Curitiba, 05 de setembro de 2007
 
     
 
 

As eleições para a presidência da República de 2010 já entraram na pauta de discussão dos partidos que estudam possíveis nomes para sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva. O partido da base governista tende a lançar candidatura própria, porém, o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Ricardo Berzoini, ressalta que a idéia vai ser debatida até 2009.

 

 
 

Nesta segunda-feira (03), em São Paulo, PSB, PC do B e PDT oficializaram o “Bloco de Esquerda”, cogitando lançar o ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) candidato a presidente. O parlamentar aponta que uma possível aliança com o PT pode ocorrer somente no segundo turno das eleições. Avaliando o PSDB, Ciro disse que se o governador de SP, José Serra, abrir mão da disputa para o governador de MG, Aécio Neves, o partido tucano se torna o “potencial favorito”.

 
 

O governo pretende reestruturar o funcionalismo federal. Na semana passada encaminhou ao Congresso uma proposta orçamentária que prevê a criação de mais de 28 mil cargos no serviço público para 2008. Além dessas, está prevista a contratação total de 56 mil servidores, já que muitas vagas foram abertas - um dos motivos são as aposentadorias.

 
 

28.979 cargos serão criados no governo federal, de acordo com a proposta, e 40.032 contratações das 56.348 ocorrerão no Poder Executivo. O restante será distribuído pelo Legislativo, Judiciário e Ministério Público da União.

 
 

A contratação dos mais de 56 mil servidores custará aos cofres públicos quase R$3,5 bilhões. Já as despesas, entre funcionários ativos e inativos da União, terão um aumento de 10,75%. O valor passará de R$ 118,1 bilhões deste ano para R$ 130,8 bi em 2008. Isto significa que as despesas crescem mais que a economia do país, aumentando o Produto Interno Bruto (PIB) de 4,69% para 4,74%.

 

Até o fechamento deste boletim não havia resultados. Mas a quarta-feira (05) começou agitada no Senado, diante da expectativa em torno da quase certa aprovação pelo Conselho de Ética do parecer pedindo a cassação do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Destaca-se que está em pauta apenas a primeira representação contra Renan, de autoria dos senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS). Eles apontam oito motivos para a cassação por falta de decoro parlamentar – no caso em que o senador alagoano teria tido contas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes e Júnior. O voto será aberto e a expectativa é de um placar perto de 10 a 5 (o mesmo que refutou o voto fechado para a reunião desta quarta). Se as expectativas forem concretizadas, o processo segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, provavelmente ainda hoje, e há tendência de que vá ao plenário da Casa já na próxima quarta-feira (12). A pressa agora é do próprio Renan, porque acredita que tem a maioria dos votos dos senadores contrários à sua cassação. Esperança que ele não quer perder à medida que vão aparecendo novas denúncias e outros pedidos de cassação de seu mandato.

 
   
  A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) está sendo debatida na Câmara nesta semana. Na terça-feira (4) o tema foi analisado pelos ministérios da Fazenda, Saúde e Previdência. Nesta quarta-feira (5) participam da audiência pública o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo e alguns economistas. No próximo dia 11, o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) – que encampa campanha contra a prorrogação da CPMF, juntamente com o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures – também estará presente em uma das audiências públicas. A sociedade articula manifestos pelo país contra a “contribuição”. Para participar do abaixo-assinado clique aqui.  
 
   
  O cientista político Alberto Carlos Almeida, no livro A Cabeça do Brasileiro, apresenta um cenário alarmante: 53% das pessoas sem instrução entrevistadas pelo autor concordam que um político que "faz muito e rouba um pouco" merece o voto da população. Qual a sua opinião sobre o assunto? Clique aqui e faça seu comentário.  
 

Em reunião na Federação Comunitária das Associações de Moradores de Curitiba e Região Metropolitana (Femoclam), no último dia 30 de agosto, coordenadores de associações de moradores abriram espaço para que pudessem conhecer o trabalho da Rede de Participação Política do Empresariado, a fim de que possam realizar possíveis trabalhos em conjunto com o movimento. A Femoclam possui 1800 entidades filiadas e vem ao encontro com os interesses da Rede na implementação do Projeto Político de Desenvolvimento das Cidades do Paraná.

 
 

A Rede de Participação Política do Empresariado será apresentada na próxima semana na XVII Convenção anual da Faciap. O evento, que neste ano será realizado em Foz do Iguaçu, acontece nos dias 12,13 e 14 de setembro. No dia 13, às 9h30, o professor e analista político Augusto de Franco vai proferir palestra sobre o movimento e, durante toda a convenção, a Rede ocupará um espaço específico para divulgar e atrair novos participantes.

 
 

O objetivo do evento é debater a competitividade da micro e pequena empresa e propiciar o fortalecimento das associações comerciais no Estado. A expectativa é que participem da convenção cerca de 2.500 pessoas.

 
 

O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), o empresário Marcos Valério e mais dez pessoas estão sendo acusadas pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal – que entrou com ação de improbidade administrativa– de oferecer vantagens ao deputado, na época presidente da Câmara, e a ex-secretária dele, Silvana Paz.

 
 

Segundo o MPF, os acusados teriam beneficiado a empresa de publicidade SMP&B em uma licitação na Casa para contratação da empresa. Três sócios de Valério foram citados na ação.

 
 
 
 
Boletim informativo semanal da Rede de Participação Política do Empresariado
Gestão de Comunicação e Marketing: Luiz Henrique Weber. Coordenação de Comunicação Social: Silvio Lohmann.
Coordenação operacional da Rede Empresarial:
José Marinho. Diagramação: Flávio A. Ribeiro.