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Nove
dias depois da posse do presidente Lula, o fato
mais marcante do seu segundo governo foi, justamente,
a cerimônia de posse. As promessas de
que começaria o segundo mandato três
dias depois do segundo turno da eleição,
em 29 de outubro, não foram cumpridas.
Como também não o foram os anúncios
de que se reuniria com a oposição
e os governadores eleitos da base aliada para
tratar de um acordo que viabilizaria a aprovação
da reforma política. O presidente também
não deu início, ainda, à
montagem do ministério que vai acompanhá-lo
no segundo governo. Informou apenas que deverá
ser técnico. |
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Lula
também não conseguiu divulgar
aquilo que pretende ser a grande novidade do
segundo mandato, o pacote destinado a destravar
a economia e fazer o País crescer. Pelo
contrário. Adiou sucessivamente o anúncio.
Sabe-se que o plano deverá prever a desoneração
de impostos equivalente a R$ 9,5 bilhões
e apresentar medidas para a melhoria da infra-estrutura. |
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“Se
no primeiro mandato começamos a 80 km
por hora
e não conhecíamos a pista como
o Felipe Massa, no segundo
começaremos a 120” (29/10/2006)
“Pretendo,
até dezembro, conversar com todas as
forças políticas que compõem
o Congresso, com todos os segmentos da sociedade”
(29/10/2006)
“Vamos
dar mais entrevistas, vamos cansar os jornalistas
com entrevistas” (29/10/2006)
“O
segundo mandato é mais difícil
e será mais gostoso. Terei de provar
que faço mais do que fiz” (25/11/2006)
"Precisamos
destravar a economia. É condição
sine qua non para dar o passo seguinte no desenvolvimento
do País” (5/12/2006)
“Os
próximos quatro anos serão de
muito trabalho. E vamos trabalhar mais, porque
já conhecemos os caminhos das pedras,
sabemos onde é que as coisas emperram”
(1/1/2007) |
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O governo federal desistiu de privatizar sete
trechos de estradas federais, num total de 2,6
mil quilômetros, e resolveu administrar
sozinho as praças de pedágio que
deverão ser instaladas nessas vias, como
a Fernão Dias e a Régis Bittencourt.
A intenção é criar um pedágio
público e investir o dinheiro arrecadado
na manutenção e recuperação
das próprias rodovias. |
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A decisão foi anunciada nesta terça-feira
(9) pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma
Rousseff, em reunião com o governador
do Paraná, Roberto Requião (PMDB),
na Granja Cangüiri, na região metropolitana
de Curitiba. Os detalhes do novo modelo ainda
não foram definidos, mas uma das propostas
em estudo é a de constituir uma empresa
federal para cobrar o pedágio. |
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Além da Régis e da Fernão
Dias, seriam concedidos trechos da BR-153, em
São Paulo; da BR-116, entre Curitiba
e a divisa de Santa Catarina com o Rio Grande
do Sul; da BR-393, da divisa de Minas com o
Rio até o entroncamento com a Dutra;
da BR-101, entre a divisa do Rio com o Espírito
Santo e a Ponte Rio-Niterói; e um trecho
contínuo das BRs 376, 116 e 101, de Curitiba
a Florianópolis. |
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De
acordo com a pesquisa “A Desconfiança
dos Cidadãos das Instituições
Democráticas”, coordenada pelos
cientistas políticos José Álvaro
Moisés, da Universidade de São
Paulo (USP), e Rachel Meneguello, da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp), a democracia
está plenamente consolidada no Brasil,
mas as instituições democráticas
vistas com extrema desconfiança pelos
cidadãos, que não confiam em partidos
políticos, Congresso Nacional, governo,
Justiça e polícia. E esta desconfiança
vem aumentando com o passar do tempo. |
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83% dos entrevistados estão satisfeitos
com a democracia brasileira.
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59% dos entrevistados consideram o desempenho
dos deputados e senadores
brasileiros ruim ou péssimo.
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80% é taxa de reprovação
dos partidos políticos entre os entrevistados.
