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Plástico
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PLÁSTICO

 

COR: VERMELHA

 

 

Matéria prima (qual, a quantidade).

 

A matéria-prima dos plásticos é o petróleo. Este é formado por uma complexa mistura de compostos. Pelo fato de estes compostos possuírem diferentes temperaturas de ebulição, é possível separá-los através de um processo conhecido como destilação ou craqueamento.

A fração nafta é fornecida para as centrais petroquímicas, onde passa por uma série de processos, dando origem aos principais monômeros, como, por exemplo, o eteno.

As sacolas de plástico podem permanecer mil anos no meio ambiente.
Com a quantidade de petróleo necessária para fabricar uma bolsa de plástico, um carro poderia percorrer 115 metros.

Usa-se 70% a menos de energia para reciclar plástico do que para fabricar plástico novo.
Na remota ilha Midway, no Oceano Pacífico, encontraram-se restos de sacolas de plástico nos esôfagos de 90% das crias de albatroz.

O plástico mata cada ano cerca de 1 milhão de aves marinhas, 100.000 mamíferos e inumeráveis peixes.
Em Bangladesh, Taiwan, Austrália, África do Sul e algumas zonas da Índia, é proibido o uso de certo tipo de sacolas de plástico nas lojas.

Na Irlanda e Dinamarca existe um imposto pelo uso de sacolas de plástico, para reduzir seu consumo.
O presidente do Clean Up the World, Ian Kiernan, fundou a campanha ao notar enquanto navegava ao redor do mundo, a quantidade de plástico e resíduos que bóia no oceano. Exija que seu supermercado use sacolas biodegradáveis que já existe no mercado.

Hoje o plástico faz parte de nossa vida. Observando o ambiente, nota-se que grande parte dos utensílios - dos óculos à sola de sapato, do móvel de cozinha ao painel do automóvel - é feita deste material.

http://www.achetudoeregiao.com.br/lixo_recicle/plastico_sua_historia.htm

 

História

 

Enquanto a história do vidro se estende por 6.000 anos, a dos plásticos é essencialmente o resultado dos últimos sessenta.

O vidro foi descoberto mas os plásticos precisaram ser inventados e um período de cerca de cem anos foi necessário, desde as primeiras observações da polimerização até a criação da genuína indústria de plásticos.

Tanto os egípcios como os romanos usaram materiais resinosos, como seladores e cimento. No entanto, somente em 1835 Regnault observou a polimerização do cloreto de vinil. Alguns anos mais tarde, em 1843, Redtenbachen preparou, pela primeira vez, o ácido acrílico, um dos principais ingredientes de um plástico, agora indispensável, mas que iria ficar inexplorado durante sessenta anos.

Um dos plásticos mais antigos, efetivamente criados, foi descoberto por Alexander Parkes (na Segunda Grande Exposição de Londres), em Birmingham, em 1862. Numa tentativa de imitar marfim (a reputação infeliz dos plásticos como materiais de imitação é parte da sua história), ele misturou a nitro-celulose, recentemente descoberta, com cânfora, na presença do álcool, para fazer Parkesine, o precursor da xilonita, conhecida nos EUA como celulóide, cujo nome lhe foi atribuído pelos primeiros fabricantes comerciais, os irmãos Hyatt [em 1869, John Wesley Hyatt, produz uma bola a partir de nitrocelulose (que não funcionou graças a grande instabilidade do material, altamente inflamável e explosivo). Deu-se, porém, um grande passo que repercutiu na descoberta - no ano seguinte - da celulóide]. Parkes resolve produzir industrialmente a parkesina, fundando a PARKESINE CO. (1866), que devido a problemas econômicos, de escala de produção, e de matérias primas baratas e de baixa qualidade, fali ainda na década de sessenta (1868). Paul Acheerbart observou (erroneamente avaliado) o potencial do celulóide no vidro laminado de segurança, em 1914.

O Parkesine foi uma importante invenção, pois podia ser transparente, na sua forma de celulóide, como provou seu desempenho no início do cinema e nos primeiros pára-brisas de automóveis. Mas estava ainda a um passo de ser um plástico genuinamente manufaturado. Na verdade, conforme inventado, ainda era uma modificação das cadeias de celulose naturais, mais do que o resultado de verdadeira polimerização. Foi só alguns anos depois de sua invenção, em 1866, que Berthelot polimerizou o estireno e iniciou outro material que teve grandes conseqüências na indústria da construção, embora não como material para vidraças.

