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Orgânico
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 ORGÂNICO

 

Cor: Marrom

 

Os residuos orgânicos contem nutrientes e umidade que, associados a temperatura favorecem o desenvolvimento de várias espécies de micróbios. Advindos do ar, da água e do solo, estes microrganismos presentes no lixo, entre os quais muitos podem ser patogênicos, são os responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, sendo, portanto fundamentais para a manutenção do ciclo da vida. Os principais microrganismos encontrados nos resíduos sólidos são bactérias, fungos, protozoários, actinomicetos, algas e vírus.

Embora neste caso a inter-relação das populações microbianas não esteja muito bem compreendida, já que o grau de heterogeneidade do lixo é muito grande, o conhecimento de suas características possibilita uma escolha mais adequada dos métodos de tratamento e de disposição final dos resíduos.

 Epidemologia

 

O lixo é um componente importante do perfil epidemiológico de uma comunidade, exercendo influência, ao lado de outros fatores, sobre a incidência das doenças. Do ponto de vista sanitário, não se pode afirmar que o lixo é causa direta de doenças. No entanto, está comprovado o seu papel na transmissão de doenças provocadas por macro e microorganismos que vivem ou são atraídos pelo lixo. Estes organismos encontram abrigo e alimento nos resíduos de natureza biológica, como fezes ou restos de origem vegetal, e podem ser agentes responsáveis por enfermidades transmitidas ao homem e a outros animais.

O lixo mal acondicionado significa poluição ambiental, risco à segurança da população. Porcos, aves, insetos (moscas, mosquitos, baratas, etc), ratos e microorganismos permitem o aparecimento de doenças tais como: dengue, febre amarela, disenterias, febre tifóide, cólera, leptospirose, giardíase, peste bubônica, tétano, hepatite A ou infecciosa, malária, esquistossomose, entre outras doenças.

O chorume - um líquido de cor escura, odor desagradável e elevado poder de poluição, é um líquido resultante da decomposição (atividade enzimática) natural dos resíduos orgânicos, se não for drenado e devidamente tratado pode penetrar no subsolo e contaminar águas subterrâneas com metais pesados e outras substâncias danosas à saúde.

 O lixo pode provocar efeitos maléficos através de:

·         Agentes físicos ? é o caso do lixo acumulado às margens de curso d?água ou de canais de drenagem e em encostas, provocando o seu assoreamento e deslizamentos;

·         Agentes  químicos ? a poluição atmosférica causada pela queima de lixo a céu aberto, a poluição  do solo e a contaminação de lençóis d?água por substâncias químicas presentes na massa de resíduos;

·         Agentes biológicos ? o lixo mal acondicionado ou depositado em local inadequado constitui um foco de proliferação de vetores transmissores de doenças.

http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=residuos/index.php3&conteudo=../docs/residuos/residuosorg.html  10/08/2007

Quanto do resíduo é orgânico?

No Brasil o lixo orgânico representa mais da metade do total coletado. Quase a totalidade desse lixo é alterado. O primeiro sistema de compostagem implantado no Brasil foi o Beccari, adotado em mais de 20 cidades e representou um grande avanço no sistema de tratamento de lixo

Aproximadamente 1.5% do lixo sólido orgânico urbano gerado no Brasil é reciclado ("compostado").

 

O composto tem em média 2,5% da soma dos nutrientes nitrogênio, fósforo e potássio - NPK. Assim, aplicando-se dez toneladas por hectare, doze vezes maior que a recomendada para um fertilizante mineral, se estará levando para a planta, 250 kg de NPK, mesma quantidade de nutrientes essenciais encontrada no adubo ?químico?, cujo preço é de R$350 a R$500 a tonelada.

 

Conhecendo o material

 

Para compostagem, transformação dos resíduos sólidos orgânicos em um fertilizante denominado composto, podem ser utilizados o lixo domiciliar e o de limpeza em logradouros públicos.

http://www.sucatas.com/compostoorganico.html

 

Qual o peso desses resíduos no lixo?

 

Da composição total do lixo domiciliar brasileiro 52,5% é orgânico.

Fonte: Secretaria Estadual de Meio Ambiente

Compostagem o que é para que serve.

A compostagem, segundo o Manual de Gerenciamento Integrado - Lixo Municipal - IPT/CEMPRE, é o nome dado ao processo biológico de decomposição da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal. "Dá-se o nome de compostagem ao processo biológico de decomposição da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal. Esse processo tem como resultado final um produto - o composto orgânico - que pode ser aplicado ao solo para melhorar suas características, sem ocasionar riscos ao meio ambiente.?

