Curitiba, 01 de agosto de 2007
 
     
 
 

As agências reguladoras devem ser um dos principais temas no Congresso – em decorrência da crise aérea, reafirmada com o acidente com o avião da TAM neste último mês. A Lei Geral das Agências Reguladoras, em discussão há mais de três anos, pode entrar em votação em breve, incluindo a possibilidade de redução dos poderes dos diretores das agências – item que está provocando a insatisfação de muitos deputados que reprovam o comportamento e atuação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

 

 
 

A discussão em torno das mudanças no sistema político eleitoral, propostas no projeto de reforma política, perde força. Mas, conforme divulgou o Congresso em Foco, a Câmara vai insistir nas mudanças “ensejadas”, que dizem respeito, entre outros itens, ao financiamento público de campanha (defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva). O presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), entretanto, acredita que a discussão deve ter fim apenas com alterações menos radicais como, por exemplo, a fidelidade partidária.

 
 

Lançado em Londrina nesta última semana, o Movimento Mãos Limpas Pelo Brasil tem a intenção de chamar a atenção da sociedade para a corrupção na política do país. Manifestações estão sendo programadas para ocorrer na cidade, além de protestos permanentes na chegada e saída de parlamentares em aeroportos.

 
 

O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e o vice dele, José Lacerda (DEM), tiveram seus mandatos cassados nesta segunda-feira (30) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por abuso de poder político nas eleições. Porém, Lima entrou com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve analisar o pedido de liminar até sexta-feira (3). A decisão implica na perda dos direitos políticos durante dois anos e uma multa estipulada em R$100 mil por distribuir cheques para população no valor total de aproximadamente R$35 mil. Conforme divulgou o portal de noticias da Globo – G1 –, Cássio Cunha não pretende renunciar ao cargo, mesmo correndo o risco de perder os direitos políticos.

 

A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) pode deixar de ser um tributo “provisório” para se tornar Imposto sobre Movimentação Financeira (IMF) neste segundo semestre. O tema deve ser um dos principais itens a serem votados no Congresso, que tende a aprovar o projeto até setembro. Mais um imposto. Mais uma conta a ser paga por todos os brasileiros. Enquanto ainda há tempo para barrar, a sociedade tenta reagir. Neste sentido ganha força a campanha ‘Mais Brasil Menos Impostos’, articulada pelos presidentes das federações das indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures, e de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. O movimento, cuja principal ação é um abaixo-assinado virtual “exigindo” o fim da cobrança – e que será entregue às autoridades – poderá ter efeito prático desde que haja de fato adesão de boa parte dos cidadãos. Exerça seus direitos. Clique aqui e participe.

 
 
   
  As “férias” dos parlamentares se encerram nesta quarta-feira (1). Com o fim do recesso importantes questões devem movimentar o Senado e o Congresso neste segundo semestre - consideradas matérias de urgências. Entre elas estão as agências reguladoras, reforma política, CPMF, o Caso Renan e Gim, CPIs do Apagão Aéreo, entre outras.  
 
   
   
 

Um dos assuntos continuará sendo a novela do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O Conselho de Ética aguarda a finalização da perícia realizada pela Polícia Federal (PF) nos documentos entregues pelo senador – acusado de ter as contas pessoais pagas por um lobista, envolvido no esquema que fraudava licitações em obras públicas. A defesa do senador, segundo a PF, tende a se complicar. Vários senadores defendem a conclusão do processo com urgência. Mesmo porque, como se tornou rotina no Brasil, outros escândalos são revelados e o tempo acaba amenizando e retirando da mídia este caso. Renan, apesar de todos os acontecimentos, retoma sua cadeira de presidente – a qual não abandonou por nenhum momento desde o início do processo.

 
   
   
   
 

Projetos para seis novos Estados brasileiros podem entrar em votação no Congresso. Isto elevaria o número de parlamentares em pelo menos 200 novas vagas, além de mais gastos para estruturação dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A justificativa é atender regiões sem perspectivas de desenvolvimento. Qual a sua opinião? Clique aqui e faça seu comentário.

 
 

A Advocacia-Geral da União (AGU) identificou que há mais de 140 ações na Justiça contestando empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. Em alguns casos, há pedido que as obras sejam suspensas como a duplicação da BR-101, a usina hidrelétrica de Estreito (MA) e a transposição do Rio São Francisco. Segundo O Estado de S. Paulo, o governo mobilizou uma força-tarefa na AGU para tratar dos processos referentes ao PAC – já que o programa é a principal arma de campanha do governo petista.

 
 

Levantamento realizado pela Folha de S. Paulo aponta que das dez agências reguladoras do governo federal, seis têm o comando de filiados do PT ou do PC do B – partido da base aliada. Conforme publicou o jornal, nove diretores declararam ser ou ter sido filiado a algum partido: PT, PMDB e DEM. Anac, Anvisa, ANTT, ANP estão entre as agências presididas por filiados dos partidos.

 
 

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançou nesta sexta-feira (27) o “Movimento Cívico pelos Direitos dos Brasileiros” denominado “Cansei”. Até o próximo dia 17 deste mês – data em que completará um mês do acidente com o avião da TAM – frases como "cansei do caos aéreo", "cansei de bala perdida", "cansei de pagar tantos impostos", "cansei de empresários corruptores" serão veiculadas na mídia. Está programado um ato ecumênico para homenagear as vítimas da tragédia no dia 17.

 
 

O eleitor tem um canal direto para falar com os senadores, através da Central de Relacionamento do Senado – Alô Senado – serviço gratuito pelo telefone 0800 612211. Os parlamentares recebem por mês cerca de 13 mil mensagens vindas de todo o país. Em entrevista à Rede de Participação Política do Empresariado a diretora da Secretaria de Opinião Pública do Senado (SEPOP), Elga Lopes, disse que em junho - ápice de denúncias contra o presidente do Congresso e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) – duas mil das 12.600 recebidas no mês – foram a respeito a decoro e postura parlamentar. Porém, ela ressalta que muitas mensagens são encaminhadas diretamente para os gabinetes dos senadores, sem qualquer interferência do órgão.

 
 
 
 
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