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As transformações socioeconômicas dos últimos 20 anos têm afetado profundamente o comportamento de empresas dos mais diversos segmentos que até então eram acostumadas à pura e exclusiva maximização do lucro. A idéia de responsabilidade social incorporada aos negócios é, portanto, relativamente recente. Com o surgimento de novas demandas e maior pressão por transparência nos negócios, as organizações se vêem forçadas a adotar uma postura mais responsável nas ações com seus públicos.
Para tratar do tema, a Editora Gente traz "Sustentabilidade XXI - Educar e inovar sob uma nova consciência" de Rodrigo Costa da Rocha Loures, um exemplo de criatividade, iniciativa e inovação. O livro mostra como direcionar ciência e tecnologia para fins públicos, evitando danos sociais e ambientais pela falta de compreensão sistêmica sobre os efeitos de longo prazo.
Com grande experiência empresarial baseada em inovação, o autor é integrante do Conselho de Ciência e Tecnologia da Presidência da República, presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) e coordenador de Mobilização Empresarial pela Inovação na Confederação Nacional da Indústria (CNI), da qual é vice-presidente.
Sua visão se baseia em profundo estudo empírico e na aplicação prática em sua empresa, a Nutrimental, líder nacional em barras de cereais. A obra visa também suscitar reflexão e diálogo a respeito do desafio de se oferecer uma educação empresarial responsável e promover o valor da inovação sustentável como caminhos em favor do bem-estar da vida humana no planeta, afirma.
Loures argumenta que sustentabilidade é, hoje, "o novo nome do desenvolvimento, incluindo suas várias dimensões: econômica, social, cultural, físico-territorial e ambiental, político-institucional, científico-tecnológico e, para alguns, principalmente espiritual".
O empresário paranaense traça um panorama entre o presente e o futuro, entre a consciência, a semeadura da sustentabilidade e os caminhos para a inovação e a mudança em prol ao mundo sustentável. "Este livro documenta o papel criativo dos brasileiros que apoiaram os dez Princípios de Boa Governança Corporativa e os seis Princípios de Educação Responsável de Gestão Empresarial do Pacto Global (proposto por Kofi Annan, ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas). Revela como o Brasil caminha em direção a negócios e mercados mais éticos - ajudando a definir sustentabilidade e inovação sustentável para o século XXI", avalia Hazel Henderson, presidente do Ethical Markets Media e uma das lideranças mundiais do movimento que prega desenvolvimento econômico com benefício social e ambiental.
"Sustentabilidade é a nova e grande oportunidade de crescimento, de negócios e construção da nova economia. A economia verde. Na passagem do século XIX para o XX, o desafio era dominar os meios para obter escala. Fizemos isso bem demais (e exageramos na dose). Temos, agora, que incorporar rapidamente o novo entendimento sob pena de comprometermos a espécie humana e sua existência neste planeta", completa o autor.
"Sustentabilidade XXI" é lançamento de dezembro pela Editora Gente e está disponível em todas as livrarias.
Sobre o autor
Rodrigo Costa da Rocha Loures nasceu em 1º de julho de 1943, em Curitiba (PR), é
empreendedor do ramo de alimentos desde 1968, quando fundou a Nutrimental a partir de pesquisas na Universidade Federal do
Paraná (UFPR). É presidente, pelo segundo mandato, do Sistema Federação das Indústrias
do Estado do Paraná (FIEP) e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde
coordena a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI). Formado em Administração
de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (SP), foi professor na Universidade Federal (UFPR) e na PUC do Paraná.
É
casado com a artista plástica Vera Lília, tem três filhos e oito netos. Integra o Conselho de Desenvolvimento
Econômico e Social (CDES) e o Conselho de Ciência e Tecnologia da Presidência da República. É
secretário-executivo do Movimento Nacional de Cidadania e Solidariedade, coordenador nacional das ações
voltadas ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), das Nações Unidas. Cofundador
e conselheiro da Fundação Brasileira do Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e líder do BAWB - Global
Forum na América Latina (GFAL).