Na virada do século, a tecnologia dos plásticos começou a acelerar-se. Assim, em 1907, Leo Baekeland (químico belga trabalhando em pesquisas sobre plásticos nos Estados Unidos) descobre como controlar a reação que dá origem ao fenolformaldeído (conhecido desde 1872), que recebe o nome de "bakelita". Bayer, na Alemanha, e G. T. Morgan, no Reino Unido, começaram a trabalhar com fenol e formaldeído. Então, em 1901, Otto Rohm (ainda um nome importante em acrílicos), tomou o ácido acrílico de Redtenbachen e começou a explorar suas propriedades e potencial. Passaram-se mais vinte e seis anos até que Bauer, trabalhando no laboratório de Rohm, desenvolvesse uma síntese para fazer pequenas quantidades de metil metacrilato, o precursor de um dos plásticos transparentes mais largamente usados, conhecido em geral como acrílico, com uma transparência que ultrapassa até mesmo a de muitos vidros. Porém foi em 1929, que William Chalmers (trabalhando na Mc Gill University de Montreal para descobrir uma alternativa para os vidros), chegou a um material duro e claro mediante polímeros de etiléster metacrílico e nitrilo metacrílico; que passou a ser produzido por empresas norte americanas e inglesas, a baixo custo -em 1934, com o nome de polimetilaetacrilato. Descoberta essa, utilizada na fabricação de vidros sintéticos para aviões na Segunda Guerra. A Primeira Guerra demonstrou a importância da indústria química; a Segunda, da indústria plástica (período em que Staudinger - prêmio nobel em 1953 - publicou suas teorias sobre a composição dos plásticos em gigantescas cadeias moleculares).

O mesmo período assistiu ao desenvolvimento de plásticos de termo-endurecimento, com o revolucionário trabalho de Backeland, que produziu uma massa resinosa, fazendo reagir fenol com formaldeído, e identificou vinte e seis usos para as novas resinas. Em 1916, o primeiro pó para termo-endurecimento foi produzido. Em 1918, nos EUA, Hans John descobre um novo material para confecção de adesivos. Uma variante desse produto, constituído por um composto duro e transparente, tentou sem êxito, ser o substituto sintético do vidro.

Os anos 20 assistiram ao nascimento da indústria dos plásticos como a conhecemos hoje. Isso teve dois pré-requisitos:

- o reconhecimento das estruturas intrínsecas da longa cadeia dos plásticos.

- o desenvolvimento da polimerização em escala industrial.

Foi um grande passo desde o conhecimento de que a luz do sol transformava o cloreto de vinil gasoso em um pó branco com propriedades plásticas, até a obtenção do acetileno barato ou do etileno necessário para fabricar PVC em larga escala.

Contribuições importantes feitas nessa época incluíam a fabricação em larga escala de um composto de cálcio e carbono - CaC2; do coque (para a produção de acetileno) e a produção de materiais como o etileno, estireno e butadieno da nova indústria petroquímica; todos esses materiais tornaram-se importantes na indústria da construção, em suas várias manifestações, como folhas de polieteno; e poliestireno em folhas e em forma de espuma; e camadas de butiral polivinílico (PVB) em vidros laminados.

Igualmente necessária à tecnologia emergente era uma base teórica sólida. O trabalho de homens como Carother na DuPont de Nemours, nos EUA, trouxe contribuições fundamentais sobre a síntese e estrutura de grandes moléculas, levando à criação de materiais como o nylon nos EUA. A construção molecular sob encomenda tinha começado.

Nos anos 30, a ICI, no Reino Unido, desenvolveu o polieteno, que era produzido em massa por volta de 1938 e tornou-se um material de defesa crucial na 2ª Guerra Mundial, na função de proteção para radares. A 2ª Guerra Mundial, com sua concomitante falta de materiais e a necessidade de tecnologias de defesa, deu um grande impulso à nova indústria. A falta da borracha levou ao desenvolvimento de materiais substitutos, como os neoprene, que ocuparam, desde então, seu lugar como materiais superiores.

