Curitiba, 07 de fevereiro de 2007
 
     
 
 

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que vai propor aos líderes partidários que escolham as comissões até a próxima quarta-feira (14). "Para tanto, os líderes devem apresentar nesse período os nomes de cada partido para compor as comissões", disse. O deputado afirmou que pretende instalar todas as comissões temáticas da Casa até o dia 16 de fevereiro, antes do carnaval.

 
 
 

Onze comissões caberão ao superbloco governista, seis caberão ao bloco PSDB-PFL-PPS e três ficarão com o bloco formado por PSB, PDT, PC do B e outros partidos menores. Com a divisão sacramentada, os dois blocos maiores deverão se dissolver em pouco tempo.

 
 
 

O interesse nas comissões se explica por vários motivos: a projeção do presidente, a prerrogativa de convidar e até convocar ministros, a análise dos projetos apresentados no Legislativo e o direito de contratar funcionários comissionados.

 
 

Os partidos da base aliada devem ocupar as melhores posições. Pelos acertos iniciais, caberá ao PMDB a comissão mais cobiçada, a Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), por onde passam todos os projetos de lei, independente do tema.

 
 

O PT será o segundo partido a escolher uma comissão e deverá optar pela de Finanças e Tributação, para a qual é cotado o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.

 
 

O PSDB, beneficiado na eleição da Mesa Diretora por uma negociação com o PT que deu aos tucanos a primeira vice-presidência, tinha firmado inicialmente um acordo para ficar com a terceira escolha de comissão. No entanto, como os planos mudaram durante a campanha para a presidência da Câmara, com o lançamento de um candidato tucano, Gustavo Fruet (PR), o cumprimento desta parte do compromisso terá de ser renegociado.

 
 

Na divisão entre os partidos, o PFL saiu perdendo. Terá duas comissões de menor destaque, porque ficou para trás na ordem das escolhas.

 
 
     

A Rede de Participação Política do Empresariado inicia nesta terça-feira (13) uma série de encontros regionais no Paraná para apresentar o planejamento de suas ações para o biênio 2007-2008. Entre as iniciativas está o lançamento de um projeto para o desenvolvimento das regiões baseado na participação democrática da sociedade. Serão nove eventos, para os quais estão sendo convidados empresários, representantes dos poderes legislativo, executivo e judiciário, estudantes, lideranças e todos os interessados – principalmente os eleitos em 2006, com o intuito de aproximar a sociedade, governo e legisladores, visando estimular a prática de uma política fundamentada na democracia. O primeiro encontro será em Curitiba no dia 13 de fevereiro, encampando a região metropolitana e litoral do Estado. De acordo com o planejamento da Rede, será dado destaque à formação de base de desenvolvimento regional com a participação democrática da sociedade. “Neste sentido, o intuito do projeto é ensaiar, de baixo para cima, elementos de uma nova institucionalidade com vistas à conformação de uma verdadeira comunidade política inclusiva”, salienta o cientista político Augusto de Franco, estudioso do sistema de redes e que participará de todos os encontros promovidos pelo movimento no Paraná.

 
   
   
 
 
 
     

Paralelamente aos eventos abertos a toda a sociedade, a Rede promoverá também nas localidades onde existem núcleos do movimento o curso Política, Redes Sociais e Democracia. Com carga horária de 16 horas, será ministrado pelo cientista político Augusto de Franco e as vagas são limitadas. A intenção é aprofundar conhecimentos sobre a política e capacitar agentes que possam atuar como articuladores do movimento.

 
   
   
 
     
 

Encontros com o mesmo formato (evento público e curso de formação política) serão realizados nas regiões de Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Cascavel, Pato Branco, Guarapuava, Campo Mourão e Paranavaí. Confira aqui a programação completa. Participe!

 
   
   
 
   
 

Muitos parlamentares não-reeleitos continuam no meio político ocupando cargos no Executivo. Alguns eleitos optam por aceitar funções no governo, deixando a vaga para suplentes. Qual sua opinião sobre estas práticas? Não deixe de dar sua opinião entrando no site www.redeempresarial.org.br

 
   

Nenhum dos governadores que assumiram os cargos em janeiro deverá ter dificuldades para aprovar projetos no Legislativo. Em todos os estados, o presidente eleito da Assembléia Legislativa (ou da Câmara Distrital, no caso do Distrito Federal) é um aliado do governador.

 
 
 
   

Na maioria dos estados, a posse aconteceu em 1º de fevereiro. O único estado em que, até agora, os novos deputados ainda não assumiram é São Paulo, o que deverá acontecer somente em 15 de março. Mas o governador José Serra (PSDB) não deverá ter problemas - a tendência é que o presidente da assembléia seja um tucano. O mesmo já acontece em seis estados, onde o presidente da assembléia pertence ao mesmo partido do governador: Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Tocantins (PMDB) e na Paraíba (PSDB).

 
 
 
   

Embora tenha cinco governadores, o PT não fez nenhum presidente de assembléia pelo país. No entanto, o partido tem à frente do Legislativo um deputado aliado nos cinco estados em que governa (Acre, Pará, Piauí, Bahia e Sergipe).

 
 
 
   

Apenas um em cada três deputados compareceu na primeira sessão ordinária da nova legislatura da Câmara Federal. O painel do plenário da Casa indicou a presença de 142 (27,6%) dos 513 deputados empossados na última quinta-feira (1º).

 
 
 
   

A ausência em sessões não-deliberativas não afeta o salário do parlamentar. Dos R$ 12,8 mil recebidos pelos deputados, R$ 8.029,5 variam de acordo com o comparecimento às sessões nas quais há votação. A regra foi criada por meio do Decreto Legislativo nº7/1995. O decreto, no entanto, permite o abono das faltas nas sessões deliberativas por meio de dois expedientes: a licença médica e a chamada missão oficial autorizada.

 
 
 
   

Atualmente, a única maneira segura de saber o desempenho de um deputado estadual do Paraná é procurá-lo pessoalmente. Além disso, não há dados sobre controle de faltas, gastos, número de funcionários, resultados de votações e posicionamento quanto a projetos ou leis. As informações resultaram de uma pesquisa feita pela Gazeta do Povo durante a semana do dia 29/01 ao dia 02/02 com todos os parlamentares que compõem a nova legislatura.

 
 
 
 
Boletim informativo semanal da Rede de Participação Política do Empresariado
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José Marinho. Diagramação: Flávio A. Ribeiro.