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13/04/2012

Alimentos de origem animal

1. Introdução
A cadeia de alimentos de origem animal tem importante representação industrial no Brasil e no Paraná, bem como, tradição e respeito em nível internacional. Devido  alta complexidade desta cadeia (fornecedores, produção, industrialização e comercialização), existe a necessidade de subdividi-la nas seguintes cadeias distintas e independentes: Suínos, Bovinos, Aves e Leiteiro.  



2. Caracterização Técnica da Cadeia
A caracterização técnica das cadeias compreende o processamento e transformação de produtos de origem animal em alimentos para uso humano. Está organizada por atividades que processam e transformam os diferentes tipos de produtos a base de carnes, leite, gorduras e óleos. Cada cadeia apresenta uma dinâmica distinta como segue:


2.1 Cadeia produtiva de aves
Inicialmente, a produção subdivide-se em quatro etapas: (i) a importação de ovos que são distribuídos aos (ii) avozeiros, logo após, aos (iii) matrizeiros e finalmente aos (iv) incubatórios. Esta fase inicial demanda as indústrias de alimentação especifica, de produtos veterinários e de equipamentos.

Os incubatórios distribuem os animais a três tipos de produtores: (i) granjas independentes, (ii) granjas de ovos e (iii) granjas integradas. Estas granjas consequentemente relacionam-se com as indústrias de alimentação especifica, de produtos veterinários e de equipamentos. Em algumas operações as granjas integradas recebem ovos incubados, ração, produtos veterinários, equipamentos e apoio técnico diretamente da indústria processadora-integradora.

Quando chegam ao tamanho ideal, as aves são comercializadas distintamente. Os demandantes são basicamente os abatedouros e a indústria processadora-integradora. Os abatedouros compram aves produzidas por produtores independentes, e a indústria processadora-integradora de seus integrados e, conforme a demanda, de produtores independentes também. As granjas de ovos comercializam seus produtos com a indústria processadora-integradora e diretamente com o mercado interno.

Os abatedouros distribuem seus produtos (aves inteiras e em cortes) exclusivamente ao mercado interno. Já a indústria processadora-integradora distribui os seus produtos (aves inteiras e em corte, processadas e tipo exportação) aos mercados interno e externo. 


2.2 Cadeia produtiva do leite
A produção leiteira inicia-se propriamente na pecuarista leiteira, esta demanda insumos veterinários, de alimentação, reprodutivo e de equipamentos específicos. Através do dinamismo desta cadeia, o produtor independente distribui o leite à cooperativa, à indústria de laticínios, ao atacadista e também, muitas vezes, diretamente no mercado interno.

A segunda etapa está na transformação do leite pela indústria de laticínios (pasteurização, UHT, em pó, creme, manteiga, queijos, doces, panifício, sorvetes e chocolates) e pela cooperativa (pasteurização, UHT, em pó, creme, manteiga, queijo e doces). Ambas demandam insumos da indústria de embalagens e de maquinas e equipamentos específicos.

Após a transformação do leite, a cooperativa, dependendo das condições de mercado, distribui seus produtos para a indústria de laticínios e/ou diretamente para o atacadista. A indústria de laticínios comercializa seus produtos diretamente ao atacadista.

A terceira etapa é a distribuição, concentrada pelo atacadista que, dependendo das condições de mercado, comercializa os produtos do produtor independente, da cooperativa, da indústria de laticínios e de produtos importados. O atacadista comercializa para os mercados interno e externo.


2.3 Cadeia produtiva do bovino de corte
A produção de carne bovina inicia-se na pecuarista de corte, esta demanda insumos veterinários, de alimentação, reprodutivos e de equipamentos específicos. Geralmente o produtor é independente e tem duas opções de comercialização: (i) frigoríficos regionais e (ii) frigoríficos exportadores.

A transformação da carne é a segunda etapa, na qual o tanto o frigorífico regional quanto o exportador demandam máquinas e equipamentos. É nesta etapa que se extraem as carnes (meia carcaça, cortes tradicionais e especiais); os produtos processados (carnes processadas, charques, lasanhas, quibes); o couro, comercializado com curtumes (o qual, dependendo da qualidade, pode ser comercializado internamente ou mesmo exportado) dos subprodutos, comercializados com as mais variadas indústrias (sangue, sebo, miúdos, farinhas, bílis, glândulas, estômago). Outro importante produto extraído é a carne tipo exportação, esta somente transformada pelo frigorífico exportador.

A última fase é a distribuição, na qual todos os produtos chegam ao mercado interno, inclusive as carnes tipo exportação. Ao mercado externo, destinam-se as carnes tipo exportação e alguns subprodutos.


2.4 Cadeia produtiva do suíno
O primeiro elo da cadeia produtiva suinícola é da pecuária suína, que devido a uma relativa organização, é subdivida em (i) produção independente, (ii) produção integrada e em (iii) produção cooperada. Os três segmentos produtivos demandam, nesta fase inicial, insumos das indústrias de alimentação especifica, de produtos veterinários e de equipamentos. Em algumas operações os produtores integrados recebem ração, produtos veterinários, equipamentos e apoio técnico diretamente da indústria processadora-integradora. Quando os suínos chegam ao tamanho ideal são comercializados distintamente.

Os demandantes são basicamente as cooperativas e a indústria processadora-integradora. As cooperativas compram os suínos dos produtores cooperados, e a indústria processadora-integradora compra de seus integrados e, conforme a demanda, de produtores independentes e das cooperativas também. Os demandantes também se relacionam comercialmente com a indústria de máquinas e equipamentos.