Na compostagem os microrganismos convertem a parte orgânica dos resíduos sólidos, num material estável, tipo hummus, conhecido como composto orgânico. Este composto pode ser aplicado ao solo para melhorar suas características, sem ocasionar riscos ao meio ambiente.

http://www.partes.com.br/especial_sp_450/compostagem.htm

 

 

 

 

 

 

COMO FAZER UMA COMPOSTAGEM

 

 

Muitas pessoas acreditam que um bom composto é difícil de ser feito ou exige um grande espaço para ser produzido; outras acreditam que é sujo e atrai animais indesejáveis. Se for bem feito, nada disto será verdadeiro. Um composto pode ser produzido com pouco esforço e custos mínimos, trazendo grandes benefícios para o solo e as plantas. Mesmo em um pequeno quintal ou varanda, é possível preparar o composto e, desta forma, reduzir a produção de resíduos inclusive nas cidades. Por exemplo, com restos das podas de parques e jardins se produz um excelente composto para ser utilizado em hortas, na produção de mudas, ou para ser comercializado como adubo para plantas ornamentais. Desta forma, são obtidos dois ganhos ao mesmo tempo: com a produção do composto propriamente dita e um benefício indireto que é a redução de gastos de transporte e destinação do lixo orgânico produzido pela comunidade local.

Outro engano muito comum é mandar para a lata do lixo partes dos alimentos que poderiam ir para o prato: folhas de muitas hortaliças (como as da cenoura e da beterraba), talos, cascas e sementes são ricas fontes de fibra e de vitaminas e minerais fundamentais para o bom funcionamento do organismo. O que comprova que a melhoria da saúde tanto de famílias ricas ou pobres pode ser conseguida como medidas simples como o reaproveitamento integral de alimentos, e o desenvolvimento de bons hábitos de vida e nutrição.

Todos os restos de alimentos, estercos animais, aparas de grama, folhas, galhos, restos de culturas agrícolas, enfim, todo o material de origem animal ou vegetal pode entrar na produção do composto.

Contudo, existem alguns materiais que não devem ser usados na compostagem, que são:

 Madeira tratada com pesticidas contra cupins ou envernizadas.

 Vidro, metal, óleo, tinta, couro, plástico e papel, que além de não serem facilmente degradados pelos microorganismos, podem ser transformados através da reciclagem industrial ou serem reaproveitados em peças de artesanato.

 A fabricação do composto imita este processo natural, porém com resultado mais rápido e controlado. A seguir, serão descritos os materiais e as etapas para a elaboração das pilhas de composto numa propriedade rural.

Materiais para fazer o composto

  • Esterco de animais.
  • Qualquer tipo de plantas, pastos, ervas, cascas, folhas verdes e secas
  • Palhas
  • Todas as sobras de cozinha que sejam de origem animal ou vegetal: sobras de comida, cascas de ovo, entre outros.
  • Qualquer substância que seja parte de animais ou plantas: pêlos, lãs, couros, algas.

Observação: Quanto mais variados e mais picados (fragmentados) os componentes usados, melhor será a qualidade do composto e mais rápido o término do processo de compostagem.

Modo de preparo das pilhas de composto

Escolha do local: deve-se considerar a facilidade de acesso, a disponibilidade de água para molhar as pilhas, o solo deve possuir boa drenagem. Também é desejável montar as pilhas em locais sombreados e protegidos de ventos intensos, para evitar ressecamento.

Iniciar a construção da pilha colocando uma camada de material vegetal seco de aproximadamente 15 a 20 centímetros, com folhas, palhadas, troncos ou galhos picados, para que absorva o excesso de água e permita a circulação de ar.

Terminada a primeira camada, deve-se regá-la com água, evitando encharcamento e, a cada camada montada, deve-se umedecê-la para uma distribuição mais uniforme da água por toda a pilha.

Na segunda camada, devem-se colocar restos de verduras, grama e esterco. Se o esterco for de boi, pode-se colocar 5 centímetros e, se for de galinha, mais concentrado em nitrogênio, um pouco menos.

Novamente, deposita-se uma camada de 15 a 20 cm com material vegetal seco, seguida por outra camada de esterco e assim sucessivamente até que a pilha atinja a altura aproximada de 1,5 metros. A pilha deve Ter a parte superior quase plana para evitar a perda de calor e umidade, tomando-se o cuidado para evitar a formação de "poços de acumulação" das águas das chuvas.

Vale lembrar que durante a compostagem existe toda uma seqüência de microorganismos que decompõem a matéria orgânica, até surgir o produto final, o húmus maduro. Todo este processo acontece em etapas, nas quais fungos, bactérias, protozoários, minhocas, besouros, lacraias, formigas e aranhas decompõem as fibras vegetais e tornam os nutrientes presentes na matéria orgânica disponíveis para as plantas.

Além disso, o processo da compostagem traz em si, outros resultados que favorecerão o posterior desenvolvimento das culturas agrícolas no campo, tais como:

  • Diminuição do teor de fibras do material, o que no caso do composto que será incorporado ao solo evitará o fenômeno da "fixação do nitrogênio", que provoca a falta deste nutriente para a planta.
  • Destruição do poder de germinação de sementes de plantas invasoras (daninhas) e de organismos causadores de doenças (patógenos).
  • Degradação de substâncias inibidoras do crescimento vegetal existente na palha in natura (não compostada).

http://www.planetaorganico.com.br/composto2.htm  10/08/2007




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