Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) tiveram origem nas grandes conferências internacionais dos anos
90 sobre população, meio ambiente, gênero, direitos humanos e desenvolvimento social. Seu grande mérito
é integrar os compromissos assumidos nessas conferências numa agenda mundial de desenvolvimento, com metas, prazos
e indicadores para medir o progresso alcançado pelas regiões, países e comunidades do planeta.
A lista completa dos objetivos, metas e indicadores de Desenvolvimento do Milênio surgiu pela primeira vez em setembro
de 2001, no documento da ONU "Roteiro de Metas para a Implementação da Declaração do Milênio
das Nações Unidas". A declaração foi aprovada e os objetivos foram seguidos pelas idéias
dispostas na seção "Desenvolvimento e Erradicação da Pobreza".
O conteúdo dos documentos das Nações Unidas foi aprovado pelos 147 chefes de Estado e de Governo e 191
Estados Membros, que adotaram a Declaração do Milênio, que apresenta as respostas do conjunto de países
membros ao desafio da superação da distribuição desigual dos benefícios e dos custos da
globalização. Nela, os dirigentes mundiais manifestam a necessidade que os objetivos traçados traduzam-se
em ações e resultados concretos. Eles pedem à ONU o exame periódico dos progressos alcançados
na aplicação de medidas propostas e a publicação de relatórios que sirvam de base para
a adoção de novas ações.
Os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio contemplam a redução da pobreza, a luta contra a fome,
a redução das mortalidades infantil e materna, a questão de gênero, a reversão do progresso
da Aids, a sustentabilidade do meio ambiente; esses objetivos foram desdobrados em dezoito metas, e contam com quarenta indicadores
que descrevem o que é necessário ser feito para reduzir a pobreza e atingir o desenvolvimento sustentável
em 25 anos, de 1990 a 2015.
Obviamente, os objetivos, metas e indicadores são apenas um primeiro passo. É preciso desenhar um planejamento
para determinar seus custos e executá-los. Faz-se necessário encontrar também recursos e pessoas
com conhecimentos e habilidades apropriadas para executar os planos e avaliar se estão atingindo o resultado desejado.
Esses detalhes práticos devem ser solucionados pelos tomadores de decisão responsáveis nos níveis
internacional, nacional, regional, municipal, comunitário e, ainda, familiar e individual. As pessoas que atuam nos
níveis internacional e nacional formularão leis e políticas apropriadas, além de captar recursos
e fundos. Os que atuam em nível local irão trabalhar os detalhes das implicações em cada um dos
países.
Embora muitos países estejam cumprindo as metas para atingir os objetivos traçados, muitos ainda não
agem de maneira satisfatória. Os ODM são importantes demais para fracassarem. É hora de empregar
agilidade e rapidez que eles requerem e merecem.