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13/04/2012

Bebidas

1.Introdução
A cadeia produtiva de bebidas possui considerável importância para a economia brasileira e paranaense, principalmente em função da elevada variedade de atores envolvidos. Sendo assim, a análise da indústria de bebidas sob a perspectiva de sua cadeia produtiva possibilita uma visão ampla dos principais fatores que afetam a competitividade e as estratégias das empresas que atuam nesse mercado.



2.Caracterização Técnica da Cadeia
A indústria de bebidas tem como característica a produção de bens destinados, basicamente, ao consumo interno. Podem-se classificar seus produtos em bebidas alcoólicas (vinho, aguardente e outras bebidas destiladas, cervejas e chopes) e não alcoólicas (águas envasadas, refrigerantes e outras bebidas não alcoólicas), sendo que a fabricação de cada um desses produtos envolve uma cadeia produtiva específica, com dinâmica própria.

Alguns desses produtos movimentam cadeias produtivas muito próximas a da agroindústria, como são os casos do vinho e da aguardente. Também é o caso da indústria cervejeira, que depende de forma significativa da produção e importação da cevada e do lúpulo, assim como do malte. Por outro lado, os fabricantes de refrigerantes e de outras bebidas não alcoólicas possuem uma relação mais estreita com outros setores industriais, principalmente a indústria química.

A fabricação de embalagens é um elo fundamental da cadeia produtiva de bebidas, pois, além de representarem 50% dos custos de produção de cervejas e refrigerantes, é o segmento que apresenta considerável nível de desenvolvimento e inovação (tamanho, formato, material). Essas constantes alterações nos produtos exigem um elevado nível de flexibilidade nas linhas de produção, forçando os fornecedores de máquinas e equipamentos a desenvolverem produtos que permitam a absorção dessas mudanças.

Em geral, são os segmentos de cervejas e refrigerantes que ditam o desempenho da indústria de bebidas como um todo. A competitividade das empresas, nestes segmentos, depende fortemente de fatores como os elevados gastos com propaganda e a uma configuração eficiente das redes de distribuição. Esses fatores atuam como fortes barreiras à entrada, fortalecendo a tendência de concentração nesses mercados e configurando-os em estruturas próximas ao padrão de oligopólio competitivo.

Consequentemente, as estratégias de integração (horizontal e vertical) das empresas da cadeia produtiva de bebidas são cada vez mais percebidas como uma tentativa de obtenção de ganhos de escala e de escopo. É o caso do elo da distribuição, onde as empresas fabricantes têm buscado controlar a maior parte desta atividade com intuito de assegurar ampla penetração de mercado e maiores margens.

Não obstante, estratégias de verticalização a montante também são visualizadas na cadeia, sobretudo pelas grandes empresas que passam a dominar a fabricação de insumos básicos (concentrado para refrigerantes, garrafas de vidro, tampas metálicas, malte) acarretando, assim, na obtenção de vantagens competitivas através da minimização de custos e de riscos inerentes nas relações cliente-fornecedor.

Ademais, deve-se destacar o papel das pequenas empresas do setor que, por não conquistarem ganhos de escala ou escopo devido à limitada capacidade de investimento, acabam atuando em mercados regionais. Consequentemente, acirra-se a concorrência nesses mercados, resultando em ganhos para o consumidor final (preço e opções de escolha).

Por fim, vale ressaltar a dinâmica da cadeia produtiva da erva-mate, que tem como elo principal as ervateiras. É neste elo em que a erva-mate como matéria-prima é recepcionada, secada, moída e embalada. De maneira simplificada, esta cadeia é formada pelos produtores (cultivo), ervateiras e canais de distribuição. Os produtos finais são comercializados sob as formas de erva-mate para chimarrão e tererê, composto de mate e chá-mate.



3. Atores
A cadeia produtiva de bebidas envolve uma série de atores. Sendo assim, não é possível a estruturação da cadeia com todos seus elos somente a partir dos CNAEs (Classificação Nacional das Atividades Econômicas).

Os CNAEs abaixo relacionados destacam os principais elos da cadeia produtiva, que representam a fabricação do produto final. Ademais, a organização institucional da cadeia através do Sindicato se dá por meio destes elos.

1111-9 - Fabricação de Aguardentes e Outras Bebidas Destiladas;

1112-7 - Fabricação de Vinho;

1113-5 - Fabricação de Malte, Cervejas e Chopes;

1121-6 - Fabricação de Águas Envasadas;

1122-4 - Fabricação de Refrigerantes e de Outras Bebidas Não-Alcoólicas.

As ervateiras, por sua vez, não possuem uma classificação específica, estando alocadas em um CNAE que abrange diferentes atividades econômicas (1099-6 - Fabricação de Produtos Alimentícios Não Especificados Anteriormente). 

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