O SINDICALISMO NO BRASIL
Cronograma da evolução
Pesquisa
de Jovino P. Faria
ORIGENS
- Abolição da Escravatura
- Início
do ciclo imigratório
O movimento sindical surgiu da necessidade que os trabalhadores tinham de garantir seus mínimos
direitos, tais como: Condições de Trabalho, Salários, Saúde, etc.
Começou na Inglaterra mas não ficou a ela restrito. Expandiu-se
rapidamente por todo o mundo capitalista. O modelo brasileiro buscou inspiração no italiano: Carta de Lavoro, editada em 1927
pelo ditador Mussolini, subordinando os sindicatos ao Estado.
Antes de 1888 - Caixas Beneficentes Representativas
1888
a 1906 - Período de Desenvolvimento
- 150.000 operários para 20 milhões de habitantes, concentrados nas indústrias
de alimentação (30%) e Tecelagem e vestuário (70%). A grande maioria composta por imigrantes, concentrados em São Paulo e
Rio de Janeiro.
1906 a 1919 - Período de Organização
1906 - 1º. Congresso Sindicalista
- Influencias:
francesa / italiana / espanhola e portuguesa
1907 - Primeira greve geral em S.Paulo, Rio, Recife e Santos, pela jornada
de 8:00 horas
1908 - Fundação da 1ª. Confederação Sindical Brasileira (COB)
1912 - Congresso do PELEGO, no Rio
de Janeiro (organizado pelo governo)
1913 - II Congresso Operário Brasileiro
Início do ciclo de greves: - de
1900 a 1910: 111 greves
- de 1911 a 1920: 258 greves
1919 a 1930 - Período de Consolidação
- Crescimento
da Força de Trabalho (Rio e S.Paulo mais de 250.000)
- Congressos operários e 16 greves - Pulcverização da liderança
-
Fundação do DCB e politização
- Criação do Conselho Nacional de Trabalho (Controle)
OS ANOS 20
- Declinio da Militância - Leis regulamentando o direito de greves
- Deportação de 900 líderes para a região do Oyapoc
1920 - Criação do Partido Comunista
1929 - Criação
da Confederação Geral Brasileira (sindicalista) (comunistas e socialistas)
- Criação do Conselho Nacional do Trabalho
(em decorrência do Tratado de Versailles)
DE 1930 A 1937
Primórdios
do Sistema Corporativo
1930 - Criação do Ministério do Trabalho Indústria e Comércio
1931 - Regulamentação
do sindicalismo no Brasil
- Criação do Departamento Nacional do Trabalho (anexo ao Minist. do Trabalho)
- Promulgação
de inúmeras Leis Trabalhistas (Lei dos 2/3)
1932 - Instituição da Negociação Coletiva
- Criação da Carteira
Profissional
- Instituição do horário de 08 h. de trabalho
- Regulamentação do trabalho de menóres
-
Direito de Férias
1934 - Nova Constiuição dá pluraridade Sindical
- Lei do Sindicalismo - Sindicato passa ao
Direito Público: Reconhecimento,
enquadramento por atividade, não ideológico, proibido para funcionários
Públicos,
contratação coletiva. Idealização da CGT
1935 - Rebelião Militar (suspensão dos direitos sindicais independentes)
De 1937 a 1945
Éra Getulista
1937 - Criação do Estado Novo (sindicalismo
corporativo)
- Nova Constituição Brasileira 1939 - Regulamentação da estrutura constitucional (abertura para novos
sindicatos)
- Criação da Justiça do Trabalho e da CLT
1945 - Legalização do Partido Comunista
- Liberação
do MUT (Movimento Único dos Trabalhadores)
1946 - O Governo do Pres. Eurico G. Dutra decreta abolição do Direito de
Greves
DE 1946 A 1964
Período de Contradição Básica
1946 -
Nova Constituição Brasileira - Nova lei regulamentando greves
1947 - Banimento do Partido Comunista e do Sindicalismo
1953
- Jango no Ministério do Trabalho
- Questão sindical não mais ?caso de polícia, mas questão social
1959 - Período
dos Presidentes Juscelino/Jango: 1.000 greves no Brasil
- 1.500.000 trabalhadores e 3,3 milhões de horas perdidas
1961 -
Presidente Janio Quadros: - Reorganização do Ministério do Trabalho
- Enfoque tecnico do trabalho
1963 - Criação
da CGT (República Sindicalista)
1964 - Revolução: Implantação do novo Regime Militar
- Quando o movimento sindical
começava a penetrar nas forças armadas, os militares decidiram pelo movimento de 1964 que levou à intervenção em 948 sindicatos
e à cassação dos direitos políticos de dirigentes sindicais e dos chamados adeptos do nacionalismo de esquerda.
