Comércio exterior paranaense registra recorde histórico
Resultado dos nove primeiros meses do ano já supera movimento de todo o ano de 2007
O comércio exterior paranaense bateu em setembro seu recorde
histórico em volume de negociações. Desde o início do ano, as exportações e as importações
realizadas pela indústria paranaense alcançaram um total de US$ 23,171 bilhões, valor superior ao montante
comercializado em todo o ano de 2007, que já havia sido o melhor de toda a série histórica pesquisada,
informou nesta terça-feira (21) o Departamento Econômico da Federação das Indústrias do
Estado do Paraná (Fiep). Nos nove primeiros meses do ano, as exportações paranaenses atingiram um volume
financeiro de US$ 12,184 bilhões, valor que já iguala a marca alcançada durante todo o ano passado e
é 34,74% maior do que o mesmo período de 2007. As importações também continuam em alta
vertiginosa, acumulando US$ 10,987 bilhões de janeiro a setembro, superando o volume total de 2007 e crescendo 75,02%
no comparativo com o ano passado. Em setembro, o saldo da balança comercial permanece equilibrado, com superávit
de US$ 6 milhões.
“Em real, as exportações cresceram somente 13,80% na comparação entre janeiro e setembro
de 2008 contra o mesmo período de 2007, devido à depreciação do câmbio”, afirma o
coordenador do Departamento Econômico da Fiep, Maurílio Schmitt. Na conversão para o euro, considerando-se
o montante exportado aos países da Comunidade Européia, a receita se expandiu em 19,18%.
Fruto da boa safra e dos bons preços internacionais, o Complexo Soja continua liderando as exportações
nos primeiros nove meses do ano, com participação de 31,72% na pauta de vendas para o exterior e crescimento
de 87% na comparação entre os períodos. Em segundo lugar, Material de Transportes ocupa 15,35% das participações.
O grupo de Carnes continua com a terceira colocação, responsável por 12,75% das vendas. Apenas dois grupos
de produtos apresentaram redução no comparativo entre os primeiros nove meses de 2008 contra 2007: Madeira (-9,63%)
e Materiais Elétricos e Eletrônicos (-2,55%).
Em setembro, a China se consolida como o maior parceiro comercial do Paraná, somando US$ 2,5 bilhões de intercâmbio
(US$ 1,473 milhões em exportações e US$ 1,030 milhões em importações). O Paraná
exporta para o gigante asiático especialmente grãos de soja (91,53%), máquinas e equipamentos (3,12%)
e papéis (1,65%), e importa produtos de informática (23,73%), máquinas e equipamentos (21,98%) e adubos,
fertilizantes e herbicidas (18,08%). A Argentina é o segundo maior parceiro comercial do Estado, acumulando um intercâmbio
de US$ 2,27 bilhões.
Importações – Ainda sob os reflexos do câmbio, as indústrias paranaenses
continuam com um alto volume de importações. O grupo de produtos que mais se importa ainda é Produtos
Químicos (24,93% de participação), especialmente adubos, fertilizantes e outros produtos destinados à
agricultura, e que acumula aumento de 76,67% nos nove primeiros meses do ano. Em segundo lugar aparece o grupo de Petróleo
e Derivados, que no Paraná representa exclusivamente petróleo, e que ocupa 23,33% das compras do exterior. Já
o grupo que mais cresceu no ano é o Complexo Soja (aumento de 293,20%), “em decorrência do acréscimo
de importação de soja do Paraguai, que duplicou sua quantidade em peso (263%) e em valor devido ao aumento de
preços internacionais em 71%”, diz Schmitt.
No quesito importações por categoria de uso, o grupo de Combustíveis e Lubrificantes (óleo bruto
de petróleo, no caso paranaense) é o que acumula maior alta (121,46%) no ano. No entanto, no comparativo de
setembro e agosto deste ano, a única das quatro categorias a apresentar acréscimo foi Bens de Consumo, que cresceu
17,28%.