O polieteno, com suas nítidas propriedades elétricas e resistência, foi acompanhado pelo acrílico e pelo poliestireno, que eram necessários em enormes quantidades na indústria da aviação e materiais de alta freqüência. A patente para o polimetilmetacrilato foi requerida pela British Dyestuffs, uma das companhias que deu origem à ICI, em 1931.

Um processo de fabricação econômico foi descoberto por Crawford, do Grupo de Explosivos da ICI, em 1932. Uma instalação semi-técnica foi construída pela ICI em 1934, quando registraram o nome "Perspex"; o material foi rapidamente incorporado pela indústria de aviação depois de iniciada a produção comercial, em 1936, em Billingham, a nordeste da Inglaterra.

Ao final da guerra, os milhões de homens/hora envolvidos em pesquisa e desenvolvimento, de ambos os lados, foram lançados no desafio da exploração pacífica. A era do plástico tinha começado. Entre os materiais disponíveis, o acrílico era, há vinte anos, o principal plástico transparente disponível, desde o tempo do trabalho da ICI e de Rohm, na Alemanha, nos anos 30. Então, em meados dos anos 50, Dan Fox, trabalhando na General Electric, nos EUA, descobriu os policarbonados (por acidente, diz-se). Esse plástico era conhecido desde 1898 - por Einhorn - mas só entrou no mercado em 1959 (incentivado pelas publicações e resultados positivos, em 1956, de Schnell). Atribui-se também sua produção industrial a Karl Zieger e Giulio Natta ? que polimizaram o polipropileno (1957).

Opticamente, o desempenho da forma transparente do novo material não era tão bom quanto o do acrílico, mas ele tinha duas vantagens principais: temperatura de distorção pelo calor de 150°C e desempenho de alto impacto.

Assim, apesar de seu alto custo (quase duas vezes o preço do acrílico padrão, moldado, da mesma espessura) juntou-se ao pequeno mas importante número de competidores ou complementos do vidro.

Devemos notar, contudo, que o policarbonato chega ao Brasil apenas em 1990 (graças às baixas alíquotas de importação); e passa a ser produzido por aqui só em 1995, pela Day Brasil ? ligada à General Electric (GE) norte americana. Também, a Policarbonatos do Brasil produz, na Bahia, desde 1996 placas compactas do material ("PC Light"). Sua produção é de 3000 toneladas/ano.

Por fim, a Replaex (instalada no Rio de Janeiro ? tendo matriz na Itália), produzirá ? ainda este ano (1998) ? chapas de policarbonato alveolar refletivo [que, segundo fabricante, apresentam 30% de melhora no desempenho térmico]. Suas chapas compactas ainda são importadas da Itália.

www.usp.br/fau/deptecnologia/docs/bancovidros/histplast.htm -

 

Características

 

PET - (polietileno tereftalado) - garrafas de refrigerante, sucos e óleo de cozinha, Essas embalagens são transparentes e fabricadas em diversas cores.

PEAD - (polietileno de alta densidade) - frascos de shampoo e maquiagem, baldes, utensílios domésticos

 

V ou PVC - (policloreto de vinila) - tubos e conexões de encanamento; alguns frascos de detergente, pastas para material escolar, calçados. É mais rígido, porém resistente.

PEBD - (polietileno de baixa densidade) - plástico "filme" - sacos plásticos de lixo, brinquedos. São finos e bastante flexíveis.

PP - (poliproprileno) - plásticos "filme" de proteção de alimentos, peças de automóveis.

PS ? (poliestireno) - copos plásticos; sacos de batata.

OUTROS ? Utilizados em eletrodomésticos, aparelhos telefônicos, revestimentos diversos, pisos, etc.

 

 

Tempo de degradação na natureza

 

De 100 a 450 anos dependendo do tipo do plástico.

 

Recicla                                                     não recicla

 

Plástico reciclável                                    Plástico não reciclável

 Embalagem de refrigerante                   cabo de panela

Embalagem de material de limpeza        tomadas

Copinho de café                                embalagem de biscoito Embalagem de  margarina
canos e tubos


Sacos plásticos em geral                        misturas de papel, plásticos e metais.

