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I CONFERENCIA BRASILEIRA DE RELAÇÕES DE EMPREGO E TRABALHO
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EVENTO: I CONFERENCIA BRASILEIRA DE RELAÇÕES DE EMPREGO E TRABALHOLOCAL: MERCURE GRAND HOTEL – Ibirapuera - São PauloDATA: 05 E 06 DE NOVEMBRO DE 2007 Memória: Participaram do evento os seguintes paises: Canadá, Estados Unidos, Irlanda, Itália, Alamenha, Alteraria,  África do Sul,  Brasil.Diante de vários relatos e dados apresentados uma certeza tivemos: cada país deve achar a melhor forma de lidar com a sua relação capital trabalho. O que se aplica lá fora não se aplica ao todo aqui. Não temos modelos a ser copiados. O que temos são demonstrações de que é possível negociar sempre. Cada um a sua maneira na mesa de negociação. Flexibilização é a palavra chave na hora de negociar.  Criar um patamar sólido e viável, viável para as empresas manterem vagas de trabalho abertas, viável para os empregados crescer dentro delas e incorporá-las como partícipe e não vê-la como uma barreira a ser combatida e transposta a cada negociação.Falou-se em ver o emprego (aqui perceba a palavra emprego como uma vaga ofertada) como um namoro e não como um casamento, é preciso conquistá-lo a cada dia para mantê-lo. Manter a relação emprego / trabalho num ponto de equilíbrio onde um oferece sempre uma oportunidade de crescimento e o outro vê e tenta conquistar essa oportunidade a todo o momento. Com a globalização a reciclagem das funções é imposta, datilógrafos foram substituídos por digitadores e assim por diante, novas funções, novos produtos morrem e outros vêm para ocupar o espaço. Essa é a oportunidade, esse é o encantamento do namoro. A realocação dentro da empresa é um cargo a ser conquistado. A valorização pelo tempo de serviço apraz ao empregado que tem benefícios com isso e em contra partida a empresa.No relato do palestrando do Brasil (Helio – Ibret), este colocou que o sindicato tem o papel do estado, onde ele fecha a convenção e todos seus representados, contribuintes / sindicalizados ou não, se beneficiam, como num conselho de aldeia.A mudança não é previsível assim se faz com que a legislação tenha que ‘correr’ atrás para tentar “ajustar” essas mudanças na lei.Em minhas considerações percebi que, estudos mostram as tendências de mudanças no mercado de trabalho, nas indústrias a globalização exige isso e as lei  não estão em estudos para esses ajustes do mercado, por isso somos atropelados pela informalidade.Outra consideração traz a notória realidade de que a falta de investimentos em formação curricular dificulta a profissionalização, o que culmina em empresas com baixa ou nenhuma mão de obra qualificada.Se não há mão de obra qualificada isso significa que esse produto que está no mercado é ruim e por ele não estamos dispostos e nem vamos pagar mais caro.O mundo fala em acordos trabalhistas, o confronto mais direto entre empresas e empregados; no Brasil temos uma realidade mais ‘avançada’ vimos a necessidade de nos organizar em sindicatos patronais, resguardando assim nossas empresas do corpo a corpo na data base. Outro ponto mostrado pelo palestrante do Canadá foi de que a informalidade coloca em risco o emprego consequentemente a existência dos sindicatos laborais. Sem citar aqui, o nosso caso, os sindicatos patronais. Percebo que a bandeira da informalidade por enquanto é levada somente por uma mão, a do empregador e isso porque a percebe como um risco para o seu negócio. A indignação de ser um cumpridor das leis a mercê daquele que em nada contribui e ainda se vale de grandes benefícios como a aposentadoria por idade sem nunca ter contribuído com um centavo sequer para o sistema previdenciário.Um painel mostra que a carga os encargos trabalhistas no Brasil são de 102,68%. As ações trabalhistas na justiça do trabalho indicam que para cada R$1.000,00 pagos R$ 300,00 são pagos pela sociedade. Na seqüência é dito que as câmaras de conciliações prévias geraram um ponto de oportunismo indicando que TODO EMPREGADOR É SONEGADOR. Essa foi uma visão torpe e um comentário infeliz do palestrante.  Pois oportunismo é uma maneira vil de se usar uma oportunidade. Nesta fala o detentor da palavra cita que não se separa a mercadoria transacionada da pessoa, indicando que a mercadoria seria o produto gerado pelo esforço ou saber da pessoa que por sua vez exige uma condição humana de trabalho. Mão de obra = produto. Esse texto foi totalmente voltado aos empregados, melhor dizendo, a defesa dos empregados. Em minhas considerações sobre esse assunto senti que faltou ao palestrante sensibilidade para trazer a platéia uma visão mais patronal de utilização das câmaras setoriais, considerando aqui que nessa seara nós empregadores muitas vezes somos condenados mesmo presentes, á revelia. Considerações finais. Tentei aqui citar os palestrantes entremeados com minhas considerações. Acredito que o IBRET possa ser um excelente canal de informações nas relações emprego (capital) / trabalho. Algo como o DIEESE é para os sindicatos laborais o IBRET possa ser para os sindicatos patronais.A filiação de instituições estritamente patronal a entidade, levará uma realidade mais viva e clara dessa relação. O fortalecimento do empregador através do saber o tornará mais perspicaz na hora de formar sua matéria prima (mão de obra). *Rosangela Damaceno – Secretária Executiva – Sindirepa-Paraná.     



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