Curitiba, 13 de setembro de 2007
 
     
 
 

A Rede de Participação Política do Empresariado foi apresentada na manhã desta quinta-feira (13) às centenas de empresários que participam da convenção da Faciap, em Foz do Iguaçu. O professor e analista político Augusto de Franco falou sobre a importância do envolvimento da sociedade, aproveitando o momento de insatisfação por causa da absolvição de Renan Calheiros. “Isto mostra a necessidade da ação popular”, reforçou. Durante os três dias de duração do evento, a Rede está recebendo visitas e fazendo contatos com lideranças e empresários que passam pela convenção.

 

 
 

Empresários mobilizados contra a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), em audiência pública realizada nesta terça-feira (11), na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, apresentaram argumentos para o fim da Contribuição. Um documento contendo mais de 1 milhão de assinaturas de contribuintes de todo o país foi entregue pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf.

 
 

No Paraná, o presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, articula o movimento Mais Brasil Menos Impostos no estado. Uma mobilização será realizada neste sábado (15) em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Pato Branco contra a CPMF, no intuito de arrecadar mais assinaturas e sensibilizar a sociedade e mais uma tentativa para que os parlamentares avaliem a importância da extinção da carga tributária.

 
 

Uma proposta que pede o fim do nepotismo no Paraná foi apresentada nesta terça-feira (11) pelo deputado estadual Tadeu Veneri (PT) na Assembléia Legislativa do Paraná. O tema já havia sido discutido em 2005 e 2006. A proposta proíbe que parentes de até terceiro grau e sem concurso público sejam contratados, nos poderes Executivo, Judiciário e do Ministério Público. Porém, nesta quarta (12) a tramitação foi paralisada, devido ao deputado Edgar Bueno (PDT) negar ter assinado a proposta. São necessárias 18 assinaturas para o andamento do projeto.

 

Eram necessários 41 votos. Mas somente 35 senadores seguiram o anseio popular e, exatamente 40 (mesmo número dos mensaleiros envolvidos no processo acatado pelo STF), livraram Renan Calheiros (PMDB-AL) da cassação. Nos bastidores, os petistas fizeram a lição de casa e, capitaneados pelos senadores Ideli Salvatti (PT-SC) e Aloízio Mercadante (PT-SP), acompanharam com base governista o sentimento do presidente Lula. Este, aliás, após a tumultuada e policialesca sessão, declarou que foi praticada a democracia. Em nota, o presidente do Senado, acusado de ter tido contas pessoais pagas por um lobista, seguiu pela mesma linha. Disse que a decisão foi “uma vitória da democracia”. A oposição, como não poderia ser diferente, trata a questão como uma afronta à vontade popular que esperava pela cassação. Vai, no entanto, insistir nas outras denúncias contra o senador alagoano. Além do desprestígio, Renan perde força política e seu futuro ainda é incerto. Senadores da oposição ameaçam travar a pauta enquanto ele estiver na presidência da Casa. Uma nova representação, apresentada pelo Psol, deve ser analisada na próxima semana pela Mesa Diretora.

 
 
 
   
  Segundo a Folha Online, Renan Calheiros – que sempre manteve a postura de não renunciar à presidência do Senado – agora não descarta a possibilidade de se licenciar do cargo. Caso a manobra aconteça, o senador Tião Viana (PT-AC) assume temporariamente. Já a renúncia, faz com que o Senado escolha outro parlamentar em cinco dias para substituí-lo.  
   
   
   
 

Voto secreto, sessão fechada... e Renan Calheiros foi absolvido pelos companheiros do Senado. Como cidadão, qual a sua avaliação deste episódio na história do Brasil? Clique aqui e faça seu comentário.

 
 

Um segundo mensalão pode ter ocorrido, mas agora no Distrito Federal (DF), envolvendo a empresa SMP&B e o publicitário Marcos Valério - acusado de ser o distribuidor do dinheiro do caixa 2 no mensalão envolvendo parlamentares do PT. Uma auditoria realizada na Câmara Legislativa do DF levanta suspeitas de fraude que pode ter acarretado em grandes prejuízos aos cofres públicos.

 
 

Um levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) aponta que partidos de oposição como DEM, PSDB e PSOL votaram em mais da metade dos projetos em discussão a favor da base governista. No primeiro semestre deste ano, a pesquisa mostra que os parlamentares foram favoráveis em mais de 58% das vezes para as propostas no Senado. Já na Câmara, apenas 4 dos 20 partidos foram contra a orientação governista.

 
 

A exemplo do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, onde o partido do presidente ganhou mais de 200 mil filiados, o PT no início deste segundo mandato de Lula cresceu mais 2%. No entanto, PMDB e DEM registram, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), queda nas filiações. O PMDB, partido que lidera o ranking com mais de 2 milhões de filiados, obteve queda de 1,09%. Em outubro de 2002 eram 2,217 milhões. Já neste ano o número caiu em 202 mil a menos. O DEM, que detinha mais de 1 milhão em 2002, agora em agosto possui 985 mil filiados.

 
 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou nesta quarta-feira (12) que 6,8 milhões de eleitores terão de comparecer ao cartório eleitoral até o final deste ano a fim de que regularizem sua situação eleitoral. Os títulos que não forem revisados serão cancelados. Um levantamento feito pelo TSE aponta que em 108 municípios brasileiros, o número de eleitores é maior do que a população. Segundo a pesquisa, a cidade de Campos Verdes (GO) tem o maior índice de eleitores sobre a população que chega a 314,53% a mais, ou seja, 1.707 habitantes para 5.369 eleitores.

 
 
 
 
Boletim informativo semanal da Rede de Participação Política do Empresariado
Gestão de Comunicação e Marketing: Luiz Henrique Weber. Coordenação de Comunicação Social: Silvio Lohmann.
Coordenação operacional da Rede Empresarial:
José Marinho. Diagramação: Flávio A. Ribeiro.