Dados do livro
Título: Sustentabilidade XXI - Educar e inovar sob uma nova consciência
Autor:
Rodrigo Costa da Rocha Loures
Editora Gente
ISBN: 978-85-7312-672-3
Gênero: Gestão
Formato: 17X24
Páginas:
256
Preço:R$ 59,90
Ano e número da edição: 2009 / 1ª edição
Mais informações
Cia. da Informação (11) 3071-3494
Mônica
Ferreira - monicaf@ciadainformacao.com.br (ramal 27)
O que queremos sustentar?
Banalizada pelo excesso de exposição e pela movimentação
empresarial que adotou o conceito, algumas verdadeiramente, outras não, a palavra sustentabilidade ganhou várias
interpretações. Para uns diz tudo e para muitos, não significa nada. Em "Sustentabilidade XXI - Educar
e Inovar sob uma nova consciência", o empresário paranaense Rodrigo da Rocha Loures, fundador da Nutrimental,
aborda o tema de forma original e provocativa. Ele pergunta: afinal, o que queremos sustentar com o nosso modo de vida e produção
atuais?
Para responder a essa pergunta, "que parece simples, mas não é", o industrial propõe um novo olhar sobre o mundo. No universo organizacional, isso se traduz em "enxergar com lentes interativas e chamar atenção coletiva para um novo conhecimento e ação, por excelência". Um olhar que requer conhecimento colaborativo em vários domínios especializados.
Aos 66 anos de idade, com três filhos e oito netos, Loures preside o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) e ocupa a vice-presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde coordena a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI). O líder empresarial defende uma mudança radical no centro do pensamento econômico baseada, acima de tudo, no diálogo efetivo entre governo, empresas, academia, sociedade civil organizada e cidadãos.
Com a publicação de "Sustentabilidade XXI", Rodrigo da Rocha Loures busca suscitar reflexão e diálogo a respeito do desafio de se oferecer uma educação empresarial responsável em favor do bem-estar da vida humana. E avalia: "o entendimento de que o espaço para mitigação não mais existe, e que formas radicalmente distintas de organizar e produzir serão necessárias, leva à conclusão de que o momento requer a construção e a conservação da capacidade da convivência autêntica, olhar sistêmico e co-inspiração. E isso, por sua vez, só ocorre onde o diálogo liberador e construtivo é assegurado".
Em outras palavras, argumenta o autor, os avanços tecnológicos, as esperanças dos consumidores e cidadãos e as realidades globais e ambientais estão transformando a maneira como as empresas públicas e privadas se relacionam interna e externamente. E isso traz mudanças principalmente nas questões relacionadas à ética, a pedra fundamental da sustentabilidade.
Nutrimental: aprendizado e reinvenção
Em quarenta e cinco anos de atividade empresarial
no setor de alimentos, o empresário paranaense sempre esteve ligado à inovação. Sua empresa, a
Nutrimental, nasceu na bancada de pesquisas em tecnologia de alimentos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em
1968. Dez anos depois, tinha patrimônio líquido de US$ 20 milhões. Ao completar vinte anos, com o triplo
do patrimônio, a empresa se lançou em uma reformulação mercadológica, organizacional e,
sobretudo, cultural. "Muitos jovens entraram a bordo - como trainees - porque precisávamos trazer as novas gerações
para dentro da nossa empresa. Confiamos neles e delegamos, com todas as implicações decorrentes. Tudo mudou.
Foi uma reviravolta", relata o fundador da empresa.
Em 1992, enquanto a Nutrimental estava em pleno processo de transformação, o governo reestruturou seu programa de complementação alimentar materno-infantil, que era uma fonte significativa de receita da empresa, e suspendeu os pagamentos. Seguiram-se cinco anos de prejuízos. Até que em 1997, mais uma vez, a empresa ousou inovar e se reinventar. O caminho adotado para construir "uma organização de vanguarda, capaz de interagir com sucesso em um contexto fluido como o atual" foi a abordagem de desenvolvimento Investigação Apreciativa, do americano David Cooperrider, professor de comportamento organizacional da Weatherhead School of Management da Case Western Reserve University, e presidente do conselho do Business as an Agent of World Benefit (BAWB) - Empresas que Lucram Beneficiando o Mundo.
