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Gasto com peças ainda é preocupação para motoristas

3 de julho de 2012

Quando o publicitário Norton Falcão foi comprar seu primeiro carro, procurou informações sobre modelos que o interessavam. Entre as dúvidas estava a questão da reposição de peças, já que estava prestes a adquirir um carro Peugeot. "Alguns familiares me alertaram sobre essa questão e amigos que já possuíam um carro importado me disseram que eu poderia ter problemas em relação a isso. Até agora, não tive nenhum", conta. "Como meu carro é relativamente novo, acho que também não precisei. Mas confesso que fiquei com receio", explicou. O que fez com que Norton resolvesse assumir o risco foi o fato de a montadora francesa ter fábrica no Brasil.

De acordo com Wagner Fernandes, gerente de pós-venda da Citroën - que compartilha com a Peugeot a distribuição e montagem -, não existe falta de peças para carros importados no mercado, apenas uma adaptação logística.

"Estamos num Estado que fica distante do Centro de Distribuição, que é em São Paulo", explica. Por causa do obstáculo, Fernandes calcula que uma peça pequena demora aproximadamente três dias para chegar, porque chega via aérea. Uma peça maior demora até 15 dias, pois vem via terrestre. O gerente diz que o prazo é o mesmo para outras montadoras de fora.

Para Flávio Feijão, da Columbia Auto Parts, o cliente não precisa esperar. "Não tem falta. Temos todas as peças importadas", assegura. As peças que ele vende são "alternativas" e vem da China. "No mercado alternativo não falta nada e a qualidade está muito equiparada porque as empresas tem um forte controle de qualidade", diz. "A diferença está exatamente no preço. O nosso é cerca de 40% mais baixo", calcula.

Não é o caso das peças originais de fábrica. "Somos dependentes das fábricas de fora e, por isso, elas podem colocar qualquer preço e qualquer prazo", avalia Alan Ribeiro, supervisor de Manutenção de Compras da Autofort Nordeste, empresa distribuidora de peças. Ele conta que a demora para as peças chega a 45 dias, mas que algumas empresas estão "acordando" e começando a fabricar dentro do Brasil.

Júlio César Barbosa pereira, supervisor de vendas na mesma empresa diz acreditar que a demanda está cada vez maior e a oferta não está sendo suficiente. "São muitos lançamentos e algumas marcas, como Toyota, Nissan e Mitsubishi, estão em evidência, o que acaba aumento ainda mais o número de pedidos", conta.

Solução
Wagner Fernandes aponta uma solução. "Já está sendo estudada há sete meses a instalação de um centro de distribuição para o Nordeste que ficaria na Bahia", revela. "Alguns carros e algumas peças chegam pelo porto de Vitória e outros em Recife e vão para São Paulo para depois serem distribuídos", informa.


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