Curitiba, 04 de julho de 2007
 
     
 
 

Os últimos sete envolvidos com a máfia dos caça-níqueis desmontada na operação Xeque-Mate da Polícia Federal foram liberados esta semana pela Justiça. Entre os beneficiados, está o ex-deputado Nilton Cezar Servo, que estava preso na Superintendência da PF em Campo Grande, e é apontado como chefe da quadrilha. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por contrabando, formação de quadrilha e corrupção ativa. O ex-deputado Gandhi Jamil Georges e o vendedor de caça-níqueis Raimondo Romano, ambos foragidos, ainda irão ter seus nomes retirados da lista de procurados da Interpol.

 

 
 

O Ministério das Minas e Energia pode voltar a ser comandado por Silas Rondeau (PMDB). Conforme noticiado pelo O Estado de S. Paulo, o presidente Lula cogita a possibilidade por acreditar que o ex-ministro foi “injustiçado” ao ser acusado pela PF de receber R$100 mil na máfia que fraudava obras e licitações públicas (Operação Navalha).

 
 

A denúncia surgiu a partir de um vídeo gravado pelas câmeras de segurança do ministério, onde o assessor de Rondeau, Ivo Almeida Costa, aparece com um papel na mão (suposto envelope com propina) encontrando a diretora da Gautama e uma das operadoras da quadrilha, Fátima Palmeira. O material foi analisado por especialistas da Unicamp, mas nada foi comprovado até o momento. Desde quando deixou o ministério, há dois meses, nenhum nome foi nomeado pelo presidente para ocupar a vaga deixada por Silas Rondeau.

 
 

Duas ações que tramitam na Justiça Federal de Tocantins envolvendo o presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), abrangem 12 obras, avaliadas em R$20 milhões. Suspeita: esquema que desvia verbas federais.

 
 

O assunto ganhou relevância na mídia depois que Quintanilha assumiu a presidência do Conselho. Baseado em documento sigiloso de 2003, a Procuradoria afirma que o senador usava a empresa do irmão dele, Cleomar Natal Quintanilha, para desviar dinheiro. A acusação também relata que o esquema de lavagem de dinheiro, que começou a tramitar há cinco anos, atingiu 80 obras em 33 municípios do Tocantins. Quintanilha aparece citado entre 2000 e 2001.

 

Dando seguimento à proposta de desenvolvimento local, a Rede de Participação Política do Empresariado reuniu, no último final de semana, em Guaratuba, mais de 50 pessoas no curso de Capacitação de Agentes do Projeto Político de Desenvolvimento das Cidades e de Animadores de Rede (ministrado pelo professor e analista político Augusto de Franco). Elas fazem parte dos comitês de articulação da Rede em 10 regiões do Estado: Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Pato Branco, Paranavaí, Campo Mourão, Guarapuava, Ponta Grossa e Jacarezinho. A Rede Empresarial acredita que as ações realizadas em conjunto pela sociedade são capazes de propiciar um espaço mais democrático em prol do progresso. Com este propósito, o curso de capacitação buscou preparar agentes para que se tornem articuladores de ações e projetos entre a comunidade de cada região.

 
     
   
   
     
  Governos, empresas e organizações da sociedade em aproximadamente mil localidades espalhadas pelo país, já aderiram ou estão em processo de implantação de processos de desenvolvimento local, baseado em redes sociais, ou seja, o trabalho realizado em conjunto pela sociedade. Na opinião de Maria Ângela Moreira, integrante do núcleo de Paranavaí, o curso serviu para mostrar uma nova referência da importância em se trabalhar em rede. "Foi excelente o curso, o professor mostrou uma nova abertura de maneira que a população possa ter mais autonomia e liberdade no processo de desenvolvimento".  
   
   
     
 

A partir de iniciativas voluntárias e cooperativas, pactos pela democracia de cada localidade serão firmados, seja través de redes comunitárias ou setoriais de desenvolvimento. Durante o curso, foram desenvolvidos vários projetos pilotos por cada grupo, afim de que sirvam de base para futuros trabalhos. Para Marisa Otto, núcleo de Ponta Grossa, é preciso diagnosticar e avaliar as necessidades da região, realizado a partir do trabalho em conjunto, é que o objetivo dessa nova metodologia a ser implantada será alcançado.

 
   
   
     
 

Políticos citados em escândalos do Mensalão, por exemplo, retornaram ao Congresso com o voto popular. Suspeitas de corrupção e de tantas práticas ilícitas, como a que envolve o presidente do Senado, Renan Calheiros, transformaram-se em episódios corriqueiros. Você acredita numa efetiva reação popular? Clique aqui e deixe a sua opinião.

 
 
 

No esquema que superfaturava compra de ambulâncias, conhecida como a máfia das sanguessugas, o Ministério Público Federal no Mato Grosso entrou com duas ações contra a ex-deputada federal, Celcita Pinheiro, acusada de participação no desvio de recursos públicos e fraudes em licitações.

 
 

A ex-deputada pode ter os direitos políticos suspensos por prática de improbabilidade administrativa e ainda responderá na Justiça Federal por recebimento de vantagem indevida e lavagem de dinheiro.

 
   

Não deu certo a manobra da turma do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), de arrastar ainda mais o processo de falta de decoro do parlamentar no Conselho de Ética do Senado. Tudo estava armado para voltar à estaca zero na segunda-feira (2), desde que o presidente do Conselho, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), o devolveu para a Mesa Diretora da Casa. A esperança era de que a Mesa ou arquivasse de vez o processo ou o devolvesse ao Conselho de Ética, para que este recomeçasse tudo de novo – abandonando todo o trabalho feito até agora.

 
   

Diferentemente de tentativas anteriores, desta vez o processo terá três relatores na Comissão de Ética. Os nomes ainda estão indefinidos.

 
   

A 1ª Vara Criminal de Brasília autorizou o envio ao Senado de documentos e um CD contendo grampos telefônicos da Operação Aquarela que comprometem o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF). A operação apontou uma quadrilha acusada de lavagem de dinheiro com a ajuda de dirigentes do Banco de Brasília (BRB).
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que convocou para a manhã desta quarta-feira (4) uma reunião da Mesa Diretora para avaliar o pedido de processo contra o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), flagrado em conversa telefônica tratando da divisão de um saque de R$ 2,2 milhões no BRB (Banco de Brasília).
O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), também deve receber nos próximos dias um dossiê com acusações contra Roriz, enquanto o senador era governador do Distrito Federal. A representação pede uma força-tarefa para apurar se ouve sonegação fiscal desvios e lavagem de dinheiro, entre outras ilegalidades.

 
 
 
 
Boletim informativo semanal da Rede de Participação Política do Empresariado
Gestão de Comunicação e Marketing: Luiz Henrique Weber. Coordenação de Comunicação Social: Silvio Lohmann.
Coordenação operacional da Rede Empresarial:
José Marinho. Diagramação: Flávio A. Ribeiro.