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44 frigoríficos já fecharam neste ano

Publicado em 10/07/2015

Há falta de boi gordo para abate e o cenário é adverso para as indústrias.
clique para ampliarclique para ampliarLevantamento de Lygia Pimentel, da Agrifatto, constatou que 44 frigoríficos desceram as portas neste ano em todo o País (Foto: Divulgação/Agrifatto)

Mais um frigorífico anuncia o fechamento de uma de suas plantas em Mato Grosso. Agora foi a vez do Minerva Foods, que encerrou os trabalhos em Mirassol D´Oeste e demitiu 701 funcionários. Atenção: Foi o 15º frigorífico a encerrar suas atividades no Estado que possui o maior rebanho bovino do Brasil.

Tem mais: levantamento de Lygia Pimentel, da Agrifatto, constatou que 44 frigoríficos desceram as portas neste ano em todo o País. “O que está havendo é um achatamento nas margens das indústrias. Há falta de boi gordo para abate e o cenário realmente é adverso para eles”, afirma Lygia, que também é pecuarista.

Segundo Lygia, como a escassez de bezerros faz o preço permanecer elevado, os invernistas e os confinadores encontram dificuldades para adquirir a reposição e o número de animais terminados cai.

Para Lygia, a queda no consumo interno por conta da crise econômica também influencia, pois o escoamento de carne fica restringido. “A renda média caiu 3% no Brasil nos últimos 12 meses, o que nos faz acreditar numa queda de 1,5% no consumo de carne bovina”, diz. A analista lembra que historicamente o consumo cai pela metade diante de determinada queda na porcentagem de rendimento médio da população. “Se a renda cai 10%, o consumo reflui 5%, por exemplo. O contrário é verdadeiro.”

E as exportações? Os embarques perderam fôlego no primeiro semestre deste ano. “Em volume, acredito numa queda de 7% nos 12 meses de 2015”, afirma. Nada mal, pois os exportadores ganham com o real desvalorizado, diz Lygia.

Para o pecuarista a situação é mais confortável, segundo Lygia. “O boi está dando lucro, porém eu não sei se o panorama permanece.” Segundo a analista, a alta do boi magro pode levar ao desconforto se o produtor não conseguir manter o preço bom da arroba.

Uma notícia dramática: Lygia ressalta que ao bater as portas os frigoríficos jogam no desemprego parcela considerável de trabalhadores em cidades como Mirassol D´Oeste, São José de Quatro Marcos, Araputanga, entre outras, as quais tiveram plantas desativadas.  Em certos municípios, a mão-de-obra ocupada nas indústrias de carne corresponde a 27% da população. Em outros, a 15%, ou seja, são números expressivos .

O alento, segundo Lygia Pimentel, é que o pior está passando. “A situação começa a atingir o limite. Um dos fatores positivos é a boa disponibilidade de pasto, que deve manter ou incrementar o número de oferta de matéria-prima para os frigoríficos.”

Fonte: Globo Rural

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