DE 1964 A 1984
- Regime Militar e o Sistema Corporativo
1964 a 1967
- Período de relativa inatividade sindical
1964 - Lei 4330 - Regulamentação de greves
- Decreto 54018 - Instituição
da Política Salarial
1965 ? Lei 4725 - Implantação da Política Salarial para o Setor Estatal e Privado
1966 -
Criação do FGTS (motivação social e econômica)
1967 - Criação do MIAS ?S.Paulo (Movimento Intersindical contra Arroucho
Salarial)
1968 a 1977 - Ressurgimento da atividade sindicalista 1968 - Greves em Osasco ?SP e Contagem - MG (o Governo
age com rapidez)
- O movimento volta às bases (interior das fábricas)
- Início das operações Zêlo e Tartaruga
1970 -
O Sindicato dos Metalúrgicos de S.Paulo cria o seu Departamento de Cultura
- formação de novas lideranças
1978 -
Reativação das atividades sindicais - Criadas as Comissões de Fabrica
- Revogação do AI-5 (início da abertura política)
-
Crescente interesse de Sindicatos do Exterior no Sindicalismo Brasileiro
- Novas lideranças sindicais: Surgimento do
Lula)
- Criação do Grupo 14 e enfase nas Negociações Coletivas - Concessões de bases
- Bandeiras do Sindicalismo
-
a) - Negociação direta
- b) - Fim da presença do governo
- c) - Sindicalismo apolítico ou apartidário
-
d)- Ataque à política salarial
1979 - Criação da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
DE
1985 A FEVEREIRO DE 1986
Início da Nova República
- Incentivo à Negociação Coletiva (Ministro
Pazianotto)
- Reconhecimento DE FATO das Centrais Sindicais
- Não Intervenção em Sindicatos
- Prática
de pagamento de dias parados de greve
- Aumento das greves no Serviço Público
- O Governo não consegue negociar
pacto salarial
DE MARÇO DE 1986 A JANEIRO DE 1988
Os Planos
Cruzados e a Constituinte
- Os direitos sociais da nova Constituição
- Novos modelos de negociações (Sistema
Social Aberto)
1986 Março - O Governo desiste dos pactos e baixa pacote
Durante o período de 1985 a 1991 o
sindicalismo ainda procurava definir a sua forma definitiva. Hoje, já relativamente estabilizada, nos fornece dados bastante
significativos:
a) Profissionalismo nas ações sindicais
b) Greves Articuladas e lideranças renovadas
c)
PT e CUT Identificação ideológica e conceitual
d) Sindicalistas no Governo e no Congresso
e) Garantia de
Emprego vs. Salário
f) Sindicalismo de resultados
g) Sindicalismo vs. Federações Empresariais - Realismo
h)
Fim do intervencionismo estatal no sindicalismo
SITUAÇÃO ATUAL
-O
sindicalismo no Brasil constitui extenso campo de estudos, e sua importância se estende desde o movimento sindical em si visto
como tema central até seus reflexos na estrutura político-partidária, na evolução das relações de trabalho, na abordagem referente
a questão dos Recursos Humanos e nas instituições sociais de uma forma geral.
- O Governo do Presidente Lula enviou recentemente
para discussão nas Comissões do Congresso Nacional projetos de alterações na CLT que trarão grandes mudanças na estrutura
do Sistema Sindical Brasileiro, caso aprovadas como colocadas nos Projetos de Lei.
A CNI - Confederação Nacional da
Indústria e as Federações das Indústrias dos Estados têm se manisfestado frontalmente contra os projetos do governo da forma
como foram apresentados, com inteiro apoio dos Sindicatos empresariais. Alegam que o Governo não está colocando em debate
uma proposição elaborada durante encontro de representantes dos trabalhadores , industriais e entidades de classe realizado
em Porto Alegre no ano de 2005, por sugestão do próprio governo, de onde surgiu um Projeto de Lei no mesmo sentido, considerado
moderno e em condições de atender os anseios de empregados e empregadores.
A discussão continua...
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Fontes
consultadas: 2º.e 3º.ENENC's / CNI
Prof. Gilney Mourão Teixeira
Prof. Francisco Rage Bitencourt Prof. José
Eduardo Messeder
PDG - Programa de Desenvolvimento Gerencial em Relações Trabalhistas e Sindicais
PDS - Programa
de Desenvolvimento de Supervisão em Relações Trabalhistas e Sindicais