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Revolução na fabricação de titânio

Publicado em 19/11/2012

O titânio é um material com demanda em alta nas indústrias de petróleo e gás, aeroespacial e de defesa, devido à sua leveza e resistência à corrosão

Revolução metálica

O governo da Noruega decidiu apoiar um grupo de empresas do país que anunciou uma "revolução na indústria do titânio".

O consórcio de empresas, capitaneado pela Norsk Titanium Components (NTIC), desenvolveu um novo método que permite a produção de peças de titânio mais baratas e de mais fácil reciclagem.

O titânio é um material com demanda em alta nas indústrias de petróleo e gás, aeroespacial e de defesa, devido sobretudo à sua leveza e resistência à corrosão.

Existem grandes reservas do metal, mas a produção de produtos finais feitos de titânio atualmente é algo complicado e caro.

Desperdício mínimo, produção rápida

O método tradicional para a produção de peças e componentes de titânio envolve o uso segmentos forjados na forma de placas, blocos ou varetas, dependendo das especificações do produto.

Esses blocos em bruto são então usinados, ou seja, desbastados, até que se reduzam aos formatos desejados.

Essa técnica de fabricação tem duas desvantagens bem claras.

A primeira é que a usinagem pode retirar até 70% do material original, que é perdido como resíduo.

E um resíduo muito caro, porque reciclar titânio é muito mais difícil do que reciclar outros metais - o preço dos blocos originais de titânio fica por volta dos US$180 o quilograma.

A segunda desvantagem é que o processo de fabricação por usinagem é muito demorado.

Segundo o Conselho de Pesquisa da Noruega, a nova tecnologia permitirá a redução dos prazos de entrega das peças de titânio de meses para dias.

Inspiração na cerâmica

Por mais revolucionária e promissora que possa parecer, a nova tecnologia lembra muito a fabricação de grandes vasos de cerâmica, onde cilindros de barro são usados para formar anéis que são postos uns sobre os outros, formando o vaso que é alisado sobre o torno.

No caso do titânio, fios de diversas espessuras do metal são montados e postos em um forno para fundição.

Ao contrário de um vaso de cerâmica, que é alisado com as mãos pelo artesão, as especificações da peça de titânio são inseridas em um programa de computador, que define a forma que os "arames" devem ser dispostos e controla o forno para a mesclagem correta de todos eles.

O processo permite a fabricação de componentes que podem variar de cinco centímetros a quase dois metros de comprimento.

Aplicações do titânio

O novo método de produção traz a esperança de novas aplicações para o titânio, longamente apontado como o metal do futuro - um futuro que vem sendo adiado continuamente pela dificuldade de lidar com o metal.

O titânio pode se tornar, por exemplo, um elemento fundamental em uma das áreas que mais crescem no setor de energia: as turbinas eólicas instaladas no mar.

As propriedades do titânio são ideais para isso: o metal é tão forte quanto o aço, 45% mais leve e altamente resistente à corrosão.

Fonte: inovação tecnológica

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