 

 

 

 

 

Quantidade gerada no Brasil e/ou Paraná

Resíduo plástico consumido: 50,7% pós-consumo e 49,3% industrial

 

Industrial

Pós-Consumo

Consumo Total

ton /ano

%

ton /ano

%

ton /ano

%

Centro-Oeste

14.636

3,9

10.106

2,6

24.742

3,2

Norte

12.264

3,2

-

-

12.264

1,6

Nordeste

18.933

4,9

57.921

14,7

76.854

9,9

Sul

121.356

31,7

94.565

24,0

215.920

27,8

Sudeste

215.871

56,4

231.515

58,7

447.386

57,6

BRASIL

378.980

100,0

398.186

100,0

777.166

100,0

http://www.plastivida.org.br/reciclagem/pes_mercado02.htm

 

 

Quantidade reciclada no Brasil e/ou Paraná

15% dos plásticos rígidos e filme é reciclado em média no Brasil, o que equivale a 200 mil toneladas por ano.

26% da resina PET produzida no Brasil foi reciclada em 2000, totalizando 67 mil toneladas.

Os programas oficiais de coleta seletiva que existem em mais de 135 cidades do país recuperam por volta de 1000 toneladas por ano.

http://www.reviverde.org.br/plastico.htm

 

 

Métodos de Reutilização, reciclagem ou compostagem.

 

Plásticos

Objectos mais adaptados à reciclagem

Alguns objectos que podem ser feitos de plástico reciclado

PS

Caixas de cassetes, embalagens de iogurtes

Vasos para plantas, cabides

PP

Caixas de baterias de automóveis, sacos de ráfia

Tubos de escoamento, caixotes e vasos para plantas

PE

Garrafas/filme, grades de garrafas

Sacos, tubos e embalagens de detergentes

PET

Garrafas

Fibras para fazer vestuário, caixas, fibra para enchimentos

PVC

Tubos, molduras de janela, garrafas

Tubos de coextrusão, molduras de janela, solas de sapato, perfis

EPS

Caixas, acondicionamento

Material para aligeiramento de solos, vasos para plantas e cabides

 

 

Vantagens da Reciclagem

 

A reciclagem de plásticos tem dupla vantagem: - primeiramente, reduz o volume final dos resíduos segundo - a recuperação dos resíduos e sua reutilização assegura a economia de matérias primas e de energia.


ISO pode ser entendido como uma alternativa para as oscilações do mercado abastecedor e também como preservação dos recursos naturais, o que podendo reduzir, inclusive, os custos das matérias primas.

O plástico reciclado tem infinitas aplicações, tanto nos mercados tradicionais das resinas virgens, quanto em novos mercados.

O plástico reciclado pode ser utilizado para fabricação de:

- garrafas e frascos, exceto para contato direto com alimentos e fármacos;
- baldes, cabides, pentes e outros artefatos produzidos pelo processo de injeção;
- "madeira - plástica";

- cerdas, vassouras, escovas e outros produtos que sejam produzidos com fibras;
- sacolas e outros tipos de filmes;

- painéis para a construção civil.

A reciclagem do plástico exige cerca de 10% da energia utilizada no processo primário.

 

 

Quais os tipos de material.

 

Tipos de plásticos em função a sua aplicação

 

Termoplásticos

São plásticos que não sofrem alterações em sua estrutura química durante o aquecimento e que após o resfriamento podem ser novamente moldados. Exemplos: Polipropileno (PP), Polietileno de Alta Densidade (PEAD), Polietileno de Baixa densidade (PEBD), Polietilenotereftalato (PET), Poliestireno (PS), Policloreto de Vinila (PVC), etc.

Termofixos

São aqueles que uma vez moldados não podem ser fundidos e remoldados novamente, portanto não são recicláveis mecanicamente. Exemplos: baquelite, Poliuretanos (PU) e Poliacetato de Etileno Vinil (EVA), poliésteres, resinas fenólicas, etc.

 

Curiosidades

 

·      100 Toneladas de plástico reciclado evitam extração de uma tonelada de petróleo.

·      30% (em média) da energia que seria necessária para a produção de matéria-prima virgem é o que é necessário para a reciclagem do plástico PET (garrafas de água transparentes).

·      4% de redução do consumo de combustível é o que se consegue com o uso de peças de plástico em automóveis.

·      A reciclagem de plásticos permite poupar petróleo e gás natural, as duas matérias-primas neles mais utilizadas.

http://www.e-atlantico.org/seccaob/factoscurios.html




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