Na etapa de transformação as cooperativas extraem do suíno as carnes e seus subprodutos (carnes: carcaças, toucinhos, cortes tradicionais e especiais, indústria de cerdas e pelos, sebo, miúdos, farinhas, triparia), já a indústria processadora-integradora produz, além de carnes e subprodutos, os produtos processados (carnes processadas, charques, caldos entre outros) e outro importante produto, a carne tipo exportação.

A fase final se dá na distribuição, onde a cooperativa distribui seus produtos no mercado interno, e a indústria processadora-integradora, nos mercados interno e externo.



3 Atores
Segundo a Comissão Nacional de Classificação - CONCLA/IBGE, as indústrias que processam e transformam produtos de origem animal são aquelas contempladas com os CNAEs (Código Nacional de Atividade Econômica) 1011-2, 1012-1, 1051-1, 1052-0, 1053-8, conforme detalhado abaixo:


Atividade Industrial - 1011-2/01 - FRIGORÍFICO - ABATE DE BOVINOS
Compreende o abate de bovinos em matadouros e frigoríficos, a produção de carne verde, congelada e frigorificada de bovinos em carcaças ou em peças; a obtenção e o tratamento de subprodutos do abate, como couros e peles sem curtir, dentes, ossos; a produção de óleos e gorduras comestíveis de origem animal; e a produção de couros e peles secos e salgados.


Atividade Industrial - 1011-2/02 - FRIGORÍFICO - ABATE DE EQUINOS
Compreende o abate de equinos em matadouros e frigoríficos; o abate de asininos e muares em matadouros e frigoríficos; a produção de carnes verde, congelada e frigorificada de equinos em carcaças ou em peças; a obtenção e o tratamento de subprodutos do abate, como couros e peles sem curtir, dentes, ossos; e a produção de óleos e gorduras comestíveis de origem animal; e a produção de couros e peles secos e salgados.


Atividade Industrial - 1011-2/03 - FRIGORÍFICO - ABATE DE OVINOS E CAPRINOS
Compreende o abate de ovinos e caprinos em matadouros e frigoríficos; a produção de carne verde, congelada e frigorificada de ovinos e caprinos em carcaças ou em peças; a obtenção e o tratamento de subprodutos do abate, como couros e peles sem curtir, lã de matadouro, dentes, ossos; a produção de óleos e gorduras comestíveis de origem animal; e a produção de couros e peles secos e salgados.


Atividade Industrial - 1011-2/04 - FRIGORÍFICO - ABATE DE BUFALINOS
Compreende o abate de bufalinos em matadouros e frigoríficos, a produção de carne verde, congelada e frigorificada de bufalinos em carcaças ou em peças; a obtenção e tratamento de subprodutos do abate, como couros e peles sem curtir, dentes, ossos; a produção de óleos e gorduras comestíveis de origem animal; e a produção de couros e peles secos e salgados.


Atividade Industrial - 1011-2/05 - MATADOURO - ABATE DE RESES SOB CONTRATO - EXCETO ABATE DE SUÍNOS
Compreende os matadouros municipais e particulares que efetuam o abate de bovinos, equinos, asininos, muares, ovinos, caprinos e bufalinos para terceiros.


Atividade Industrial - 1012-1/01 - ABATE DE AVES
Compreende o abate de aves; a preparação de produtos de carne e de conservas de carne, a preparação de produtos de salsicharia e outros embutidos de aves; a obtenção e o tratamento de subprodutos do abate, como peles, penas.


Atividade Industrial - 1012-1/02 - ABATE DE PEQUENOS ANIMAIS
Compreende o abate de coelhos e outros pequenos animais e a preparação de produtos de carne e de conservas de carne. 


Atividade Industrial - 1012-1/03 - FRIGORÍFICO - ABATE DE SUÍNOS
Compreende o abate de suínos em matadouros e frigoríficos; a produção de carne verde, congelada e frigorificada de suínos em carcaças ou em peças; a preparação de produtos de carne e de conservas de carne e de subprodutos, quando integrada ao abate; a preparação de produtos de salsicharia e outros embutidos de carne de suínos, quando integrada ao abate; a obtenção e o tratamento de subprodutos do abate, como peles sem curtir, dentes, ossos; a produção de óleos e gorduras comestíveis de origem animal; e a produção de banha de porco em rama, sebo, toucinho.


Atividade Industrial - 1012-1/04 - MATADOURO - ABATE DE SUÍNOS SOB CONTRATO
Compreende os matadouros municipais e particulares que efetuam o abate de suínos para terceiros.


Atividade Industrial - 1051-1/00 - PREPARAÇÃO DO LEITE
Compreende a fabricação de leite resfriado, filtrado, esterilizado, pasteurizado, UHT (ultra-high-temperature processing - processamento a temperaturas extremamente altas), homogeneizado ou beneficiado de outro modo e o envasamento de leite, associado ao beneficiamento.


Atividade Industrial - 1052-0/00 - FABRICAÇÃO DE LATICÍNIOS
Compreende a fabricação de creme de leite, manteiga, coalhada, iogurte, bebidas à base de leite e leite em pó (dietético, concentrado, maltado, aromatizado); a fabricação de queijos, inclusive inacabados, farinhas e sobremesas lácteas, doce de leite; e a obtenção de subprodutos do leite: caseína, lactose, soro e outros.


Atividade Industrial - 1053-8/00 - FABRICAÇÃO DE SORVETES E OUTROS GELADOS COMESTÍVEIS
Compreende a fabricação de sorvetes, picolés, bolos e tortas geladas, bem como a fabricação de bases líquidas ou pastosas para a elaboração de sorvetes.

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