Curitiba, 20 de junho de 2007
 
     
 
 

A Rede de Participação Política do Empresariado promove entre 28 de junho e 1º de julho, em Guaratuba, o curso de Capacitação de Agentes de Desenvolvimento do Projeto Político de Desenvolvimento das Cidades do Paraná. Participam do evento cinco integrantes de comitês de articulação da Rede formados nos 10 núcleos do movimento. Até a manhã desta quarta-feira, quatro grupos há estavam definidos: Curitiba, Guarapuava, Cascavel e Pato Branco.

 

 
 

O curso será ministrado pelo professor e analista político Augusto de Franco. Duas tecnologias inovadoras serão apresentadas como ferramenta de imersão dos agentes no processo de articulação da Rede em cada localidade: Tecnologia de articulação e animação de redes sociais (netweaving) e tecnologia de indução do desenvolvimento local baseada no investimento em capital social.

 
 

Os alunos do curso de formação política de Curitiba, promovido pela Rede de Participação Política do Empresariado, realizaram a primeira reunião dia 13 de junho, dando prosseguimento ao curso Política, Redes Sociais e Democracia. Os encontros, programados para acontecer uma vez ao mês, serão alternados entre reuniões de debate da apostila e filmes sugeridos no material didático. Além de estudar, os alunos estabeleceram metas como, por exemplo, atrair mais participantes para a Rede.

 
 

Na última segunda-feira (18) o grupo de estudos do Norte Pioneiro também se organizou e formalizou encontros regulares para dar seqüência ao curso de formação política da Rede. Uma das primeiras deliberações foi definir os representantes do núcleo no curso de capacitação em Guaratuba.

   
 

O grupo de Paranavaí foi o primeiro a criar o sistema de encontros regulares, uma vez por mês. Na opinião da participante, Maria Esmenia Locchete Varela, é importante conscientizar e promover o desenvolvimento de novos pensamentos na população. Oferecendo uma educação política que, segundo ela, é necessária, onde possam melhor avaliar os impactos dos acontecimentos a ações realizadas na política brasileira nos dias atuais.

 
 

Conforme o tempo passa, novos acontecimentos complicam cada vez mais a vida do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de ter despesas pessoais – no caso, aluguel e pensão para a jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de três anos – pagas com dinheiro pelo lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior. Sem conseguir comprovar sua inocência, o presidente do Senado, antes defendido quase que unanimamente pelos colegas parlamentares, já começa a ser pressionado para que se afaste do cargo. Está prevista ainda para esta quarta-feira (20) a reunião do Conselho de Ética para, a princípio, votar o relatório do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), que sugere o arquivamento do processo. Mas o imbróglio não está tão simples. É que peritos da Polícia Federal, ao analisarem rapidamente documentos que apareceram nos últimos dias, apontaram indícios de várias irregularidades. O novo relator do processo, senador Wellington Salgado (PMDB-MG), aliado de Calheiros, tende a pedir que seja acatado o parecer de seu antecessor (Cafeteira se afastou por problemas de saúde). Ao que tudo indica, porém, a forte pressão popular deverá forçar a um novo adiamento.

 
 
 
  O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) manifestou-se nesta terça-feira (19) contrário à implantação do sistema do voto em lista fechada, proposto dentro do projeto de reforma política. Com o novo sistema, o eleitor não votaria mais no candidato e sim na legenda com lista preordenada pelo partido. Conselheiros da OAB e o relator do projeto na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), debateram a aprovação prévia de uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra o sistema de lista fechada.  
   
   
     
 

Caso o Congresso aprove (primeiro a Câmara, depois o Senado) e o presidente Lula sancione o sistema de lista fechada, a ação poderá ser apresentada ao Supremo Tribunal Federal. Devido à divisão das bancadas sobre o assunto, Caiado pediu o adiamento da votação do projeto de reforma política.

 
   
   
     
 

O projeto de reforma política em tramitação no Congresso prevê financiamento público exclusivo de campanha - o que tornaria o Brasil o único pais no mundo a adotar este sistema. Os defensores da proposta dizem que ela coibirá o financiamento ilegal (caixa 2). Clique aqui e deixe a sua opinião.

 
 
 

Mais de 600 novos cargos de confiança foram autorizados, a partir da criação da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva. O decreto foi publicado após um dia da concessão de aumentos de até 140% nos salários de mais de 21 mil funcionários de confiança do presidente Lula.

 
 

O aumento nos cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) representa gasto anual extra de 23,2 milhões de reais para os cofres públicos. Para este ano, estão previstos 13,5 milhões de reais. Os cargos fazem parte da Medida Provisória 377, cujos salários podem variar de R$1.900 a R$10.400. O impacto desse reajuste calculado pelo governo será de 277 milhões de reais até dezembro deste ano.

 
 

Um estudo realizado pelo Conselho Nacional do Ministério Público constatou que mais de mil pessoas têm supersalários, entre procuradores, promotores e servidores. O levantamento foi realizado com base na folha de pagamento do MP e da União, entre outubro e dezembro de 2006.

 
 

Irregularidades encontradas: em apenas três meses foram gastos pelo poder público R$4 milhões com pagamentos de verbas. Com salários de R$22 mil, as despesas dos Estados chegaram a R$1,9 milhão no último trimestre de 2006. O teto nacional limitado pela Constituição é de R$24.500.

 
 

Na operação Xeque-Mate da Polícia Federal, o Ministério Público Federal denunciou nesta terça-feira (19) 39 pessoas acusadas de participação na máfia dos caça-níqueis. Entre os denunciados está o compadre do presidente Lula, Dario Morelli Filho, acusado por contrabando, quadrilha e falsidade ideológica. Morelli é sócio de Nilton Cezar, apontado como principal líder da organização criminosa. Segundo a Procuradoria, não há elementos que indiquem a participação do irmão de Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá, com a máfia dos caça-níqueis.

 
 
 
 
Boletim informativo semanal da Rede de Participação Política do Empresariado
Gestão de Comunicação e Marketing: Luiz Henrique Weber. Coordenação de Comunicação Social: Silvio Lohmann.
Coordenação operacional da Rede Empresarial:
José Marinho. Diagramação: Flávio A. Ribeiro.