Curitiba, 10 de janeiro de 2007
 
     
 
 
   

Nove dias depois da posse do presidente Lula, o fato mais marcante do seu segundo governo foi, justamente, a cerimônia de posse. As promessas de que começaria o segundo mandato três dias depois do segundo turno da eleição, em 29 de outubro, não foram cumpridas. Como também não o foram os anúncios de que se reuniria com a oposição e os governadores eleitos da base aliada para tratar de um acordo que viabilizaria a aprovação da reforma política. O presidente também não deu início, ainda, à montagem do ministério que vai acompanhá-lo no segundo governo. Informou apenas que deverá ser técnico.

 

 
 
 

Lula também não conseguiu divulgar aquilo que pretende ser a grande novidade do segundo mandato, o pacote destinado a destravar a economia e fazer o País crescer. Pelo contrário. Adiou sucessivamente o anúncio. Sabe-se que o plano deverá prever a desoneração de impostos equivalente a R$ 9,5 bilhões e apresentar medidas para a melhoria da infra-estrutura.

 
 
 

“Se no primeiro mandato começamos a 80 km por hora
e não conhecíamos a pista como o Felipe Massa, no segundo
começaremos a 120” (29/10/2006)

“Pretendo, até dezembro, conversar com todas as forças políticas que compõem o Congresso, com todos os segmentos da sociedade” (29/10/2006)

“Vamos dar mais entrevistas, vamos cansar os jornalistas com entrevistas” (29/10/2006)

“O segundo mandato é mais difícil e será mais gostoso. Terei de provar que faço mais do que fiz” (25/11/2006)

"Precisamos destravar a economia. É condição sine qua non para dar o passo seguinte no desenvolvimento do País” (5/12/2006)

“Os próximos quatro anos serão de muito trabalho. E vamos trabalhar mais, porque já conhecemos os caminhos das pedras, sabemos onde é que as coisas emperram” (1/1/2007)

 
 
 

O governo federal desistiu de privatizar sete trechos de estradas federais, num total de 2,6 mil quilômetros, e resolveu administrar sozinho as praças de pedágio que deverão ser instaladas nessas vias, como a Fernão Dias e a Régis Bittencourt. A intenção é criar um pedágio público e investir o dinheiro arrecadado na manutenção e recuperação das próprias rodovias.

 
 
 

A decisão foi anunciada nesta terça-feira (9) pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em reunião com o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), na Granja Cangüiri, na região metropolitana de Curitiba. Os detalhes do novo modelo ainda não foram definidos, mas uma das propostas em estudo é a de constituir uma empresa federal para cobrar o pedágio.

 
 
 

Além da Régis e da Fernão Dias, seriam concedidos trechos da BR-153, em São Paulo; da BR-116, entre Curitiba e a divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul; da BR-393, da divisa de Minas com o Rio até o entroncamento com a Dutra; da BR-101, entre a divisa do Rio com o Espírito Santo e a Ponte Rio-Niterói; e um trecho contínuo das BRs 376, 116 e 101, de Curitiba a Florianópolis.

 
 
 

De acordo com a pesquisa “A Desconfiança dos Cidadãos das Instituições Democráticas”, coordenada pelos cientistas políticos José Álvaro Moisés, da Universidade de São Paulo (USP), e Rachel Meneguello, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a democracia está plenamente consolidada no Brasil, mas as instituições democráticas vistas com extrema desconfiança pelos cidadãos, que não confiam em partidos políticos, Congresso Nacional, governo, Justiça e polícia. E esta desconfiança vem aumentando com o passar do tempo.

 
 
 

- 83% dos entrevistados estão satisfeitos com a democracia brasileira.

- 59% dos entrevistados consideram o desempenho dos deputados e senadores
brasileiros ruim ou péssimo.

- 80% é taxa de reprovação dos partidos políticos entre os entrevistados. Em 1993 esse índice era de 67%.

 
 
 
 
     

Esta edição da inaugura a apresentação de um breve perfil dos eleitos em 2006 para as 54 cadeiras na Assembléia Legislativa do Paraná e para as 30 vagas na Câmara Federal. Durante todo o mês de janeiro, nossos leitores terão a oportunidade de fazer um primeiro contato com os representantes do Estado no poder legislativo para os próximos quatro anos. O objetivo é deflagrar o processo de familiarização com os eleitos, pois estes serão a principal “matéria-prima” das ações da Rede Empresarial, voltadas a estimular o empresariado e a sociedade em geral a participarem continuamente da política. Entre tais ações, a implantação do Sistema de Avaliação e Monitoramento dos eleitos, por meio do qual a Rede fornecerá dados e informações a respeito do comportamento dos políticos, acompanhará a tramitação dos projetos de Lei e, ao mesmo tempo, contribuirá com parlamentares, congressistas e governo, mediante proposituras e diálogos fomentados nas iniciativas do movimento. A apresentação seguirá ordem alfabética e será dividida em quatro informativos. Passe o mouse sobre a foto e confira!

