APL de Cal e Calcário apresenta resultados
Arranjo Produtivo Local investiu R$ 500 mil para a execução de projetos estruturais. Os recursos, não
reembolsáveis, são do Ministério da Ciência e Tecnologia
Novas possibilidades para o uso do calcário, a utilização de matrizes energéticas alternativas
e um sistema de informações geográficas de suporte à gestão territorial, ambiental e tecnológica
serão os principais assuntos abordados no seminário “Fortalecimento Tecnológico do APL de Cal e
Calcário do Paraná”, nesta terça-feira (04), em Colombo.
Promovido pelo Arranjo Produtivo Local (APL) de Cal e Calcário da Região Metropolitana de Curitiba e parceiros,
o seminário apresentará os resultados do investimento de R$ 500 mil, recebido, em junho de 2005, do Ministério
da Ciência e Tecnologia (MCT). Os recursos, não reembolsáveis, foram liberados pela Financiadora de Estudos
e Projetos (Finep), a pedido do CT- Mineral (Comitê Mineral) do MCT.
O APL de Cal e Calcário é um dos 20 arranjos apoiados pelo Sistema Federação das Indústrias
do Estado do Paraná (Fiep) – por meio do Senai, do IEL e do Sesi. As ações incluem mobilização
do setor industrial, oferta de serviços, consultorias e programas de desenvolvimento tecnológico e coordenação
de planejamento estratégico, além de participação na governança dos APLs.
A organização em APL foi importante para dar visibilidade ao setor, que concentra suas atividades nos municípios
de Almirante Tamandaré, Colombo e Rio Branco do Sul, na região de Curitiba, além de Castro e Ponta Grossa,
nos Campos Gerais. “O APL contribui com a região através do desenvolvimento de projetos que impulsionam
o setor. No futuro, contribuirá para o financiamento de novos projetos”, afirma Fábio Pini, secretario
executivo da APDC (Associação dos Produtores de Derivados de Calcário) e executivo do APL. Hoje, o APL
conta com 130 empresas, que empregam 2.500 pessoas.
“A principal vantagem da formação do APL é a democratização de reivindicações.
Há mais dificuldades em ter reivindicações atendidas quando agimos individualmente. A partir do momento
em que há o envolvimento de um grupo, as energias são somadas e um resultado positivo é alcançado
mais facilmente”, afirma presidente do Sindicato das Indústrias de Extração de Mármores,
Calcários e Pedreiras (Sindemcap), Cláudio Grochowicz, que também é coordenador do Conselho da
Indústria Mineral da Fiep.
Um dos projetos que será apresentado é a análise de mercado, que visa identificar mercado e mostrar aos
empresários a demanda de cal e calcário em todos os estados do sul. Hoje, a produção do Estado
é utilizada para fins agrícolas e construção civil (edificações). Já a cal,
é utilizada na siderurgia, saneamento básico, pavimentação e indústrias de sucos.
“Outro projeto interessante refere-se à matriz energética. Hoje usamos somente madeira e serragem. Com
os resultados da pesquisa, poderemos usar outras tecnologias”, afirma Fábio Pini.
Pesquisas apontam que a oferta da serragem vem diminuindo gradativamente e o seu preço no mercado aumentado significativamente.
“Isso pode ocasionar um apagão energético no setor a médio prazo por conta da utilização
da serragem como combustível em outros setores industriais”, acrescenta Pini.
Perfil setorial – O Paraná é grande produtor de minerais não metálicos,
como calcário, granito, talco, areia, dolomita, argila, basalto, xisto e água mineral. A indústria mineral
paranaense produz 28% da cal, 24% do calcário para agricultura e 12% do cimento de todo o País. Existem 2.900
empresas em todo o Estado, que empregam 23 mil pessoas, que corresponde a 5,4% do total de empregos no Estado. A maior concentração
de indústrias está na parte norte da Região Metropolitana de Curitiba, com a produção de
cal e calcário.
Serviço
Seminário “Fortalecimento Tecnológico do APL de Cal e Calcário do Paraná”
Data: terça-feira (04)
Horário: das 8h30 às 18 horas
Local: Hotel Estância Betânia – Rua Francisco Caetano Coradin, 42 - Colombo.