
PAPEL
Madeira
Água
Para fabricar 1 tonelada de papel novo é preciso 10 a
20 árvores, 10000 litros de água e 5 Mw/hora
de energia.
Desde os primórdios da humanidade que o Homem desenha as suas memórias visuais.
São exemplos destas memórias as cenas de caça encontradas nas paredes das cavernas onde o homem primitivo se abrigava.
Antes da fabricação do papel, muitos povos utilizaram formas curiosas
de se expressarem através da escrita. Na Índia, usavam-se folhas de palmeiras, os esquimós utilizavam ossos de baleia e dentes
de foca, na China os livros eram feitos com conchas e carapaças de tartaruga e posteriormente em bambu e seda. Entre outros
povos era comum o uso da pedra, do barro e até mesmo da casca das árvores. Os Maias, por exemplo, guardavam os seus conhecimentos
em matemática, astronomia e medicina em cascas de árvores, chamadas de "tonalamatl".
As matérias primas mais famosas
e próximas do papel foram o papiro e o pergaminho. O papiro foi inventado pelos egípcios e os exemplares mais antigos datam
de 3.500 a.C. Até hoje, as técnicas de preparação
do papiro permanecem pouco claras, sabendo-se, apenas, que era preparado à base de tiras extraídas de uma planta abundante
no Rio Nilo. Essas tiras eram colocadas em ângulos retos, molhadas, marteladas e coladas. Apesar da sua fragilidade, milhares
de documentos em papiro chegaram até nós. O pergaminho era muito mais resistente do que o papiro, pois era produzido a partir
de peles tratadas de animais, geralmente de ovelha, cabra ou vaca.
Entretanto, foram os chineses os primeiros a fabricar papel com as características
que o atual possui. Descobertas recentes de papéis em túmulos chineses muito antigos mostraram que na China ele foi fabricado
desde os últimos séculos antes de Cristo. Por volta do século VI a.C. sabe-se que os chineses começaram a produzir um papel
de seda branco, próprio para a pintura e para a escrita.
Em 105 d.C., o imperador chinês Chien-ch`u, irritado por escrever sobre
seda e bambu, ordena ao seu oficial da Corte T`sai Lun que inventasse um novo material para a escrita. T`sai Lun produziu
uma substância feita de fibras da casca da amoreira, restos de roupas e cânhamo, umedecendo e batendo a mistura até formar
uma pasta. Usando uma peneira e secando esta pasta ao sol, a fina camada depositada transformava-se numa folha de papel. O
princípio básico deste processo é o mesmo usado até hoje. Esta técnica foi mantida em segredo pelos chineses durante quase
600 anos.
O uso do papel estendeu-se até aos confins do Império Chinês, acompanhando
as rotas comerciais das grandes caravanas. Tudo parece indicar que a partir do ano 751, os árabes, ao expandirem a sua ocupação
para o Oriente, tomaram contacto com a produção deste novo material e começaram a instalar diversas fábricas de produção de
papel. No entanto, utilizavam quase exclusivamente trapos, pois lhes era difícil obter outros materiais fibrosos. A partir
daquele momento a difusão do conhecimento sobre a produção do papel acompanhou a expansão muçulmana ao longo da costa norte
de África até a Península Ibérica.
Curiosamente, a idéia de fazer papel a partir de fibras de madeira foi perdida
algures neste percurso, pois o algodão e os trapos de linho foram transformados na principal matéria prima utilizada.
No fim do século XVI, os holandeses inventaram uma máquina que permitia
desfazer trapos, desintegrando-os até ao estado de fibra.
Apenas em 1719, o francês Reamur sugeriu o uso da madeira, em vez
dos trapos, pois existia uma forte concorrência entre as fábricas de papel e a indústria têxtil, o que dificultava a obtenção
e encarecia a principal matéria prima usada na época: o algodão e o linho. Ao observar que as vespas mastigavam madeira podre
e empregavam a pasta resultante para produzir uma substância semelhante ao papel na construção dos seus ninhos, Reamur percebeu
que a madeira seria uma matéria prima alternativa. Mas apenas em 1850 foi desenvolvida uma máquina para moer madeira e transformá-la
em fibras. As fibras eram separadas e transformadas no
que passou a ser conhecido como "pasta mecânica" de celulose. Em 1854 é descoberto na Inglaterra um processo de produção de
pasta celulósica através de tratamento com produtos químicos, surgindo a primeira "pasta química".
