22/11/2007

Toledo

Campanha pelo fim da violência contra as mulheres

Campanha pelo fim da violência contra as mulheres 

Há 17 anos nascia uma campanha internacional com o objetivo de alertar o mundo inteiro, sobre um dos maiores problemas sociais e buscar soluções práticas para o fim da violência contra as mulheres, os 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. Envolvendo 135 países, a campanha inicia oficialmente no dia 25 de novembro com o Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres, e segue até o dia 10 de dezembro, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).

No Brasil as ações começam mais cedo, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra – quando nesta data em 1695 foi assassinado Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, herói e grande ícone da resistência negra ao escravismo e da luta pela liberdade. Esta antecipação toma como base ações em benefício às mulheres negras, desde crianças à idade adulta, que segundo estatísticas são ainda mais suscetíveis à violência, seja ela moral, psicológica, social, física, sexual, discriminação racial, o alarmante aumento da feminização da Aids e tantas outras causas.

Cada país tem a liberdade de trabalhar temas específicos durante esse período de mobilizações, e por isso no Brasil neste ano o foco de muitas campanhas locais será a lei Maria da Penha. O slogan escolhido pela AGENDE é: “Exija seus direitos. Está na Lei. Lei Maria da Penha”.

Em Toledo, a iniciativa é inédita e está sendo articulada pela MV Consultoria e conta com o apoio de várias entidades. Estão sendo propostas ações descentralizadas que seguem até o dia 10 do próximo mês. Segundo Lina Viezzer, da MV Consultoria de Educação Sócio-Ambiental e coordenadora desta campanha no município, as atividades incluem: a exposição itinerante de materiais alusivos à campanha, envolvimento de empresas e instituições governamentais e não governamentais para ações internas com seus colaboradores ou integrantes, participação da mídia para divulgação e alerta deste mal social, divulgação de dados estatísticos da violência contra as mulheres além de uma caminhada que ocorre no dia 25, domingo, a partir das 18h no Parque Ecológico Diva Pain Barth para a qual toda a população está convidada a participar.

As pessoas interessadas em aderir às ações ou levá-las às suas empresas e instituições podem contatá-la na MV Consultoria, através do telefone (45) 3252-7873, no e-mail
linamv@certto.com.br ou no site www.moemaviezzerconsultoria.com.br

Campanha engloba conjunto de datas importantes

Desenvolvida pelo Centro para a Liderança Global das Mulheres (Center for Women´s Global Leadership), desde 1991, a Campanha conquistou espaço fundamental na sociedade brasileira, e há cinco anos a Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento (AGENDE) é a entidade nacional que esta à frente desta proposta, em parceria com redes e articulações de mulheres, feministas e de direitos humanos, órgãos governamentais, representações de Agências da ONU no Brasil, empresas públicas e privadas.

Os movimentos feministas e de mulheres definiram os 16 dias para a Campanha, por que esse período abrange quatro datas significativas na luta pela erradicação deste mal social e à garantia dos direitos humanos: 25 de novembro – Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres, declarado assim em justa homenagem à “Las Mariposas”, codinome utilizado em atividades clandestinas pelas irmãs Mirabal, heroínas que tiveram a coragem e força de se opor à ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, na República Dominicana, uma das mais violentas da América Latina. Minerva, Pátria e Maria Tereza foram brutalmente assassinadas em 25 de novembro de 1960. Este é o dia que a campanha mundial ganha forma. 1º de dezembro – Dia Mundial de Combate à Aids, e marca o início da campanha anual para conter a epidemia, estimular a prevenção e, assim, diminuir a disseminação do vírus HIV.

A data é utilizada no mundo todo para a promoção de ações que tentam conter a proliferação do vírus. Estatísticas indicam crescimento significativo e preocupante de casos de mulheres contaminadas. Pensando nisso, o governo brasileiro lançou o Plano de Enfrentamento da Feminização da Aids e outras DSTs. 6 de dezembro – Campanha do Laço Branco - Homens pelo fim da violência contra mulheres. Esse dia marca o massacre de Mulheres de Montreal, Canadá, quando um estudante entrou armado em escola politécnica da Universidade de Montreal, em 1989, gritando que queria “apenas as mulheres”, as “feministas”. O saldo da barbárie: catorze alunas assassinadas.

A trágica injustiça inspirou a criação desta Campanha por homens canadenses, liderados por Michael Kauffmann, transformando-se rapidamente numa rede internacional de “homens pelo fim da violência contra a mulher”.  10 de dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos, celebrando a adoção, em 1948, pela Organização das Nações Unidas, da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), código ético e político do século XXI voltado à proteção dos direitos fundamentais. O documento nasceu em resposta à violência praticada pelos nazistas contra judeus, comunistas e ciganos e às bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos sobre Hiroshima e Nagazaki, no Japão, matando milhares de civis.

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