Depois de comandar por um ano o município de Fênix, na Região Centro-Oeste do estado, do interior das
celas de delegacias de Campo Mourão e Fênix, o prefeito preso Aristóteles Dias dos Santos Filho (PMDB)
renunciou o cargo após ter sido afastado há um mês da administração municipal por determinação
do Ministério Público. Aristóteles foi preso há um ano por determinação do Tribunal
de Justiça do Paraná, acusado de ser um dos mandantes da morte do ex-prefeito de Fênix, Manoel Custódio
Ramos (PMDB). O crime aconteceu em fevereiro de 2006. Ramos foi atingido por cinco tiros no tórax e na cabeça
quando chegava em casa, no centro da cidade.
No período em que está preso e administrava o município, Aristóteles alternou o mandato com licenças
e afastamentos solicitados pela Câmara do município.
A renúncia assinada por Aristóteles e registrada em um cartório da cidade foi aceita na terça-feira
(1º) pela Câmara. “A renúncia foi uma estratégia para ele ‘escapar’ do Supremo
Tribunal Federal e ser julgado pela justiça comum em Engenheiro Beltrão”, diz o vereador Mário
Estefani (PMDB).
Com a renúncia de Aristóteles e a vacância do cargo de prefeito, a Câmara Municipal tratou de marcar
eleições indiretas, onde somente os vereadores votam, para o próximo dia 10 de julho. “Os vereadores
devem manter no cargo o prefeito em exercício, Mauro Marangoni (PMDB), já que em outubro deverão ocorrer
às eleições diretas no município”, lembra o presidente da Câmara, Alexandre Casalvara
(DEM).
Em três anos os moradores do pequeno município, com cerca de 4,3 mil habitantes, já contaram com três
prefeitos diferentes na administração. Em dezembro de 2004, o segundo colocado nas eleições, Manoel
Custódio Ramos (PMDB), assumiu a prefeitura após a Justiça acatar a denúncia de compra de votos
contra o primeiro colocado Altair Molina Serrano (DEM). Um ano depois, Ramos foi assassinado quando chegava em sua casa e
o vice-prefeito Aristóteles Dias dos Santos Filho (PMDB), assume e comanda a cidade por um ano e quatro meses até
o Tribunal de Justiça determinar a sua prisão.
Com a prisão, o presidente da Câmara Mauro Marangoni (PMDB), assumiu e deverá terminar o mandato frente
a administração do município.
FONTE: Gazeta do Povo Online (Dirceu Portugal)