A partir daqui, a indústria do papel ganhou um grande impulso com
a invenção das máquinas de produção contínua e do uso de pastas de madeira.
As primeiras espécies de árvores usadas na fabricação de papel em escala
industrial foram o pinheiro e o abeto das florestas das zonas frias do norte da Europa e América do Norte. Outras espécies
- o vidoeiro, a faia e o choupo preto nos Estados Unidos e Europa Central e Ocidental, o pinheiro do Chile e Nova Zelândia,
o eucalipto no Brasil, Espanha, Portugal, Chile e África do Sul - são hoje utilizadas na indústria de papel e celulose.
A pasta de celulose derivada do eucalipto surgiu pela primeira vez, em
escala industrial, no início dos anos 60, e ainda era considerada uma "novidade" até a década de 70. Entretanto, de entre
todas as espécies de árvores utilizadas no mundo para a produção de celulose, o eucalipto é a que tem o ciclo de crescimento
mais rápido e por isso tornou-se a principal fonte de fibras para a produção do papel.
Graças à madeira, o papel foi
convertido de um artigo de luxo, de alta qualidade e baixa produção, num bem produzido em grande escala, a preços acessíveis,
mantendo uma elevada qualidade.
http://www.graficasantamarta.com.br/noticias/noticias.jsp?idNoticia=55
13:04 07/08/2007
Papel kraft branco : papel fabricado a partir de uma mistura de fibras curtas e longas, provenientes de polpas
de madeiras macias. Esta mistura de fibras confere ao papel características de resistência mecânica com bom desempenho em
máquina e maciez.
Pode ser laminado com alumínio, recoberto com parafina ou hot melt.
Papel monolúcido: semelhante ao papel Kraft, entretanto, com
menor resistência mecânica, sendo fabricado com 100% de fibras curtas. É caracterizado por possuir brilho em uma das faces,
obtido diretamente nas máquinas de papel, dotadas de cilindro monolúcido.
É bastante empregado em estruturas de alumínio, para o acondicionamento
de chocolates, balas e derivados, podendo ser parafinado ou não.
Papel monolúcido: O papel monolúcido pode receber apenas um revestimento de parafina, cuja função é conferir
à estrutura de barreira ao vapor dágua e impedir a aderência produto/papel. A parafina pode ser substituída por hot melt que
proporciona maior facilidade de colagem e melhor flexibilidade a estrutura, não ocorrendo rachaduras nas dobras e vincos como
no caso da parafina.
Papel ?couché?: é um papel que, após sua fabricação, recebe uma cobertura de caolim com
a finalidade de tornar sua superfície lisa e uniforme, melhorar o brilho e principalmente a imprimibilidade.
Papel glassine: papel fabricado com pasta química especial, refinada ao máximo, para, em conjunto com
uma supercalandragem, torna-lo transparente e com baixa permeabilidade a óleos e gorduras.
Papel granado ou opaline: papel também fabricado com pasta química especial, supercalandrado para adquirir
alto brilho, porém com menor transparência e barreira a óleos e gorduras que o glassine. Parafinado é empregado como invólucro
de balas e caramelos.
http://www.furg.br/portaldeembalagens/tres/papel.html
De
2 semanas a 4 meses
Papel reciclável x Papel não-reciclável
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Reciclável |
Não-reciclável |
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Caixa de papelão |
Papel sanitário |
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Jornal |
Copos descartáveis |
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Revista |
Papel carbono |
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Impressos em geral |
Fotografias |
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Fotocópias |
Fitas adesivas |
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Rascunhos |
Etiquetas adesivas |
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Envelopes |
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Papel timbrado |
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Embalagens longa-vida * |
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Cartões |
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Papel de fax |
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* papel + plástico + alumínio
O papel para reciclagem pode ser dividido em ondulado e
de escritório. As caixas feitas em papel ondulado são facilmente recicláveis, consumidas principalmente pelas indústrias de
embalagens, responsáveis pela utilização de 80% das aparas recicladas no Brasil. Somente 18% das aparas são consumidas para
fabricação de papéis sanitários e 8% destinados à impressão e escrita. São Paulo (43,7%), Paraná (12,7%) e Rio de Janeiro
(11,8%) são os maiores consumidores de aparas para fabricação de papel. No mundo, os EUA são os que mais consomem aparas,
com 21,3 milhões de toneladas/ano. No Brasil, 60% do volume total de papel ondulado consumido é reciclado, totalizando 720
mil toneladas/ano.
