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Em
maio de 2005 a revista Veja publica detalhes
de uma gravação que denuncia o
ex-diretor dos Correios, Maurício Marinho,
negociando a quantia de R$ 3 mil para o PTB
com empresas interessadas em participar de uma
licitação do governo. |
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Em
junho de 2005, o então deputado Roberto
Jefferson acusa líderes e dirigentes
do PL e PP de receberem mesadas para que votos
fossem destinados a favor dos assuntos de interesse
da base governista do PT. Devido ao nível
da denúncia sobre o escândalo no
governo do presidente Luis Inácio Lula
da Silva, a CPI dos Correios é criada
pela Câmara, que posteriormente gerou
a CPI do Mensalão. O julgamento terminou
em dezembro de 2006, mas dos 19 acusados, 12
haviam sido absolvidos. O presidente do PTB,
Roberto Jefferson, irá responder processo
por lavagem de dinheiro e corrupção
passiva por receber através do partido
a quantia de R$5,3 milhões. |
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O
Procurador-Geral da República, Fernando
de Souza, classificou o esquema do mensalão
como uma ‘sofisticada organização
criminosa’ e denuncia 40 pessoas pelos
mais diversos crimes de corrupção,
em março de 2006. Segundo o PGR, a organização
era dividida em três setores de atuação,
o primeiro, considerado o principal núcleo
da quadrilha: |
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Conforme
a Procuradoria, o objetivo da quadrilha –
composto pelos nomes fortes e de confiança
do governo Lula – era garantir a continuidade
do projeto de poder do PT. A base era formada
por José Dirceu, Delúbio Soares,
Sílvio Pereira e José Genoino. |
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O
nome mais evidente é do publicitário
Marcos Valério – acusado de ser
o distribuidor do dinheiro do caixa 2 do PT
-, além de mais cinco nomes: Rogério
Tolentino, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach,
Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Segundo a PGR,
o objetivo era receber vantagens indevidas do
governo federal. |
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As
atenções agora se voltam para o
prazo dos julgamentos dos réus pelo STF.
Nesta terça-feira (28), o Supremo anunciou
medidas que podem acelerar as ações
e o caso do mensalão ser encerrado antes
das eleições de 2010. Umas das primeiras
ações será a autorização
para que juízes federais nos estados possam
tomar depoimentos dos réus e testemunhas,
independentemente de eventuais apreciações
de recursos. Mais de 300 pessoas podem ser ouvidas
no caso. José Dirceu, ex-ministro da Casa
Civil e homem de confiança do primeiro
mandado de Lula, é considerado o principal
réu da ação penal e na opinião
do ministro-relator do caso no Supremo, Joaquim
Barbosa, como “o comandante supremo da trama”.
Dirceu vai responder por formação
de quadrilha e corrupção ativa.
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Buscando
também obter vantagens ilícitas,
o procurador aponta entre os envolvidos quatro
dirigentes do Banco Rural, que devem ser os
primeiros réus do processo. Os banqueiros
são acusados de fornecer empréstimos
‘fictícios’ para o empresário
Marcos Valério. Entre os réus
está a dona do banco, Kátia Rabello
– acusada de crime de gestão fraudulenta,
além do vice-presidente José Roberto
Salgado, o diretor Vinícius Samarane
e a ex-vice-presidente Ayanna Tenório.
No total, o banco emprestou sem garantias R$
29 milhões para empresas de Marcos Valério,
que repassavam os valores a parlamentares e
credores de partidos aliados. Os repasses seriam
recuperados pelo Banco Rural com a injeção
de dinheiro do Banco Central. |
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Cinco
deputados federais estão envolvidos
– José Genoino, João
Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry Neto
(PP-MT), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e
Paulo Rocha (PT-PA). |
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O
último réu analisado no
julgamento pelo Supremo, foi o publicitário
Duda Mendonça que vai responder
processo por crime de lavagem de dinheiro
e evasão de divisas. O publicitário
e a sócia dele, Zilmar Fernandes,
segundo a denúncia, recebeu R$10
milhões no esquema em uma conta
no exterior. |
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Confira
quais processos já foram abertos
e a versão apresentada por seus
advogados. |
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133
de 513 deputados federais demonstram interesse
em concorrer às eleições
municipais em 2008. Isto representa que
25% dos parlamentares podem, se eleitos
forem, não cumprirem na totalidade
o mandado para o qual foram eleitos em
2006. Qual a sua opinião? Clique
aqui e faça seu comentário. |
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