 
   

DEPUTADOS FEDERAIS

 
 
 
 
   
 

DEPUTADOS ESTADUAIS

 
 
 
 
 
 
 
 
   
     
 
     
 

Esta é a logomarca escolhida pelos participantes da Rede Empresarial para representar institucionalmente o movimento. A eleição envolveu os cadastrados à Rede nas últimas semanas e a figura vencedora obteve 65,1% dos votos.

 
     
     
   
     
 

A Rede de Participação Política do Empresariado vai reforçar sua atuação no Paraná, realizando encontros em pelo menos nove cidades-pólos, a partir de fevereiro. Durante os eventos será apresentado o projeto do movimento para o biênio 2007-2008 e propostas ações com o intuito de estimular o desenvolvimento democrático das respectivas regiões.

 
     
     
   
     
 

Paralelamente, também deverá ser realizado nas regiões um curso de formação política, dirigido a interessados em atuar como agentes “animadores” (articuladores) da Rede Empresarial.

 
 
 
 

A disputa pela presidência da Câmara Federal é a bola da vez no cenário político de Brasília neste começo de ano. Muita coisa pode mudar até eleição, dia 1º de fevereiro, mas, por enquanto, a tendência é o embate entre a tentativa de reeleição de Aldo Rebelo (PC do B-SP) e o candidato petista, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

 
 
 

Um grupo insatisfeito com os nomes está tentando lançar uma candidatura alternativa, a chamada terceira via. O reforço maior viria do PMDB, que possui a maior bancada, com 89 deputados eleitos em 2006.

 
 
 

A bancada de deputados do PMDB decidiu apoiar o candidato do PT, Arlindo Chinaglia (SP), à presidência da Câmara. A decisão pode ser um duro golpe na tentativa de reeleição de Aldo Rebelo (PC do B-SP), que sonhava com o apoio do partido para continuar no cargo.

 
 
 

O posicionamento da sigla foi decidido em votação. Dos 90 deputados da bancada, 64 compareceram à reunião e 58 votaram oficialmente. Chinaglia recebeu 40 votos e Aldo, 11. Seis votaram por não apoiar nenhum dos dois e um votou em branco. Outros seis deputados votaram por escrito a favor de Chinaglia durante a reunião, mas esses votos não foram computados porque os parlamentares não estavam presentes à votação oficial.

 
 
 

Mas, por enquanto, não há nada concreto. Em reunião nesta terça-feira (09), a maioria dos peemedebistas presentes optou por apoiar Chinaglia. Durante a reunião, eles avaliaram que o PT tem mais condições de cumprir a promessa de apoiar o PMDB na disputa pela presidência da Câmara em 2009, porque possui a segunda maior bancada. Rebelo fez proposta parecida, mas não tem condições de assegurar vitória porque faz parte de um partido “nanico”.

 
 
 

A expectativa, aliás, é que, com o PMDB posicionado, o PSDB decida quem apoiar na disputa. Ainda em cima do muro, alguns tucanos defendem apoiar Chinaglia pelo respeito à proporcionalidade. É que segundo a regra da Câmara, cabe à maior bancada indicar o presidente. E como o PMDB pode não lançar um nome, o posto ficaria com o PT, segunda maior bancada.

 
 
 

Os governadores dos quatro estados da Região Sudeste lançaram o Gabinete de Gestão Integrada de Segurança do Sudeste com a divulgação de uma carta endereçada ao presidente Lula com uma série de reivindicações. Na mensagem, Sérgio Cabral (Rio de Janeiro), José Serra (São Paulo), Aécio Neves (Minas Gerais) e Paulo Hartung (Espírito Santo) pedem o aumento do efetivo do Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal nos estados para coibir o tráfico de armas e de drogas. Os integrantes do novo órgão vão ser reunir a cada dois meses na capital de um dos estados para analisar os resultados das ações conjuntas, além de traçar novos planos na área.

 
 
 

Os governadores também querem a atuação mais efetiva das Forças Armadas nas fronteiras. Eles solicitaram ainda uma maior integração dos serviços de informações estaduais e federais, com uma participação mais efetiva, além da PF, das Forças Armadas, do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), do Banco Central e da Receita Federal.

 
 
 

A presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é alvo da cobiça de peemedebistas de peso, cujo apoio é considerado fundamental para a coalizão governista. Lula manifestou tendência a resolver a disputa dentro do partido com a nomeação de Delfim Netto. Assim, atenderia ao PMDB com um cargo mais importante do que vários ministérios e passaria a ter o economista a seu lado como uma espécie de conselheiro especial.

 
 
 

Esquenta a campanha para a escolha do novo presidente da Câmara. Aldo Rebelo (PC do B) quer manter-se no cargo, o petista Arlindo Chinaglia entrou na briga e um grupo insatisfeito articula uma terceira via. Você acredita numa mudança capaz de recuperar com facilidade a desgastada imagem do Congresso Nacional? Não deixe de dar sua opinião entrando no site www.redeempresarial.org.br

 
 
 
 
Boletim informativo semanal da Rede de Participação Política do Empresariado
Coordenação Geral: Luiz Henrique Weber. Coordenador Adjunto : José Marinho. Diagramação: Flávio A. Ribeiro.