Papel de escritório é o nome genérico dado a uma variedade de produtos usados em escritório, como papéis
de carta, blocos, revistas e folhetos. Nos EUA, mais da metade do papel de escritório reciclado é exportada. Em muitos casos,
porém, o custo de fabricação de papel reciclado pode ser maior do que a produção a partir de celulose virgem. Em 1993, 103
mil toneladas de papéis mistos foram recicladas pela indústria brasileira.
http://institutoaqualung.com.br/info_reciclagem31.html
49,5% do papel que circulou no País em 2005 retornou à produção através
da reciclagem. Esse índice corresponde à aproximadamente 2 milhões de toneladas.
A maior
parte do papel destinado à reciclagem, cerca de 86%, é gerado por atividades comerciais e industriais.
No Brasil,
existem 22 categorias de aparas - o nome genérico dado aos resíduos de papel, industriais ou domésticos - classificados pelo
Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo e pela Associação Nacional dos Fabricantes de Papel e Celulose.As aparas
mais nobres são as "brancas de primeira", que não têm impressão ou qualquer tipo de revestimento. As aparas mistas são formadas
pela mistura de vários tipos de papéis. No Brasil as indústrias consumiram 2,8 milhões de toneladas de papel reciclado em
2005.
A intensidade
do processo de reciclagem de papel é acentuadamente diferente, de acordo com as regiões brasileiras onde se realiza. Nas regiões
Sul e Sudeste, onde se concentram as principais indústrias do País, as taxas de recuperação são altas, da ordem de 64% e 44%,
respectivamente; e nas demais regiões, de 16%.
O papel reciclado pode
ser transformado em diversos produtos como papel higiênico, guardanapos, toalhas de rosto, papéis de embrulho, sacolas, embalagens
para ovos e frutas, papelões, caixas de papelão, papel jornal e até papel para impressão Offset (que pode ser usado em cadernos,
livros, materiais de escritório, envelopes, etc.). Este último tipo de papel é obtido com uma seleção rigorosa da matéria
prima original, basicamente vindo de aparas de gráfica.
Economia
de recursos naturais:
Madeira: Uma tonelada de aparas
pode substituir de 2 a 4 m3 de madeira, conforme o tipo de papel a ser fabricado, o que se traduz em uma nova
vida útil para de 15 a 30 árvores.
Água: Na fabricação
de uma tonelada de papel reciclado são necessários apenas 2.000 litros
de água, ao passo que, no processo tradicional, este volume pode chegar a 100.000 litros por tonelada.
Energia: Em média,
economiza-se metade da energia, podendo-se chegar a 80% de economia quando se comparam papéis reciclados simples com papéis
virgens feitos com pasta de refinador.
Redução da Poluição:
Teoricamente, as fábricas recicladoras podem funcionar sem impactos ambientais, pois a fase crítica de produção de celulose
já foi feita anteriormente. Porém as indústrias brasileiras, sendo de pequeno porte e competindo com grandes indústrias, às
vezes subsidiadas, não fazem muitos investimentos em controle ambiental.
Criação de empregos: estima-se que, ao reciclar papéis, sejam criados
cinco vezes mais empregos do que na produção do papel de celulose virgem e dez vezes mais empregos do que na coleta e destinação
final de lixo.
http://www.reviverde.org.br/papel.htm - 07/08/2008
Tipos de papel em função da sua aplicação
Papéis de impressão e escrita
São aqueles cujo destino é serem escritos ou impressos por qualquer um dos processos
existentes. Estão também incluídos neste grupo o papel de jornal e revista.
