tendência
atual nos ambientes de trabalho linhas simples, retas, despojadas, minimalistas e reducionistas.
Inclusive seguindo essa linha, é perceptível nas estruturas empresariais uma menor diferença entre os
postos de trabalho de níveis de diretoria, gerenciais e operacionais. Os ambientes estão cada vez mais uniformes,
sempre respeitando a necessidade de cada área e mercado diferente.
“As diferenças hierárquicas dentro das empresas estão sendo menos percebidas nos últimos
anos. A democratização do ambiente tem sido mais importante do que a divisão de funções
por tamanho do mobiliário. Mas ainda existem as diferenças em função de necessidades de maior
ou menor privacidade”, finalizou Marcel Monacelli.
Luiz
Fernando Tedeschi
Diretor Geral
Inforline Ind. e Com. de Móveis Ltda.
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