Atlas Eletrodomésticos é um dos casos de sucesso apresentados na Feira de Estágio e Profissões
Depois de sobreviver a uma crise, a Atlas Eletrodomésticos, de Pato Branco, se consolida no mercado com
disposição de sobra para investir em cultura e esporte
Da quase falência em 2002 a uma recuperação envolta
em investimentos em produtos de qualidade e ações que ultrapassam os muros da fábrica. A trajetória
da Atlas Eletrodomésticos, de Pato Branco, Sudoeste do Paraná, liderada por Cláudio Petrycoski, que também
é coordenador da Fiep na região, foi um dos casos de sucesso apresentados nesta terça-feira (04), primeiro
dia da Expotalentos, que prossegue até quinta-feira (06), no Cietep, em Curitiba.
Na apresentação, Petrycoski contou como a empresa conseguiu se reestruturar nos últimos seis anos atingindo,
em 2008, um faturamento de R$ 320 milhões e a produção de 1,24 milhões de peças da linha
água (lavadora de roupas, de louça e secadora de roupa) e de fogões. “Este é o resultado
da união da nossa vontade de vencer e da colaboração dos profissionais contratados. Todos nós
vestimos a camisa e, com muito esforço, superamos as expectativas”, disse. Hoje, completa Petrycoski, a Atlas
Eletrodomésticos emprega cerca de 1.230 pessoas diretamente e aproximadamente 420 em empresas coligadas.
Entre as boas experiências que alavancaram e consolidaram a empresa no mercado de eletrodomésticos um destaque
foi a conquista do selo do Inmetro como produto conceito “A” para os fogões a gás. “Conseguimos
este selo concorrendo com produtos de grandes multinacionais. As “grandes” se surpreenderam ao saber que uma empresa
pequenininha do interior do Paraná atingiu essa classificação”, contou Petrycoski.
O empenho em buscar o melhor não se restringe às ações dentro da fábrica. Com visão
para o desenvolvimento das pessoas e depois de passar por uma experiência individual com o idioma Esperanto, Petrycoski
investiu no ensino da língua para a comunidade de Pato Branco. Atualmente, a empresa patrocina aulas de Esperanto na
escola do distrito que também mudou de nome. O antigo São Roque do Chopim passou a se chamar Nova Espero, em
alusão aos trabalhos do empresário voltado para a difusão do Esperanto. “O Esperanto é mais
que um idioma, é um ideal”, diz Petrycoski.
O empresário também se orgulha de citar o grupo de teatro Atlas Patoarte, que nasceu dentro da empresa por iniciativa
dos funcionários. Há 11 anos, o grupo, que tem a participação também de filhos de funcionários,
leva cultura para dentro da indústria e para a comunidade local com apresentações em esperanto e português.
Na área da cultura a Atlas também investe nos corais Chama Viva e Chaminha, formado por funcionários
e filhos, respectivamente.
Outra iniciativa inovadora do líder da Atlas foi trazer para o Brasil o Tchoukball por ele denominado de “esporte
da paz”. Segundo Petrycoski, o esporte prioriza a prática saudável da atividade física, não
oferece risco de lesão por embate corporal e permite a inclusão de todas as pessoas independentemente de idade,
sexo e limitação física. “É o verdadeiro fair play por que o mais importante na disputa
é a participação de todos”, diz Petrycoski. A empresa patrocina a seleção brasileira
de Tchoukball que já competiu em campeonatos mundiais fora do Brasil conquistando importantes colocações.
Graças ao incentivo da Atlas foi fundada em Pato Branco a Federação Brasileira de Tchoukball.