Curitiba, 19 de março de 2008
 
     
 
 

Levantamento da Ong Transparência Brasil revela que em 2008 um deputado estadual custará mais caro para o bolso do contribuinte em relação aos gastos com deputados federais. Os senadores serão os parlamentares mais caros do país, onde cada um irá custar R$34 milhões. O estudo considerou previsões de gastos aprovados para este ano no Senado, Câmara, Assembléias Legislativas e Câmaras municipais de capitais no país. Leia mais

 
 

As CPIs das Ongs e dos Cartões criadas com o objetivo de investigar escândalos no governo federal se arrastam sem resultados e a oposição já ameaça abandoná-las. O principal motivo seria a blindagem a políticos em período eleitoral, evitando a quebra de sigilos dos parlamentares envolvidos nas acusações. Na CPI das Ongs, instalada em outubro de 2007, por exemplo, nenhum requerimento de quebra de sigilo bancário ou telefônico foi aprovado pela comissão.

 
 

Nesta semana, a comissão que investiga o uso irregular dos cartões corporativos no governo federal começou a ouvir ministros e pretende reunir apenas informações técnicas sobre os procedimentos de uso dos cartões. Nesta terça-feira (18), o ex-ministro do Planejamento na era FHC, Paulo Paiva, em depoimento disse que os objetivos dos cartões em sua criação, em 1998, eram apenas para o pagamento de passagens aéreas com desconto, como medida de contenção de gastos. Nesta quarta (19) prestam esclarecimentos os ministros da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, e do Planejamento, Paulo Bernardo.

 
 

Em Alagoas nove deputados estaduais tiveram seus mandatos suspensos pela Justiça do Estado. Eles foram indiciados pela Polícia Federal sob suspeita de participação em um esquema de desvio de dinheiro público. De acordo com as investigações, o esquema pode ter desviado R$280 milhões desde 2001. Mesmo com a decisão de afastá-los, a Justiça manteve o pagamento dos salários de R$ 9.600 mensal dos parlamentares.

 

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (17) o aumento do programa Bolsa Família – que atualmente atende cerca de 11 milhões de famílias e cada beneficiado recebe R$112 mensalmente –, estendendo a jovens com idade entre 16 e 17 anos. Também reajustou o valor para R$ 172. O assunto ganha destaque e provoca polêmica, principalmente porque acontece a sete meses das eleições municipais. Devido ao período eleitoral, ano em que é proibida a criação ou ampliação de qualquer programa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma Medida Provisória (MP) às vésperas do Réveillon de 2007, definindo o benefício extra aos adolescentes, depois do projeto de lei parar no Congresso. Com o crescimento, o programa alcançará 1,7 milhões de potenciais eleitores. A expressão dos números pode ser contraditória pelo fato de que no Brasil o voto é facultativo entre os 16 e 18 anos, mas não pela atração eleitoreira. O secretário de Educação Continuada, Alfabetização de Diversidade do Ministério da Educação, André Lázaro, rebate e diz que a idéia é manter os jovens estudando ou atrair os 18% de adolescentes que estão fora da escola. Conforme reportagem desta terça-feira (18) do jornal Folha de S. Paulo, na época o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, comentou que embora tenha sido editada no ano anterior, a MP pode vir a ser considerada inconstitucional por ter sido sancionada “no apagar das luzes”. A Secretária de Renda da Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social classificou como “aperfeiçoamento” do programa e negou que seja uma “ampliação” do mesmo.

 
   
 
 
   
   
   
 
A coordenação da Rede de Participação Política do Empresariado esteve em Ponta Grossa nesta terça-feira (18) para um encontro com cidadãos interessados em participar do núcleo de articulação da Rede na cidade. Com as novas adesões, o núcleo foi reformulado e ganha força para desenvolver ações. O primeiro encontro efetivo do núcleo já foi agendado para o dia 1º de abril. O núcleo de Ponta Grossa possui a seguinte composição: Cristiane Dresch, Ermar Toniolo, José Livio Burda, José Luís Schamne, Laerte Bittencourt Filho, Lindamir Padilha Gobel, Maria Margarete Lopatiuk, Marisa Otto, Ney da Nóbrega Ribas, Osni Mongruel Junior, Paulo Roberto Veiga, Ricardo Alberto Kossatz, Sabine Cassol, Talita Nossol e Urubatan A. Sena.
 
     
   
     
 

O que você tem a ver com a corrupção? Este é o tema de uma campanha lançada neste domingo (16) que visa promover a educação da população contra a corrupção e criar uma 'cultura de fiscalização'. A iniciativa também pretende reforçar uma maior atuação dos promotores públicos do país. Qual a sua opinião para a campanha alcançar êxito? Clique aqui e faça seu comentário.

 
 

Foi aprovada nesta terça-feira (18), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a proposta de emenda constitucional (PEC) que acaba com o foro privilegiado para todas as autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Uma comissão especial deverá analisar a PEC antes de ir a votação em dois turnos no plenário da Casa. Caso seja aprovada, até mesmo o presidente da República poderá responder na Justiça comum por crimes que venham a ser cometidos.

 
 

O governo começa na próxima semana a negociar com os estados o dispositivo que assegura que não haverá aumento da carga tributária cobrada no novo Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) pela proposta. A negociação inclui um segundo item que regulamenta o Fundo de Equalização das Receitas (FER). As duas regulamentações fazem parte de um conjunto de sete projetos de lei complementar que terão de ser aprovados após a votação da reforma tributária.

 
 

A proposta de reforma tributária encaminhada ao Congresso está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Conforme o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, algumas desonerações tributárias podem ser feitas antes mesmo da aprovação do projeto, como a devolução do PIS e da Cofins pagos na aquisição de máquinas e equipamentos.

 
 

No dia 10 deste mês, o ministro do planejamento Paulo Bernardo esteve em Curitiba a convite da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) para dar mais detalhes sobre a proposta de reforma tributária em que destacou o dispositivo que pode impedir o aumento de impostos. Paulo Bernardo respondeu a perguntas do público e de participantes da Rede de Participação Política do Empresariado. Clique aqui e confira na íntegra.

 
 
 
 
Boletim informativo semanal da Rede de Participação Política do Empresariado
Gestão de Comunicação e Marketing: Luiz Henrique Weber. Coordenação da Rede Empresarial: José Marinho. Diagramação: Flávio A. Ribeiro.