Rocha Loures defende nova formação para administradores
Presidente da Fiep falou nesta sexta-feira, no México, para decanos das principais universidades e escolas de administração
da América Latina
O presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha
Loures, afirmou nesta sexta-feira (24/10), em Puebla (México), que as escolas de administração devem
rever o seu papel e passar a formar profissionais para as áreas de negócios aptos a agir de acordo com os requisitos
da sustentabilidade. Para ele, é preciso mais interação entre empresas e academia para que a formação
de executivos.
Loures participou do painel Educação Responsável – Princípios do Pacto Global durante a
Assembléia Anual de Decanos das Escolas de Negócio do Consejo Latinoamericano de las Escuelas de Administración
(Cladea 2008) que reuniu também Manuel Escudero, responsável pelo Pacto Global da ONU, e Jaime Alonso Gomes,
decano do Instituto Tecnológico de Monterrey, a maior instituição de ensino superior do México.
“A sustentabilidade entrou na agenda das escolas de negócios. Isso é fundamental porque elas estão
formando executivos que vão atuar no mercado pelas próximas três ou quatro décadas”, afirmou
Rocha Loures.
Segundo ele, é preciso instituir um novo pensamento na área de gestão. “O mundo pede uma nova forma
de atuação das empresas. Este novo pensamento tem que ser adequado às condições da atualidade
e as universidades não estão formando profissionais com este perfil”, disse Rocha Loures.
Ele também afirmou que o mundo vive uma grave crise financeira e que será preciso repensar o modelo como os
negócios estão funcionando. Os participantes do painel foram unânimes em dizer que o trabalho em rede
é que vai ajudar a superar a turbulência financeira que atinge todo o mundo. “Mas se formarmos executivos
com uma nova visão, eles estarão melhor preparados para enfrentar crises futuras”, completou o presidente
da Fiep.
Rocha Loures também apresentou os resultados do Global Forum América Latina, realizado em Curitiba, e afirmou
que este movimento está alinhado com os princípios de Educação Responsável do Global Compact.
Segundo ele, é importante que outros encontros se realizem no continente latino-americano para que se amplie o debate
sobre esta questão.
A reunião do Cladea acaba neste sábado e reuniu 120 decanos das principais universidades e escolas de administração
da América Latina.