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Demorou por quê? País só tem a ganhar com aumento na mistura de biodiesel

Publicado em 10/07/2017

O presidente Michel Temer pediu no início do mês de julho 30 dias para dar uma resposta ao pedido do setor de combustíveis renováveis, que quer antecipar a elevação da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, dos atuais 8% para 9%, ainda neste ano. Para especialistas do agronegócio ouvidos pela Gazeta do Povo, não há muito o que pensar.

“Estamos atrasados, a Argentina já está no diesel B10 (com 10% de biodiesel) desde o ano passado. O aumento da mistura pode ajudar a tirar a economia da estagnação porque, ao mesmo tempo em que diminui a importação de diesel, favorecendo a balança comercial, exige mais esmagamento de soja e faz sobrar mais farelo para a produção de suínos, aves e ovos”, afirma o consultor de mercado agrícola Vlamir Brandalizze.

A elevação do percentual de mistura do biodiesel no diesel sinalizaria ainda para o mercado internacional que o Brasil terá menos grãos para exportar, “dando uma valorizada no mercado da soja, que não está tão favorável ao produtor”, salienta Brandalizze.

Gerar emprego nas fábricas, renda na agricultura e, de quebra, contribuir com o meio ambiente e com a balança comercial do País foram justamente os argumentos apresentados pela Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO) na audiência com o presidente da República.

“O Brasil tem matéria-prima disponível, indústrias que estão ociosas e algumas até infelizmente fechadas. Além de um mercado de diesel demandador, nós importamos mais de um bilhão de litros de diesel por mês”, destacou o presidente da entidade, Erasmo Carlos Battistella.

Cerca de 80% do biodiesel produzido no País vem do esmagamento da soja, seguidos de 16% da gordura bovina ou de frango, e o restante de outras oleaginosas como canola, dendê, algodão e amendoim. “Não podemos matar o dobro de bois para aumentar a produção, mas a soja pode tranquilamente suprir esta demanda”, aponta César de Castro, engenheiro-agrônomo pesquisador do Núcleo Temático de Agroenergia da Embrapa Soja, em Londrina.

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