Curitiba, 17 de janeiro de 2006
 
     
 
 
   

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu se afastar das siglas que se envolveram no seu primeiro mandato com escândalos. A medida atinge PL e PTB. Os dois partidos não serão convidados a integrar o conselho político --que será formado pelos presidentes dos partidos aliados para discutir com Lula políticas de governo.

 

 
 
 

O presidente já informou ao PTB que não poderá dialogar institucionalmente com o partido enquanto ele for dirigido pelo ex-deputado Roberto Jefferson (RJ), autor das denúncias sobre o mensalão. O mesmo vale para o PL, comandado por Valdemar Costa Neto (SP), que renunciou ao mandato para evitar a cassação por ter admitido que recebeu do PT dinheiro de caixa dois para o seu partido. PTB e PL também se envolveram no escândalo dos sanguessugas.

 
 
 

Marco Aurélio Garcia, presidente interino do PT, disse que o presidente deve convidar para o conselho os dirigentes do PT, PMDB, P C do B, PRB e PSB.

 
   
 

Integrantes de cinco partidos – PcdoB, PV, Psol, PSB e PRB – realizaram na manhã desta quarta (29), em Brasília, ato público em prol de uma reforma política “democrática e pluripartidária. A intenção foi mostrar que a reforma política tem uma importância mais ampla e de longo prazo ao ditar a vida político-administrativa do País para as próximas décadas. "Podemos acabar com a corrupção originária do processo eleitoral de uma vez, por meio de uma reforma político-eleitoral radical que inclua medidas como o financiamento público exclusivo, a lista fechada e a fiscalização rigorosa pela Justiça", diz o líder do PV, deputado Jovino Cândido (SP).

 
   
 

Mas o foco principal do ato foi protestar contra a cláusula de barreira, que poderá reduzir direitos dos parlamentares. A cláusula é uma exigência da Lei 9096/95 para que os partidos tenham direito ao funcionamento parlamentar, a recursos do Fundo Partidário e ao horário gratuito na televisão. Segundo a 1ª vice-líder do Psol, deputada Luciana Genro (RS), a cláusula de barreira é inconstitucional, "pois cria a categoria dos sub-deputados, sem os direitos previstos para os outros representantes".

 
 
     

A Rede Empresarial apresenta mais um grupo de parlamentares paranaenses eleitos em 2006. Durante quatro edições de janeiro, será publicado neste informativo um breve perfil dos 54 que ocuparão cadeiras na Assembléia Legislativa e dos 30 representantes do Estado na Câmara Federal. O propósito é permitir o primeiro contato com a formação política do Poder Legislativo – que será o centro do trabalho a ser desenvolvido a partir da implantação na Rede do Sistema de Avaliação e Monitoramento dos Eleitos.
Confira, passando o mouse sobre a foto!

 
   
 

DEPUTADOS FEDERAIS

 
 
 

DEPUTADOS ESTADUAIS

 
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
 
     
   
     
 
     
 

O Conselho de Ética do Senado absolveu nesta terça-feira (28) os três senadores acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas: Ney Suassuna (PMDB-PB), Serys Slhessarenko (PT-MT) e Magno Malta (PL-ES). Os processos contra eles serão arquivados no próprio conselho. Suassuna foi acusado por condescendência criminosa pelo suposto envolvimento de seu ex-assessor Marcelo de Carvalho com a máfia dos sanguessugas. O assessor teria recebido R$ 225 mil em propina dos Vedoin. Serys teve seu nome envolvido por Vedoin, que acusou o genro dela, Paulo Roberto Ribeiro, de ter recebido R$ 35 mil como suposta propina que teria sido repassada à senadora.
Já Malta foi acusado pela família Vedoin de ter recebido uma van Fiat Ducato como parte do pagamento de propina pela apresentação e liberação de uma emenda parlamentar para aquisição de ambulâncias.

 
     
     
   
     
 

A Folha de S. Paulo, em editorial de 27 de novembro, diz que "está em marcha na política nacional um movimento multifacetado para apagar da memória a série de escândalos recentes que se abateu sobre o Executivo e o Legislativo federais". Qual a sua opinião? Não deixe de dar sua opinião entrando na página www.redeempresarial.org.br.

 
 
 
 

A repercussão negativa das propostas de aumentar os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e criar um jetom para os integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) levou ao cancelamento da reunião marcada para esta terça (28) da presidente do Supremo, ministra Ellen Gracie, com o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB/SP), e líderes partidários.
Os dois projetos e o que cria cargos também para o STF foram retirados nesta segunda (27) da pauta da Câmara prevista para esta semana.

 
 
 

O projeto que prevê o pagamento de jetons aos membros do CNJ e aos juízes auxiliares beneficia diretamente a ministra. Pela proposta, Ellen Gracie e os 14 integrantes do CNJ terão um aumento em mais de R$ 5 mil em seus salários.
Caso o jetom seja criado, os conselheiros vão receber acima do teto salarial. O salário de Ellen Gracie poderá subir dos atuais R$ 24,5 mil para R$ 30,3 mil e os salários dos outros 14 integrantes do CNJ deverão passar de R$ 23,2 mil para R$ 28,8 mil. O outro projeto aumenta o salário dos ministros do Supremo dos atuais R$ 24,5 mil para R$ 25,7 mil e provoca aumento salarial em cascata para todo o Judiciário e, caso seja aprovado, provocará um impacto anual de cerca de R$ 100 milhões com os reajustes dos magistrados.

 
 
 

Cerca de 2 mil desembargadores, funcionários graduados da ativa e aposentados e pensionistas dos 26 tribunais estaduais e do Distrito Federal recebem salário acima do teto legal do funcionalismo público, fixado em R$ 24,5 mil. O levantamento aponta também a existência de supersalários em outros segmentos públicos. O maior identificado até agora é pago pelo Executivo federal: um professor aposentado da Universidade Federal do Ceará (UFC) recebeu em abril deste ano R$ 38.275,44. Isto representa quase 109 salários mínimos. Ou seja, um trabalhador contratado com este piso salarial precisaria trabalhar nove anos e alguns meses, sem recolhimento de impostos e sem qualquer retirada, para conseguir o atingir o valor pago ao aposentado. No mesmo período e nas mesmas condições, o valor recebido pelo professor ultrapassaria R$ 4,1 milhões.

 
 
 
 
Boletim informativo semanal da Rede de Participação Política do Empresariado
Coordenação Geral: Luiz Henrique Weber. Coordenador Adjunto : José Marinho. Diagramação: Flávio A. Ribeiro.