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Especialistas
que estiveram recentemente em Brasília
para participar do Seminário Brasil-Europa
de Prevenção à Corrupção
evidenciam três itens para que se tenha
mais eficácia no combate da corrupção:
vontade política, educação
da população e transparência.
Na opinião deles, conforme matéria
publicada no portal de notícias da Globo
(G1), um controle maior contra o desvio
de dinheiro público é o primeiro
passo para que mudanças comecem a acontecer.
Porém, ressaltam não ser o único.
Além disso, sugerem a criação
de agências independentes para controlar
os gastos públicos. Eles citam também
a necessidade de mudança nas leis, a
realização de reformas e um acesso
do público às informações
governamentais. |
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Os
paulistanos – que acompanham diretamente
o caos em São Paulo decorrente do acidente
aéreo com o avião da TAM há
uma semana – foram ouvidos pela Data Folha
na última sexta-feira (20). Um quarto
dos entrevistados defende o fechamento total
do aeroporto de Congonhas (26%). 34% acham que
o aeroporto deve continuar funcionando, porém,
com a diminuição no número
de vôos. 29% acreditam que Congonhas deve
ser fechado até o esclarecimento sobre
as causas do acidente. |
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A
responsabilidade para a crise do setor aéreo
dividiu opiniões: 71% apontam para a
Infraero (estatal que administra os aeroportos);
59% responsabilizam o governo federal; 52% as
companhias aéreas e 49%, a Aeronáutica.
Os controladores de vôos foram apontados
também como um dos principais responsáveis
para 42%. O desempenho do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) é considerado ruim
ou péssimo para 43% dos entrevistados.
Para 36%, regular e apenas 19% consideram ótimo
ou bom. |
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Apenas
32% do orçamento previsto para este ano
foram aplicados pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura
Aeroportuária (Infraero). O site Contas
Abertas divulgou que R$ 320 milhões
foram investidos de janeiro até junho
– de R$1 bilhão destinado para
o ano todo. O valor divulgado pelo Ministério
do Planejamento também inclui obras na
pista principal do Aeroporto de Congonhas –
palco do maior acidente da história da
aviação brasileira. |
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O tema
corrupção está permanentemente
inserido no debate nacional. As freqüentes
crises políticas amplificam a sensação
de que os desvios de conduta permeiam o meio
político do país. Um recente trabalho
divulgado pelo Banco Mundial (Bird) mostra que
piorou o controle da corrupção
no Brasil nos últimos 10 anos. O País,
que tinha um índice de quase 60 pontos,
caiu para 47,1 em 2006.
Para falar sobre o assunto, a Rede de Participação
Política do Empresariado e a Unindus
recebem em Curitiba, nesta quarta-feira (25/07),
o professor e sociólogo José Pastore.
"Estamos no meio da mais grave crise da
história da corrupção no
Brasil, que pode condenar gerações,
não só pelos rombos econômicos,
mas, sobretudo, pela destruição
da ética de conduta da nossa juventude",
escreveu o professor. Para ele, a corrupção
não tem cura, porém, deve ser
combatida diariamente.
A palestra acontece às 19h30, no auditório
do Cietep (Av. das Torres, 1.431). Para confirmar
presença e maiores informações
pelo telefone (41)3271-7500.
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Depois
de dez meses de crise aérea, Waldir Pires
(PT) deixa o Ministério da Defesa nesta
quarta-feira (25). O ex-presidente do Supremo
Tribunal Federal, Nelson Jobim (PMDB), aceitou
o convite do presidente Lula para assumir o
cargo. Mudanças também devem ocorrer
na Infraero e na Agência Nacional de Aviação
Civil (Anac).
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Parlamentares
que fazem parte das CPIs do apagão aéreo
na Câmara e no Senado pretendem aumentar
a pressão contra a diretoria da Anac.
O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) deve entrar
com pedido no Ministério da Defesa, ainda
nesta quarta, para que um processo disciplinar
contra os diretores da agência seja aberto.
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Devem
prestar depoimentos na CPI do Apagão
na Câmara nesta quarta-feira o presidente
da Anac – Milton Zuanazzi e o vice-presidente
da TAM – Rui Amaro. |
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Os
técnicos do Conselho de Ética
constataram em Alagoas que as empresas
com as quais o presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), disse ter comercializado
gado, não existem. Os relatores
da representação contra
Renan devem pedir a quebra de sigilo das
empresas. O senador é acusado de
ter as despesas pessoais pagas por um
lobista da empreiteira Mendes Junior.
Para comprovar os rendimentos de R$1,9
milhão, o presidente da Casa apresentou
comprovantes de venda de gado. |
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Zuleido
Soares Veras, dono da construtora Gautama,
acusado pela PF de ser o chefe da máfia
que fraudava licitações
em obras públicas, está
tentando recuperar contratos com o poder
público. Recentemente ele enviou
correspondência a deputados e vereadores.
A iniciativa foi frustrada. Nesta terça-feira
(24), a Controladoria-Geral da União
(CGU) decretou, em decisão publicada
no Diário Oficial, a proibição
da construtora de fechar novos contratos
com o governo federal. O esquema liderado
pela Gautama teria desviado de R$ 170
milhões dos cofres públicos.
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