Curitiba, 17 de outubro de 2007
 
     
 
 

Levantamento realizado pelo G1, demonstra que entre mais de 2 mil projetos apresentados nesta legislatura na Câmara, apenas um virou lei – proposição que estabeleceu critérios para distribuição do Fundo Partidário. Parlamentares atribuem ao excesso de Medidas Provisórias de interesse do governo a serem votadas. Pela dificuldade de aprovar projetos de lei no Congresso Nacional, emendas às MPs são elaboradas como forma para aprovar com mais rapidez.

 

 
 

Em resposta à matéria publicada pelo G1, a assessoria da Câmara divulgou nota afirmando que “não é na apresentação de projetos ou na aprovação das leis que o Legislativo realiza a essência de sua prerrogativa de representar a sociedade”. Segundo a nota, um estudo da Consultoria Legislativa “o Congresso brasileiro é um dos mais produtivos do mundo”. Confira nota da Secretaria de Comunicação Social da Câmara dos Deputados na íntegra. Clique aqui

 
 

74 dos 81 senadores entrevistados pela Folha de S.Paulo, 44 disseram votar contra a prorrogação da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF). No entanto, 24 parlamentares afirmam que a posição pode mudar desde que haja alterações na proposta como a redução da alíquota, mais arrecadação para saúde e educação e um maior repasse para estados e municípios. Para aprovar a emenda constitucional, são necessários 49 votos – em cada turno. Com o texto sem alterações, 25 senadores votam a favor da prorrogação da cobrança – entre eles nove do PT e dez do PMDB.

 
 

Com interesse em aprovar a PEC que prorroga a CPMF na Câmara, em dois meses de tramitação na Casa o governo distribuiu quase R$1 bilhão em verbas. Parlamentares da base aliada do governo foram os mais beneficiados – PMDB recebeu mais de R$ 36 milhões e PT obteve R$ mais de 34 mi. Já o PSDB foi beneficiado com R$ 23,58 mi e o DEM ficou com quase R$ 19 mi.

 

A regra de fidelidade partidária, estabelecida no início deste mês pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para vereadores, deputados estaduais e federais, agora é válida para senadores, prefeitos, governadores e presidente da República. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (16) que os mandatos de cargos majoritários também pertencem aos partidos e não aos parlamentares. Na consulta sobre o troca-troca partidário ficou estabelecido que políticos estão sujeitos a perda de mandato. Uma data limite para troca de partidos pode ser estabelecida pelo Supremo na próxima semana, quando o TSE irá aprovar os trâmites dos processos por perda de mandato que irão correr na Justiça Eleitoral. No entanto, como no caso dos cargos proporcionais, a determinação tem apenas caráter administrativo e não será aplicada de imediato. Uma pesquisa Sensus, divulgada nesta segunda-feira (15) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), demonstrou que a opinião pública concorda que os mandatos devem ser dos partidos, mas ainda terão que esperar para ver a medida valendo na prática e evitando, por exemplo, manobras para aprovação de propostas como a prorrogação da CPMF.

 
 
 
   
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  Em mais de 2 mil projetos de lei da Câmara, apenas um foi aprovado nesta legislatura (Veja detalhes). Muitos atribuem o fato às inúmeras medidas provisórias de interesse do governo que preenchem as sessões, entre elas o PAC e a CPMF. Qual a sua avaliação sobre esse papel do legislativo?. Qual a sua opinião? Clique aqui e faça seu comentário.
 
 

A relatora da proposta no Senado, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que manifesta sua posição contra a prorrogação da CPMF, afirma que seu parecer não mudará e descarta qualquer acordo com o governo. Na opinião dela, a rejeição deve ser encarada pelos senadores como forma de resgatar a imagem do Senado, decorrente dos escândalos nos últimos meses contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)

 
 

Renan vai responder a um quinto processo. A decisão foi tomada pela Mesa Diretora nesta segunda-feira (15). Renan é acusado de espionar dois parlamentares tucano – Demóstenes Torres e Marconi Perillo.

 
 

A reforma tributária deve ser a próxima matéria a ser analisada até o final deste ano na Câmara, já apontada por líderes do governo como foco principal. Na opinião do economista questionado pelo Congresso em Foco, Nilton Marques, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), voltar as atenções para esta questão será uma tentativa do governo oferecer uma contrapartida para estados e municípios, já que a proposta da CPMF não prevê repartição da receita.

 
 

Autoridades com foro privilegiado agora estão amparadas pelo Supremo Tribunal Federal. O STF proibiu a Polícia Federal de indiciar no tribunal deputados federais, senadores, ministros de estado, presidente da República, entre outros.

 
 

Conforme pesquisa Sensus divulgada nesta segunda-feira (15) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), a disputa presidencial de 2010 está indefinida. Em uma lista de nomes de políticos apresentada revela vantagem para candidatos tucanos, com pequena margem de vantagem para o governador de São Paulo, José Serra – 12.8% da preferência dos entrevistados – sobre Geraldo Alckmin, que obteve 11,6%. O deputado Ciro Gomes (PSB) recebeu 9,4% da preferência.

 
 
 
 
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