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A Embrapa apresentou durante o FestEmp (Festival de Empreendedorismo) um produto diferente: as películas comestíveis. Feitas com restos de alimentos usados pela indústria alimentícia, como espinafre, mamão, goiaba e tomate, o material tem características físicas semelhantes aos plásticos convencionais, como resistência e textura, e tem igual capacidade de proteger alimentos.

O grande diferencial do produto é o fato de poder ser ingerido. Isso abre um imenso campo a ser explorado pela indústria de embalagens: aves envoltas em sacos que contêm o tempero em sua composição, sachês de sopas que podem se dissolver com seu conteúdo em água fervente e muitas outras possibilidades.

De acordo com a Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano), o plástico comestível é feito basicamente de alimento desidratado misturado a um nanomaterial que tem a função de dar liga ao conjunto.
O engenheiro de materiais José Manoel Marconcini, pesquisador da Embrapa, explica que "o maior desafio dessa pesquisa foi encontrar a formulação ideal, a receita de ingredientes e proporções para que o material tivesse as características de que precisávamos".

As aplicações da descoberta são imensas e o limite é a criatividade. "Goiabadas vendidas em plásticos feitos da fruta, sushis envolvidos com filmes comestíveis no lugar das tradicionais algas, perus vendidos em sacos feitos de laranja que vão direto ao forno e geleias em formato de ursinhos e elaboradas com frutas naturais são algumas das sugestões."

O desenvolvimento do material foi fruto de um trabalho de duas décadas, quando começaram os estudos em ciência dos materiais na Embrapa Instrumentação.

Com informações da Assessoria da Embrapa.

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