Sobreviver num mundo competitivo - com concorrentes espalhados pelos quatro cantos do mundo
- exige criatividade e inovação. Metade das empresas dos países desenvolvidos introduz alguma inovação
de produto ou processo a cada dois anos. Quem fica parado se atrasa, perde mercados, perde rentabilidade.
Inovar de forma permanente renovando as linhas, os produtos e a forma de produzir é
uma tarefa difícil. A concorrência nos empurra e até nos dá idéias do que fazer. Copiamos,
imitamos, melhoramos o que já fazemos de olho no mercado.
Há inúmeras maneiras de buscar a inovação e não há
receita infalível. Os consumidores nos dão informação do mercado. Os fornecedores são parceiros
nesse processo, porque muito depende deles. Os fabricantes de máquinas têm sempre uma nova solução
para a produção. Feiras, exposições, catálogos e até a Internet são ferramentas
úteis.
Mas os que se saem melhor são aqueles que sabem utilizar o estoque de conhecimento
que já existe e as competências técnicas e científicas disponíveis. Ninguém consegue
mais realizar tudo sozinho, nem mesmo as grandes empresas. A palavra de ordem é cooperar, interagir. Nos manuais de
administração americanos, a idéia é uma só: ‘networking'.
Os modelos de pesquisa e desenvolvimento das grandes empresas mudaram: elas fazem muita
pesquisa interna, mas também criam estruturas para cooperar e interagir com universidades e centros de pesquisa. Criam
departamentos de gestão do conhecimento para saber o que se faz fora, estabelecer canais, contatos e gerenciar esse
conhecimento. Custos crescentes e riscos elevados associados ao desenvolvimento impõem essa prática. Os modelos
de pesquisa abertos são a novidade.
Para as pequenas e médias empresas essa tarefa parece muito distante. Mas aqui é
preciso tirar vantagem da agilidade e da velocidade dos pequenos. Em grande parte do mundo, muito da capacidade de inovação
vem das pequenas e médias empresas. Pois, por mais recursos que disponham, as grandes empresas são lentas e
burocráticas. Criar, estimular, fomentar pequenas empresas inovativas e criativas é a tarefa.
A Federação da Indústria do Estado do Paraná é seu parceiro
nessa empreitada. Queremos e faremos do Paraná um lugar em que as empresas são e serão competitivas utilizando
todas as ferramentas disponíveis, mobilizando o conhecimento existente e o que vai ser criado.
As Universidades e os centros de pesquisa estão hoje muito mais abertos à
cooperação do que no passado. É certo que existe uma distância, que as linguagens e os valores
são distintos, e que a Universidade tem outras funções, como formar gente qualificada. Mas todos hoje
sabem que a cooperação vale a pena. Todos ganham.
Ganha a Universidade que abre possibilidade de empregos e estágios aos seus estudantes.
Ganha também porque descobre problemas novos para os quais tem de encontrar soluções. Ganha ainda porque
mobiliza recursos adicionais e dá mais relevância à pesquisa que realiza. Ganhamos todos, quando os resultados
econômicos dos investimentos feito na Universidade se ampliam. É um retorno claro para a sociedade dos recursos
que lá são aplicação.
Ganham as empresas porque conseguem mobilizar competência e conhecimento que de outra
forma não estaria acessível. Ganham também porque conseguem trazer para dentro das empresas jovens talentos
que saberão interpretar os novos desafios das empresas e lhes garantir um futuro competitivo.
A ordem é essa: interagir!
Patentes, idéias, projetos conjuntos, novas empresas, a contratação
de jovens egressos da Universidade ou a simples adequação de um produto ou processo. Tudo é válido.
O Integra - Congresso Paranaense de Integração Universidade, Centro de Pesquisa
e Empresa - é uma ferramenta para colocar em contato e facilitar a interação entre Universidades e Empresas.
É uma das formas da Federação das Indústrias Estado do Paraná e seus parceiros -Universidades,
centros de pesquisa e governo - auxiliarem as empresas paranaenses a serem exemplos de competitividade.
Vamos nos mobilizar. Queremos ter metas e desafios. Queremos nos próximos anos estar
na vanguarda desse processo. Para isso propomos um desafio conjunto. Que, em relação ao peso da indústria
e das Universidades do Paraná no conjunto do Brasil, estejamos entre:
i. as melhores e mais ágeis agências de inovação das Universidades
do Brasil;
ii. os estados que apresentam a mais intensa cooperação entre Universidades
e Empresas;
iii. os estados com maior número de contratos de licenciamento de patentes e comercialização
de tecnologia do Brasil;
Se dermos conta de nossos desafios teremos um lugar no futuro. Teremos auxiliado a criar
empresas competitivas, teremos fortalecido a Universidade, teremos melhorado a economia do Paraná e gerado melhores
oportunidades aos jovens. Teremos uma sociedade melhor: mais justa e mais criativa.
Carlos Américo Pacheco - possui graduação pelo Instituto Tecnológico
de Aeronáutica (1979), especialização em Política Cientifica e Tecnológica pelo Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (1983), mestrado em Economia pela Universidade Estadual
de Campinas (1988), doutorado em Economia pela Universidades Estadual de campinas (1996) e pós-doutorado pela Columbia
University (2005).
FIEP - Federação das Indústrias do Estado do Paraná - Direitos Reservados
Av. Candido de Abreu, 200 - Centro Cívico
80530-902 - Curitiba/PR - Fone: 41 3271-9000