"Levou-se um tempo para as pessoas internalizarem a essência da Investigação Apreciativa, mas quando isso aconteceu, as mais importantes decisões da empresa passaram a ser tomadas de forma colegiada, com a participação de todos os interessados na decisão. Para que isso acontecesse, foi preciso que os colaboradores tivessem maturidade, criatividade e, acima de tudo, compromisso com o todo, pois, por mais que uma decisão seja local, ela certamente terá impacto na empresa como um todo." Atualmente, a Nutrimental é líder no mercado de barra de cereais e vice-líder em farinhas infantis.
Educação e inovação na sustentabilidade
A abordagem apreciativa trouxe
resultados em diferentes níveis: financeiro, individual e organizacional, relata o empresário Rodrigo Rocha
Loures. "O aumento da produtividade refletiu o esforço desempenhado por toda equipe da empresa, pois as pessoas tinham
mais energia para trabalhar, sentiam-se motivadas, mais comprometidas, queriam ver os resultados melhorarem e acreditavam
que tinham algo a contribuir", escreve.
A experiência prática do empresário e o aprofundamento dos estudos mostraram que era preciso repensar o ensino superior no campo das ciências sociais aplicadas, prioritariamente nos cursos de Administração Economia e Tecnologia. "Daí sairão os executivos que, pelos próximos trinta ou quarenta anos, tomarão as decisões que vão influenciar a dinâmica da produção e do consumo", considera o autor.
Foi com essa preocupação que Rodrigo Rocha Loures assumiu o papel de coordenador do BAWB-GFAL (Business as an Agent of World Benefit - Global Forum América Latina), movimento realizado sob os auspícios do Pacto Global da ONU (Organização das Nações Unidas) para promover uma transformação cultural no mundo dos negócios. "O Global Forum foi pensado para identificar maneiras de reduzir ou mesmo sanar a defasagem existente entre os conteúdos dos cursos universitários da área de negócios e as reais necessidades das empresas e da sociedade", relata o empresário.
Rodrigo Loures explica que a proposta do Global Forum América Latina (GFAL) é fazer com que "a temática do desenvolvimento sustentável passe a integrar a agenda estratégica da educação corporativa e que as autoridades educacionais passem a conceder atenção apropriada à educação na área de gestão, com o olhar do desenvolvimento sustentável".
Loures apresenta em seu livro alguns exemplos de ações promovidas pelo Sistema FIEP no Paraná a partir da metodologia de Inteligência Apreciativa, que valoriza os aspectos positivos da realidade propostos por uma nova consciência e por práticas transformadoras em educação corporativa.
No livro, o empresário trata ainda da experiência de criação da Universidade da Indústria (Unindus), "um laboratório de aprendizado e inovação das indústrias brasileiras, onde novas formas de aprender são facilitadas e promovidas, tendo as pessoas como agentes da transformação necessária na forma de organizar e gerir empresas, projetos e equipes".
Para Rodrigo Rocha Loures, o principal desafio atual é alcançar uma "relação de interatividade entre as esferas empresarial e acadêmica - e destas com o contexto global - de tal sorte que a sustentabilidade seja o referencial central e permanente da produção e transmissão de conhecimento em gestão".
O livro conta com o Prefácio de Claudio de Moura Castro, Presidente do Conselho Consultivo da Faculdade Pitágoras, e um dos mais renomados especialistas em educação, no Brasil. E traz comentários e um ensaio inédito da dupla de pesquisadores chilenos Ximena Dávila e Humberto Maturana, fundadores do Instituto Matríztico, em Santiago, no Chile, onde desenvolvem estudos que se fundamentam nas emoções como a base para a convivência humana.