Em 1993 esse índice era de 67%. |
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Esta
edição da inaugura a apresentação
de um breve perfil dos eleitos em 2006 para
as 54 cadeiras na Assembléia Legislativa
do Paraná e para as 30 vagas na Câmara
Federal. Durante todo o mês de janeiro,
nossos leitores terão a oportunidade
de fazer um primeiro contato com os representantes
do Estado no poder legislativo para os próximos
quatro anos. O objetivo é deflagrar o
processo de familiarização com
os eleitos, pois estes serão a principal
“matéria-prima” das ações
da Rede Empresarial, voltadas a estimular o
empresariado e a sociedade em geral a participarem
continuamente da política. Entre tais
ações, a implantação
do Sistema de Avaliação e Monitoramento
dos eleitos, por meio do qual a Rede fornecerá
dados e informações a respeito
do comportamento dos políticos, acompanhará
a tramitação dos projetos de Lei
e, ao mesmo tempo, contribuirá com parlamentares,
congressistas e governo, mediante proposituras
e diálogos fomentados nas iniciativas
do movimento. A apresentação seguirá
ordem alfabética e será dividida
em quatro informativos. Passe o mouse sobre
a foto e confira! |
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DEPUTADOS
FEDERAIS |
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DEPUTADOS
ESTADUAIS |
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Esta
é a logomarca escolhida pelos participantes
da Rede Empresarial para representar institucionalmente
o movimento. A eleição envolveu
os cadastrados à Rede nas últimas
semanas e a figura vencedora obteve 65,1% dos
votos. |
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A
Rede de Participação Política
do Empresariado vai reforçar sua atuação
no Paraná, realizando encontros em pelo
menos nove cidades-pólos, a partir de
fevereiro. Durante os eventos será apresentado
o projeto do movimento para o biênio 2007-2008
e propostas ações com o intuito
de estimular o desenvolvimento democrático
das respectivas regiões. |
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Paralelamente,
também deverá ser realizado nas
regiões um curso de formação
política, dirigido a interessados em
atuar como agentes “animadores”
(articuladores) da Rede Empresarial. |
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A
disputa pela presidência da Câmara
Federal é a bola da vez no cenário
político de Brasília neste começo
de ano. Muita coisa pode mudar até eleição,
dia 1º de fevereiro, mas, por enquanto,
a tendência é o embate entre a
tentativa de reeleição de Aldo
Rebelo (PC do B-SP) e o candidato petista, Arlindo
Chinaglia (PT-SP). |
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Um
grupo insatisfeito com os nomes está
tentando lançar uma candidatura alternativa,
a chamada terceira via. O reforço maior
viria do PMDB, que possui a maior bancada, com
89 deputados eleitos em 2006. |
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A
bancada de deputados do PMDB decidiu apoiar
o candidato do PT, Arlindo Chinaglia (SP), à
presidência da Câmara. A decisão
pode ser um duro golpe na tentativa de reeleição
de Aldo Rebelo (PC do B-SP), que sonhava com
o apoio do partido para continuar no cargo. |
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O
posicionamento da sigla foi decidido em votação.
Dos 90 deputados da bancada, 64 compareceram
à reunião e 58 votaram oficialmente.
Chinaglia recebeu 40 votos e Aldo, 11. Seis
votaram por não apoiar nenhum dos dois
e um votou em branco. Outros seis deputados
votaram por escrito a favor de Chinaglia durante
a reunião, mas esses votos não
foram computados porque os parlamentares não
estavam presentes à votação
oficial. |
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Mas,
por enquanto, não há nada concreto.
Em reunião nesta terça-feira (09),
a maioria dos peemedebistas presentes optou
por apoiar Chinaglia. Durante a reunião,
eles avaliaram que o PT tem mais condições
de cumprir a promessa de apoiar o PMDB na disputa
pela presidência da Câmara em 2009,
porque possui a segunda maior bancada. Rebelo
fez proposta parecida, mas não tem condições
de assegurar vitória porque faz parte
de um partido “nanico”. |
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A
expectativa, aliás, é que, com
o PMDB posicionado, o PSDB decida quem apoiar
na disputa. Ainda em cima do muro, alguns tucanos
defendem apoiar Chinaglia pelo respeito à
proporcionalidade. É que segundo a regra
da Câmara, cabe à maior bancada
indicar o presidente. E como o PMDB pode não
lançar um nome, o posto ficaria com o
PT, segunda maior bancada. |
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Os
governadores dos quatro estados da Região
Sudeste lançaram o Gabinete de Gestão
Integrada de Segurança do Sudeste com
a divulgação de uma carta endereçada
ao presidente Lula com uma série de reivindicações.
Na mensagem, Sérgio Cabral (Rio de Janeiro),
José Serra (São Paulo), Aécio
Neves (Minas Gerais) e Paulo Hartung (Espírito
Santo) pedem o aumento do efetivo do Polícia
Federal e da Polícia Rodoviária
Federal nos estados para coibir o tráfico
de armas e de drogas. Os integrantes do novo
órgão vão ser reunir a
cada dois meses na capital de um dos estados
para analisar os resultados das ações
conjuntas, além de traçar novos
planos na área. |
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Os
governadores também querem a atuação
mais efetiva das Forças Armadas nas fronteiras.
Eles solicitaram ainda uma maior integração
dos serviços de informações
estaduais e federais, com uma participação
mais efetiva, além da PF, das Forças
Armadas, do Coaf (Conselho de Controle de Atividades
Financeiras), do Banco Central e da Receita
Federal. |
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A
presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) é alvo
da cobiça de peemedebistas de peso, cujo
apoio é considerado fundamental para
a coalizão governista. Lula manifestou
tendência a resolver a disputa dentro
do partido com a nomeação de Delfim
Netto. Assim, atenderia ao PMDB com um cargo
mais importante do que vários ministérios
e passaria a ter o economista a seu lado como
uma espécie de conselheiro especial.
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Esquenta a campanha para a escolha do novo presidente
da Câmara. Aldo Rebelo (PC do B) quer
manter-se no cargo, o petista Arlindo Chinaglia
entrou na briga e um grupo insatisfeito articula
uma terceira via. Você acredita numa mudança
capaz de recuperar com facilidade a desgastada
imagem do Congresso Nacional? Não deixe
de dar sua opinião entrando no site www.redeempresarial.org.br
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