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06/11/2007

AINDA SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE DEMOCRACIA E DESENVOLVIMENTO

AINDA SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE DEMOCRACIA E DESENVOLVIMENTO

Não chegam a trinta os países que, por assim dizer, "deram certo" (e continuam "dando certo") em termos de desenvolvimento humano, competitividade econômica e sintonia com as inovações contemporâneas. Qualquer lista elaborada com esse propósito não poderá deixar de incluir (em ordem alfabética): Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Hong Kong, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Japão, Luxemburgo, Noruega, Nova Zelândia, Portugal, Reino Unido, Singapura, Suécia e Suíça.

Pode-se dizer que esses são os países mais desenvolvidos do mundo, não propriamente em termos de crescimento econômico, pois que aqui não se apelou para o ranking do PIB e sim para os três índices seguintes: o IDH - Índice de Desenvolvimento Humano (PNUD) (1), o GCI (Global Competitiveness Index) - Índice de Competitividade Global (Fórum Econômico Mundial) (2) e o Índice de Globalização (AT Kearney / Foreign Policy) (3). Não se elaborou, evidentemente, um novo índice: a lista acima tem objetivos mais demonstrativos do que analíticos e foi obtida comparando-se, com algumas exceções, os países colocados nas três listas apresentadas na Tabela 1 (abaixo):



Não pode ser por acaso que esses países tenham regimes democráticos.

É claro que existem vários outros países que tendem a entrar nessa lista, como, para citar alguns exemplos (novamente em ordem alfabética): a Croácia, a Eslováquia, a Eslovênia, a Estônia, a Hungria, a República Checa e Taiwan. Na América Latina, o principal candidato (e único, no curto prazo) é o Chile.

De qualquer modo, não figuram na lista das nações desenvolvidas os países com democracias parasitadas por regimes neopopulistas manipuladores, que poderiam ser jocosamente chamados de "manipuladuras" (como Argentina e Brasil), as protoditaduras (Rússia, Venezuela e os países sob a influência deste último, como Bolívia, Equador e, em certa medida, Nicarágua) e as velhas ditaduras (como Cuba, China ou Coréia do Norte).

A Argentina, por exemplo, embora tenha um lugar razoável na lista dos 177 países para os quais temos dados disponíveis para calcular o IDH (ocupando o 36º lugar, com 0,863), tem uma péssima posição no ranking da competitividade (85º lugar numa lista de 131 países, com GCI igual a 3,87) e, igualmente, no ranking da globalização (43º lugar numa lista de 62 países). Já o Brasil tem uma posição ruim no ranking do IDH (69º lugar, com 0,792), e igualmente ruim nos rankings da competitividade (72º lugar, com GCI 3,99) e da globalização (52º lugar). Cabe notar que a maioria dos países da lista dos que "deram certo" tem IDH maior ou igual a 0,9. E que os trinta melhores países em competitividade têm índice GCI maior ou igual a 4,66.

Se tomarmos as chamadas protoditaduras, nas quais, a partir de governos eleitos, se instalou o banditismo de Estado com o objetivo de falsificar a rotatividade (ou a alternância) democrática, verificaremos que a Federação Russa ocupa a 65ª posição no ranking do IDH (com 0,797), a 58ª no ranking da competitividade (com GCI 4,19) e a 47ª no ranking da globalização. A Venezuela, por sua vez, ocupa a 72ª posição no ranking do IDH (com 0,784), a 98ª em competitividade (com 3,63) e a 47ª em globalização. Os países influenciados pelo regime de Chávez também apresentam péssimos resultados: a Bolívia ocupa a 115ª posição no IDH (com 0,692) e a 105ª na competitividade (não havendo medida sobre seu índice de globalização); o Equador ocupa a 83ª posição no IDH (com 0,765) e a 103ª na competitividade (e também não figura no ranking da globalização); por último, a Nicarágua, ocupa a 112ª posição no ranking do IDH (com 0,698) e a 111ª no da competitividade.

Passando às clássicas ditaduras, constataremos que a China ocupa a 81ª posição no ranking do IDH (com 0,766), a 34ª posição na lista da competitividade (com 4,57) e a 51ª na lista dos 62 países mais globalizados do mundo. Para Cuba só há disponível a posição no IDH (50ª, com 0,826). E para a Coréia do Norte, conquanto não exista nenhum dado disponível, é razoável supor que, se houvesse, tal país ocuparia péssimas posições em todos os indicadores imagináveis de desenvolvimento.

A Tabela 2 apresenta a comparação entre os índices alcançados por esses países:



Não se pode deixar de notar que os países em que a democracia representativa, considerada liberal ou burguesa, é desvalorizada em nome de uma outra democracia, supostamente mais participativa, mais direta ou mais deliberativa, mais inclusiva ou mais sintonizada com os interesses do povo, jamais conseguiram atingir bons índices de desenvolvimento humano, de desenvolvimento econômico e de desenvolvimento tecnológico.

Argumentou-se, insistente e cansativamente, que isso se deu porquanto os países desenvolvidos se desenvolveram às custas da exploração dos países subdesenvolvidos. Mas... será?

As listas apresentadas aqui estão longe de corroborar essa hipótese. Pois quais foram as colônias (ou neocolônias) da Noruega, da Islândia, da Suécia, da Finlândia ou da Dinamarca, cuja exploração lhes tenha alçado à posições tão excelentes nos rankings dos países de maior desenvolvimento humano e, não por acaso, de maior índice de competitividade e de globalização? E como explicar as boas posições, nas três listas, de antigas colônias como Hong Kong e Austrália?

Mas vamos supor que sim. Vamos supor que o desenvolvimento dos mais desenvolvidos tenha sido conquistado às custas do subdesenvolvimento dos outros. Se isso de fato ocorreu, em algum sentido, até o final dos anos 70 ou 80 do século passado, depois disso a globalização emergente não fez mal, antes fez bem a esses países, hoje os mais desenvolvidos do planeta. E não é - nesse caso - porque permitiu que eles explorassem os países menos desenvolvidos e globalizados do mundo para se favorecer.

É claro que está faltando aqui uma outra lista, a lista do desenvolvimento social, que não pode ser captado por indicadores de desenvolvimento humano, econômico e tecnológico. No entanto, existem sólidas razões para afirmar que um ranking dos países de maior índice de desenvolvimento social (medidos pelo estoque ou fluxo de capital social), convergiria com os rankings acima.

Pois para medir o capital social deveríamos considerar aqueles fatores que concorrem para a criação de ambientes sociais favoráveis ao empreendedorismo e ao protagonismo das populações e à reprodução de uma cultura cívica capaz de aumentar a qualidade dos padrões de convivência social. Isso tudo, como é óbvio, se reflete na confiabilidade das instituições, na credibilidade do sistema político, na estabilidade regulatória e na segurança jurídica e em outros indicadores que avaliam o estado do ambiente favorável aos negócios, como a expectativa de retorno de investimentos de longo prazo e os custos de transação.

Indicadores de capital social, se fossem aplicados a ditaduras como China, Cuba ou Coréia do Norte, colocariam tais países nos últimos lugares de qualquer lista, piorariam drasticamente as posições de protoditaduras como Rússia e Venezuela (e seus seguidores) e derrubariam das posições intermediárias que ocupam

COMENTÁRIOS

uikl - Quarta-feira, 07 de Abril de 2010 - 21:51:57 - /0

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uikl - Quarta-feira, 07 de Abril de 2010 - 21:50:57 - /0

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