Educação e Sustentabilidade
INSTITUIÇÕES
DE ENSINO SUPERIOR ASSUMEM O COMPROMISSO DE EDUCAR PARA A SUSTENTABILIDADE
Representantes
das principais instituições do Paraná conheceram o projeto Educar para a Sustentabilidade, iniciativa
do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial do Sistema Fiep
Incentivar professores e a direção das instituições de ensino superior a participar dos diálogos
sobre sustentabilidade, inserir nos projetos político-pedagógicos diretrizes voltadas à educação
para a sustentabilidade, formar professores para este novo modelo e criar um programa institucional comprometido com a causa.
Estes são os objetivos do projeto “8 Jeitos de Educar para a Sustentabilidade nas Instituições
de Ensino Superior do Paraná”, que foi apresentado nesta terça-feira (02), em Curitiba, a representantes
das principais instituições de ensino superior do Paraná. A iniciativa é do Conselho Paranaense
de Cidadania Empresarial do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), através
do Núcleo de Instituições de Ensino Superior.
“A universidade é
a plataforma mais estratégica para se ocupar do desafio da sustentabilidade. É o espaço onde se concentra
o conhecimento e se faz a formação de jovens”, afirmou o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha
Loures. Ele citou o Global Forum América Latina, que discute o papel da educação para os negócios,
com foco na sustentabilidade e propõe a inserção da sustentabilidade no ensino superior. “É
um trabalho para muitos anos. Buscar a transformação dos processos de educação não é
só responsabilidade da universidade. Empresas, governo e sociedade civil são co-responsáveis nessa questão”,
afirmou. O Global Forum é uma promoção do Sistema Fiep, por meio da Unindus, com apoio do Sesi, em parceria
com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) e Case Western Reserve University
(EUA).
“Precisamos
de um ponto comum para o conceito da sustentabilidade nas Instituições de Ensino Superior do Estado, para que
os projetos desenvolvidos alcancem metas concretas e eficazes”, afirma a coordenadora do Núcleo Executivo do
CPCE, Carla Mocellin. Segundo ela, a partir deste alinhamento as instituições poderão definir formas
para alcançarem a eficácia da educação para a sustentabilidade e incluí-la nos projetos
político-pedagógicos institucionais. A professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e coordenadora do Núcleo
de Instituições de Ensino Superior do CPCE, Sonia Ana Leszczynski, acredita que as instituições
deveriam trabalhar com um conceito comum. “Estamos incentivando as instituições a participar e colocar
em prática as propostas para a sustentabilidade”, disse. Para ela, as instituições de ensino têm
papel fundamental na discussão sobre sustentabilidade. “A universidade é a responsável por formar
os futuros profissionais. Temos que dar o exemplo.”Ações nas universidades - Para o decano da Escola
de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Eduardo Damião da Silva,
as instituições demonstraram uma consciência e preocupação com o tema e formação
dos alunos. “Já existem várias iniciativas com este propósito, mas o Global Forum foi um marco
na necessidade de aproximar os atores e tomar decisões”, disse.
“É de extrema importância
o esforço permanente da Federação e das instituições de ensino em estimular os professores
a desenvolverem programas de solidariedade e sustentabilidade. Não adianta esperar por milagre. As instituições
de ensino devem se unir e tomar uma atitude”, afirmou Octavio Ulysse, da Faculdade Espírita.
Na avaliação de Dalton Dope, da Spei, o impacto das ações das universidades sobre a comunidade
acadêmica é maior que se imagina. “Uma das maneiras de trabalhar a sustentabilidade é através
de atividades complementares em todos os cursos. Temos que sair da discussão e levar a ação para as grades
curriculares dos cursos”, acredita.