Curitiba, 25 de julho de 2007
 
     
 
 

Especialistas que estiveram recentemente em Brasília para participar do Seminário Brasil-Europa de Prevenção à Corrupção evidenciam três itens para que se tenha mais eficácia no combate da corrupção: vontade política, educação da população e transparência. Na opinião deles, conforme matéria publicada no portal de notícias da Globo (G1), um controle maior contra o desvio de dinheiro público é o primeiro passo para que mudanças comecem a acontecer. Porém, ressaltam não ser o único. Além disso, sugerem a criação de agências independentes para controlar os gastos públicos. Eles citam também a necessidade de mudança nas leis, a realização de reformas e um acesso do público às informações governamentais.

 

 
 

Os paulistanos – que acompanham diretamente o caos em São Paulo decorrente do acidente aéreo com o avião da TAM há uma semana – foram ouvidos pela Data Folha na última sexta-feira (20). Um quarto dos entrevistados defende o fechamento total do aeroporto de Congonhas (26%). 34% acham que o aeroporto deve continuar funcionando, porém, com a diminuição no número de vôos. 29% acreditam que Congonhas deve ser fechado até o esclarecimento sobre as causas do acidente.

 
 

A responsabilidade para a crise do setor aéreo dividiu opiniões: 71% apontam para a Infraero (estatal que administra os aeroportos); 59% responsabilizam o governo federal; 52% as companhias aéreas e 49%, a Aeronáutica. Os controladores de vôos foram apontados também como um dos principais responsáveis para 42%. O desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é considerado ruim ou péssimo para 43% dos entrevistados. Para 36%, regular e apenas 19% consideram ótimo ou bom.

 
 

Apenas 32% do orçamento previsto para este ano foram aplicados pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). O site Contas Abertas divulgou que R$ 320 milhões foram investidos de janeiro até junho – de R$1 bilhão destinado para o ano todo. O valor divulgado pelo Ministério do Planejamento também inclui obras na pista principal do Aeroporto de Congonhas – palco do maior acidente da história da aviação brasileira.

 

O tema corrupção está permanentemente inserido no debate nacional. As freqüentes crises políticas amplificam a sensação de que os desvios de conduta permeiam o meio político do país. Um recente trabalho divulgado pelo Banco Mundial (Bird) mostra que piorou o controle da corrupção no Brasil nos últimos 10 anos. O País, que tinha um índice de quase 60 pontos, caiu para 47,1 em 2006.
Para falar sobre o assunto, a Rede de Participação Política do Empresariado e a Unindus recebem em Curitiba, nesta quarta-feira (25/07), o professor e sociólogo José Pastore. "Estamos no meio da mais grave crise da história da corrupção no Brasil, que pode condenar gerações, não só pelos rombos econômicos, mas, sobretudo, pela destruição da ética de conduta da nossa juventude", escreveu o professor. Para ele, a corrupção não tem cura, porém, deve ser combatida diariamente.
A palestra acontece às 19h30, no auditório do Cietep (Av. das Torres, 1.431). Para confirmar presença e maiores informações pelo telefone (41)3271-7500.

 
 
 
 
 
   
  A campanha ‘Mais Brasil Menos Impostos’ contra a manutenção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), articuladas pelos presidentes das Federações das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures, e de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, está recebendo um grande número de adesões ao abaixo assinado. Desde a última quarta-feira (18) quando a Rede Empresarial aderiu ao movimento, o número passou de 150 mil para mais de 210 mil assinaturas. O objetivo é encaminhar em breve o documento às autoridades competentes pedindo o fim do tributo ou a substituição por uma contribuição alternativa.  
   
   
   
 

O desempenho do presidente Lula na crise aérea foi reprovado por 43% dos pesquisados pela Data folha, publicada pela Folha de S.Paulo (22). A Infraero foi considerada a maior responsável pelos problemas no setor (71%). Porém, para 59%, o governo federal também é responsável. Qual a sua opinião? Clique aqui e faça seu comentário.

 
 

Depois de dez meses de crise aérea, Waldir Pires (PT) deixa o Ministério da Defesa nesta quarta-feira (25). O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim (PMDB), aceitou o convite do presidente Lula para assumir o cargo. Mudanças também devem ocorrer na Infraero e na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

 
 

Parlamentares que fazem parte das CPIs do apagão aéreo na Câmara e no Senado pretendem aumentar a pressão contra a diretoria da Anac. O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) deve entrar com pedido no Ministério da Defesa, ainda nesta quarta, para que um processo disciplinar contra os diretores da agência seja aberto.

 
 

Devem prestar depoimentos na CPI do Apagão na Câmara nesta quarta-feira o presidente da Anac – Milton Zuanazzi e o vice-presidente da TAM – Rui Amaro.

 
 

Os técnicos do Conselho de Ética constataram em Alagoas que as empresas com as quais o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ter comercializado gado, não existem. Os relatores da representação contra Renan devem pedir a quebra de sigilo das empresas. O senador é acusado de ter as despesas pessoais pagas por um lobista da empreiteira Mendes Junior. Para comprovar os rendimentos de R$1,9 milhão, o presidente da Casa apresentou comprovantes de venda de gado.

 
 

Zuleido Soares Veras, dono da construtora Gautama, acusado pela PF de ser o chefe da máfia que fraudava licitações em obras públicas, está tentando recuperar contratos com o poder público. Recentemente ele enviou correspondência a deputados e vereadores. A iniciativa foi frustrada. Nesta terça-feira (24), a Controladoria-Geral da União (CGU) decretou, em decisão publicada no Diário Oficial, a proibição da construtora de fechar novos contratos com o governo federal. O esquema liderado pela Gautama teria desviado de R$ 170 milhões dos cofres públicos.

 
 
 
 
Boletim informativo semanal da Rede de Participação Política do Empresariado
Gestão de Comunicação e Marketing: Luiz Henrique Weber. Coordenação de Comunicação Social: Silvio Lohmann.
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