Papéis para embalagem
O grupo mais importante de entre os que se destinam à embalagem é o dos cartões ondulados.
Dentro
desta categoria podemos também encontrar diferentes tipos de cartões e cartolinas.
Outros papéis
Além dos anteriores consideramos ainda um terceiro grupo de papéis, onde se inserem
diversos subgrupos, por exemplo: papéis domésticos, sanitários, papéis técnicos, e papéis especiais com grande variedade de
produtos, como papel carbono, papel vegetal, papel moeda, etc.
Tipos de papel em função do processo de fabrico
Kraft
Fabricado a partir de celulose de fibras longas. Geralmente são vergês e calandrados, para
conseguir regularidade e brilho numa das faces.
Offset
Crus ou branqueados, muito acetinados, fabricados com uma percentagem elevada de pasta quimica.
São papéis com um tratamento superficial size-press.
Papéis com tratamentos especiais
Podem ser parafinados, revestidos com polietileno, com alumínio...
Couchés
Suportes cobertos
com um revestimento de partículas minerais unidas entre si, e ao suporte.
Os papéis couché podem classificar-se da seguinte forma:
Couchés ligeiros:
É aplicada a capa de couche na máquina. Podem ser brilhantes ou mates.
Couchés Industriais:
Papéis nos quais se aplica uma ou várias camadas de estuque na máquina estucadora. Utilizam
como suporte outros papéis pré-estucados.
Podem ser brilhantes, semi-mates e mates. Estes dois últimos são revestidos nas duas
faces, enquanto que os primeiros podem ser revestidos nas duas ou apenas numa das faces.
Podem ser gofrados.
Couchés Arte:
Papéis aos quais se aplicam 3 camadas de estuque, tendo em conta o pré-estucado prévio.
Apresentam um acabamento mais regular que os couchés industriais. Podem ser brilhantes e semi-mates com uma calandragem especial.
Couchés Alto Brilho:
Papéis aos quais se aplica uma elevada camada de estuque, que se seca por contacto com
um grande cilindro extremamente brilhante, conferindo esta mesma propriedade ao papel.
Autocopiativos
São aqueles nos quais em vez de pigmentos e ligantes, se aplicam microcápsulas contendo
corantes no seu interior que irão conferir ao papel a propriedade de poder colorir outros papéis que entrem em contacto com
as microcápsulas.
Térmicos
Papéis
revestidos com pigmentos sensíveis ao calor, que conferem ao papel a propriedade de poderem imprimir-se em contacto com uma
fonte de calor.
Tipos de papel em função das matérias-primas
Outra possibilidade de classificação dos papéis pode ser feita em função das matérias-primas
utilizadas na sua fabricação, que podem ser:
Fibras Virgens
Obtém-se directamente da madeira, tratando-a com processos químicos.
Fibras Recuperadas
Obtém-se a partir de papéis que foram utilizados anteriormente para algum outro uso.
Outras fibras vegetais
São papéis nos quais se utilizam outros tipos de fibras não madeireiras, como sejam
o linho, algodão ou canhamo.
Papéis sintéticos
São aqueles "papéis" criados a partir de fibras sintéticas ou processos de tratamento
químico industrial. O seu uso poderá justificar-se quando se pretendem aproveitar algumas características técnicas que não
se podem obter através do papel clássico.
http://www.torraspapel.pt/TPP/SobreOPapel/TiposDePapel/default.htm 07/08/2007
O antepassado do papel é o papiro. Feito no antigo Egito de longas folhas da planta do mesmo nome constituía grandes
rolos, onde os egípcios escreviam, desenhavam e pintavam.
O
papel foi inventado pelos chineses, e era feito a partir de uma pasta de trapos triturados de plantas, como o arroz, o bambu
e a amoreira. O papel como o conhecemos hoje, feito da celulose das árvores, foi inventado apenas no século 19.
O papel foi inventado pelos
chineses por volta do ano 100 d.C. Dali, espalhou-se pelo Oriente. Até o século 13,
a Europa importava o papel que precisava para escrever. (Ele ainda não era usado para fins higiênicos).