Curitiba, 29 de agosto de 2007
 
     
 
 

Em maio de 2005 a revista Veja publica detalhes de uma gravação que denuncia o ex-diretor dos Correios, Maurício Marinho, negociando a quantia de R$ 3 mil para o PTB com empresas interessadas em participar de uma licitação do governo.

 

 
 

Em junho de 2005, o então deputado Roberto Jefferson acusa líderes e dirigentes do PL e PP de receberem mesadas para que votos fossem destinados a favor dos assuntos de interesse da base governista do PT. Devido ao nível da denúncia sobre o escândalo no governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva, a CPI dos Correios é criada pela Câmara, que posteriormente gerou a CPI do Mensalão. O julgamento terminou em dezembro de 2006, mas dos 19 acusados, 12 haviam sido absolvidos. O presidente do PTB, Roberto Jefferson, irá responder processo por lavagem de dinheiro e corrupção passiva por receber através do partido a quantia de R$5,3 milhões.

 
 

O Procurador-Geral da República, Fernando de Souza, classificou o esquema do mensalão como uma ‘sofisticada organização criminosa’ e denuncia 40 pessoas pelos mais diversos crimes de corrupção, em março de 2006. Segundo o PGR, a organização era dividida em três setores de atuação, o primeiro, considerado o principal núcleo da quadrilha:

 
 

Conforme a Procuradoria, o objetivo da quadrilha – composto pelos nomes fortes e de confiança do governo Lula – era garantir a continuidade do projeto de poder do PT. A base era formada por José Dirceu, Delúbio Soares, Sílvio Pereira e José Genoino.

 
 

O nome mais evidente é do publicitário Marcos Valério – acusado de ser o distribuidor do dinheiro do caixa 2 do PT -, além de mais cinco nomes: Rogério Tolentino, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach, Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Segundo a PGR, o objetivo era receber vantagens indevidas do governo federal.

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) acatou a denúncia feita pela Procuradoria Geral da República contra 40 acusados de envolvimento no esquema do mensalão. A decisão despertou ânimos nos bastidores e na mídia nacional, por, independemente do julgamento do caso, ter transformado em réus políticos como o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Há um sentimento de esperança no fundo no túnel de inibição à corrupção no país. Os envolvidos irão responder processos na Justiça por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, entre outros crimes. Entre os nomes do núcleo petista estão os deputados João Paulo Cunha e José Genoino, e o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares. O ex-deputado Roberto Jefferson, pivô da denúncia de compra de votos feita em 2005, vai responder em duas ações penais por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 
 
 
   
  As atenções agora se voltam para o prazo dos julgamentos dos réus pelo STF. Nesta terça-feira (28), o Supremo anunciou medidas que podem acelerar as ações e o caso do mensalão ser encerrado antes das eleições de 2010. Umas das primeiras ações será a autorização para que juízes federais nos estados possam tomar depoimentos dos réus e testemunhas, independentemente de eventuais apreciações de recursos. Mais de 300 pessoas podem ser ouvidas no caso. José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil e homem de confiança do primeiro mandado de Lula, é considerado o principal réu da ação penal e na opinião do ministro-relator do caso no Supremo, Joaquim Barbosa, como “o comandante supremo da trama”. Dirceu vai responder por formação de quadrilha e corrupção ativa.  
 

Buscando também obter vantagens ilícitas, o procurador aponta entre os envolvidos quatro dirigentes do Banco Rural, que devem ser os primeiros réus do processo. Os banqueiros são acusados de fornecer empréstimos ‘fictícios’ para o empresário Marcos Valério. Entre os réus está a dona do banco, Kátia Rabello – acusada de crime de gestão fraudulenta, além do vice-presidente José Roberto Salgado, o diretor Vinícius Samarane e a ex-vice-presidente Ayanna Tenório.
No total, o banco emprestou sem garantias R$ 29 milhões para empresas de Marcos Valério, que repassavam os valores a parlamentares e credores de partidos aliados. Os repasses seriam recuperados pelo Banco Rural com a injeção de dinheiro do Banco Central.

 
 

Cinco deputados federais estão envolvidos – José Genoino, João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry Neto (PP-MT), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Paulo Rocha (PT-PA).

 
 

O último réu analisado no julgamento pelo Supremo, foi o publicitário Duda Mendonça que vai responder processo por crime de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O publicitário e a sócia dele, Zilmar Fernandes, segundo a denúncia, recebeu R$10 milhões no esquema em uma conta no exterior.

 
 

Confira quais processos já foram abertos e a versão apresentada por seus advogados.

 
 

133 de 513 deputados federais demonstram interesse em concorrer às eleições municipais em 2008. Isto representa que 25% dos parlamentares podem, se eleitos forem, não cumprirem na totalidade o mandado para o qual foram eleitos em 2006. Qual a sua opinião? Clique aqui e faça seu comentário.


 
 
 
 
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